<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-14424928</id><updated>2011-12-23T21:08:36.598-03:00</updated><title type='text'>Cardioscope</title><subtitle type='html'>Ab imo pectore</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://cardioscope.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14424928/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cardioscope.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Rafa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02709244780673161364</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_KSHhnirFOPQ/SX5_gg_OUWI/AAAAAAAAAKE/Tt2uBMLzfWE/S220/orkut.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>70</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14424928.post-3849135311725686249</id><published>2011-04-12T03:55:00.009-03:00</published><updated>2011-04-12T04:31:55.024-03:00</updated><title type='text'>I Won't Settle for Less</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;Madrugada de segunda. Ainda sinto o calor no lado vazio da cama, previamente ocupado há três anos. Os primeiros três anos em que alguém deitou-se ao meu lado. Tanto tempo andando só pelas ruas da vida e, quase sem procurar, dei a mão a alguém. E caminhamos, lado a lado, olhando juntos para a frente. O caminho parecia ser bonito - apenas uma dificuldade conceitual - e a paixão nos impulsionava adiante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Andamos muito, subimos vários degraus em todos os âmbitos de nossas vidas. Minha ambição profissional o envolveu, e vi nele um reflexo meu. Com fogo nos olhos, ele se tornou imbatível: recebeu três promoções, mudou de emprego e se tornou chefe do chefe. As vitórias de um alimentavam a sede de conquistas do outro. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A paz que sentíamos me fez estudar como jamais estudei. O orgulho dele em me ver cada vez melhor era  viciante. Também mudei. Hoje trabalho onde sempre sonhei, fazendo algo que sempre quis. A residência continua e um dia terminará, mas amo o que faço hoje com todo o meu coração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meus conceitos eram imaturos, minha cabeça a de uma adolescente. Vi nele um exemplo de caráter, de valores morais e de postura pessoal que jamais observei em outra pessoa. E dele recebi todos os elogios e conselhos para me melhorar. Senti a amizade com meus amigos e familiares ficar cada vez mais forte e me emocionei ao ver que havia virado exemplo para as pessoas que amo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele mudou minha vida. Me fez ser alguém melhor. Me encheu de amor, de carinho, de tudo o que alguém pode querer receber. Nunca, jamais, poderei recompensá-lo por tudo aquilo que me deu. Nossa história será por mim escrita num lugar secreto do meu coração, o qual visitarei sempre para nutrir as memórias do tempo maravilhoso em que estivemos juntos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E por que a cama está vazia há mais de um mês?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porque nela deitava o meu melhor amigo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele é de longe a pessoa que mais admiro, em quem mais confio, que sempre estará no contato de emergência e para quem sempre darei as boas e más notícias primeiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por mais que o ame, seu lugar não é na cama. E peço mil perdões por isto. Choro por magoá-lo, sinto meu coração encolher e quase desaparecer...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Não existe relacionamento perfeito, Rafaela!” - minha melhor amiga&lt;br /&gt;“Você vai perder a melhor pessoa do universo e vai morrer sozinha” - ainda ela&lt;br /&gt;“Afaste da minha namorada! Vai que ela queira!”- terceira pessoa&lt;br /&gt;“Já tava na hora, nunca gostei” - minha mãe&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É preciso muito peito pra dizer, quando se está com uma pessoa que é tudo o que você sempre quis, que os predicados não são tudo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“I won’t settle for less” - minha resposta para todos &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(exceto para a minha mãe, que só mereceu a virada de olhos usual)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já viram o filme novo do Matt Damon? Chama-se "The Adjustment Bureau". Assisti no Reagal de Miami Beach na semana passada. Roubei esta frase de lá, acho que o filme não chegou ao Brasil ainda. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É, eu sou daquelas que acreditam em almas gêmeas e todo o bullshit dos românticos. Quero chegar em casa e encontrar um caminho de rosas e uma carta com o lugar para onde devo ir imediatamente. Quero amar sem fronteiras, de corpo, alma, com todas as sinapses dos meus neurônios em atividade para dar conta do trabalho. Quero um terremoto, um tornado. Quero amor em palavras, escrito no espelho do banheiro ou num guardanapo no final da noite. Quero manchar a roupa de batom, dançar de olhos fechados como se não houvesse mais ninguém no lugar. Quero a história do “The Notebook”, de “Loving Annabelle”, de “Meet Joe Black”... uma coisa atemporal, adimensional, que não respeite absolutamente nenhum boundary.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E se tudo isso não existir, quero terminar sozinha.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14424928-3849135311725686249?l=cardioscope.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cardioscope.blogspot.com/feeds/3849135311725686249/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14424928&amp;postID=3849135311725686249&amp;isPopup=true' title='5 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14424928/posts/default/3849135311725686249'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14424928/posts/default/3849135311725686249'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cardioscope.blogspot.com/2011/04/i-wont-settle-for-less.html' title='I Won&apos;t Settle for Less'/><author><name>Rafa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02709244780673161364</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_KSHhnirFOPQ/SX5_gg_OUWI/AAAAAAAAAKE/Tt2uBMLzfWE/S220/orkut.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14424928.post-5490524932917815818</id><published>2009-05-24T20:43:00.006-03:00</published><updated>2011-04-12T03:12:48.766-03:00</updated><title type='text'>What Really Matters.</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_KSHhnirFOPQ/ShncaHuoqGI/AAAAAAAAAKs/nFF5c8XDA0I/s1600-h/old_couple_3413123.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 240px; height: 320px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_KSHhnirFOPQ/ShncaHuoqGI/AAAAAAAAAKs/nFF5c8XDA0I/s320/old_couple_3413123.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5339541174533793890" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;Já havia passado onze das 60 longas horas de plantão que ainda tenho pela frente. Dia quente e noite fria - algo comum em São Paulo. Estava aqui, neste consultório de onde vos escrevo, atendendo no pronto-socorro do hospital onde faço residência. Eis que toca o telefone da mesa:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Doutora? Tem uma intercorrência no sexto andar...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Claro, atendi quatro no plantão passado. Quatro intercorrências em seis horas. Uma delas era uma parada cardíaca que tive que ressuscitar e levar para a UTI - voltei ao pronto-socorro uma baranga só: suada, despenteada, desmaquiada, mal humorada. Mas chefe é uma raça muito importante pra subir aos andares e ver os velhinhos encacados... chama o residente!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Pois não? - respondi com boa vontade (pura falsidade)&lt;br /&gt;- Um paciente... (pausa)... err... ele está com a freqüência em quarenta e quatro.&lt;br /&gt;- 44? Frequência cardíaca? - falei, levantando e já pondo todas as coisas da mesa em qualquer um dos bolsos do jaleco.&lt;br /&gt;- Sim... &lt;br /&gt;- Já estou chegando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saí da sala correndo como o diabo da cruz. Deixei para trás todas as fichas de pacientes aguardando exames, raios x que haviam ficado prontos, enfermeiros querendo opinião na prescrição do Sr. Fulano, cuja dor de cólica nefrética não melhorou após o milionésimo analgésico. Nada disto era importante naquele momento. Fui direto às escadas, não havia tempo para esperar o elevador. Cada minuto de parada cardíaca representa 10% a menos de chances de fazer o paciente voltar à vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cheguei ao andar cambaleando, dispnéica, depois de carregar por 6 andares esta carcaça pesada de residente sedentária. O quarto 615 estava aberto e enfermeiras entravam e saíam pela porta. Pedi que me trouxessem a prescrição, entrei no quarto e logo calcei luvas. Eis o choque: o paciente era um senhor de seus 60 anos que pesava uns 50 quilos. Magro, consumido, pálido, respirando com dificuldades. Pus máscara de oxigênio e oxímetro nele e logo mandei prepararem material para intubação. Ele ia parar numa questão de minutos... estava com aquele aspecto clássico do paciente que está à beira da morte. Eu não ia deixar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Qual o diagnóstico, Sônia? - perguntei à enfermeira, já que o paciente não era da minha equipe.&lt;br /&gt;- Câncer.&lt;br /&gt;- Câncer?&lt;br /&gt;- Câncer. Metastático, disseminado.&lt;br /&gt;- Putz... suspende o material para intubação. Deixa no O2 só, 3L/min. &lt;br /&gt;- Quem é o chefe da equipe? É pra investir? O que a família quer?&lt;br /&gt;- É a Dra. Flávia... não sei, doutora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma senhora de seus 60 anos entra no quarto a passos curtos, aos prantos, e me pergunta se é grave. É a esposa, que esperava lá fora, sem coragem para entrar. Explico à última que temos dois caminhos a seguir, e ela precisa escolher qual deles deve ser: podemos proporcionar conforto e analgesia ou podemos ser incisivos e prolongar a vida ao máximo, independente da qualidade da mesma. Ela só chora. "Será que eu estou sendo fria?" - pensei. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Olha, deixa eu explicar melhor. &lt;br /&gt;- ... (só lágrimas escorriam do rosto vermelho da senhorinha... uma daquelas quase-vovós, que ainda usa calça 3/4 com chinelinhos confortáveis e cabelo castanho claro, bem penteado pros lados)&lt;br /&gt;- Eu preciso saber o que a senhora quer que eu faça. Entendeu? Esta decisão tem que ser sua.&lt;br /&gt;- ... C-como eu p-pos-so escolher isso, d-doutora? Eu não posso responder isso!&lt;br /&gt;- Então a senhora pode esperar lá fora? Deixe que eu cuido disto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eis que percebi que havia uma filha, de idade próxima à minha, que só chorava no cantinho do quarto, sentada no sofá. Saiu junto com a mãe.&lt;br /&gt;      &lt;br /&gt;Fiquei eu e Sr. Maurício, sozinhos no quarto. Este foi um daqueles momentos dos quais preferimos não falar, mas sabemos que jamais esqueceremos. Acho que foi meu batismo na residência. Dona do meu próprio nariz, detentora do carimbo e das decisões sobre meus atos médicos, escolhi não fazer nada. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sentei ao lado do Sr. Maurício e simplesmente esperei. Pedi à enfermeira que trouxesse um pouco de morfina e lhe aplicasse boa quantidade, para que tivesse conforto neste momento. Observei uma frequência cardíaca razoável e uma saturação de oxigënio vagarosamente decrescente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tive meus minutos com o paciente - que estava parcialmente consciente, para acabar com o que sobrou da minha postura profissional. Sr. Maurício emitia alguns sons, respondia parcialmente a comandos e estava respirando cada vez com mais dificuldades. A esposa entrou no quarto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- A senhora não prefere esperar lá fora?&lt;br /&gt;- Doutora... com todo respeito... este homem é o amor da minha vida. Quero ficar do lado dele até o fim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Pausa: QUE MULHER INCRÍVEL!!!! MINHA NOOOOSSA!!! - Arrepiei todos os fios de cabelo do corpo)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Então por favor, entre que aqui é o seu lugar. Na verdade, aqui é o SEU lugar e não o meu... - falei, me afastando do paciente e dando lugar à esposa, ainda em prantos, que segurou suas mãos e simplesmente ficou ali.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assisti à cena mais bonita de toda a minha carreira. Fiquei com lágrimas nos olhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Avisei à enfermeira que eu estava descendo ao pronto-socorro, e que quando Sr. Maurício falecesse, me ligasse para atestar o óbito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes de sair do quarto, disse à esposa e filha que dissessem o quanto o amavam, mesmo que achassem que ele não estava mais ouvindo... e que continuassem dizendo isto até o fim.... porque era isto que importava. No final das contas, era só isto que importava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda não me ligaram.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14424928-5490524932917815818?l=cardioscope.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cardioscope.blogspot.com/feeds/5490524932917815818/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14424928&amp;postID=5490524932917815818&amp;isPopup=true' title='24 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14424928/posts/default/5490524932917815818'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14424928/posts/default/5490524932917815818'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cardioscope.blogspot.com/2009/05/what-really-matters.html' title='What Really Matters.'/><author><name>Rafa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02709244780673161364</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_KSHhnirFOPQ/SX5_gg_OUWI/AAAAAAAAAKE/Tt2uBMLzfWE/S220/orkut.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_KSHhnirFOPQ/ShncaHuoqGI/AAAAAAAAAKs/nFF5c8XDA0I/s72-c/old_couple_3413123.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>24</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14424928.post-7358189161947804840</id><published>2009-01-26T23:36:00.006-03:00</published><updated>2009-03-15T18:24:12.074-03:00</updated><title type='text'>R1.</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://www.novaeraseguros.com.br/img/hospital_edmundo.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 266px;" src="http://www.novaeraseguros.com.br/img/hospital_edmundo.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Calça jeans nova da True Religion na Jeans Boutique da Oscar Freire R$ 1499,00&lt;br /&gt;Camisa nova da Lacoste, também na Oscar Freire R$ 287,00&lt;br /&gt;Tênis novo da Adidas, linha Porsche Design R$ 429,00&lt;br /&gt;Dormir recém-formada e acordar residente desse hospital lindo aí de cima? Não tem preço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tem coisas que o dinheiro não compra. Nada que um ano inteiro de estudo não resolva.&lt;br /&gt;Para todo o resto.... Mastercard.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;=)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14424928-7358189161947804840?l=cardioscope.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cardioscope.blogspot.com/feeds/7358189161947804840/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14424928&amp;postID=7358189161947804840&amp;isPopup=true' title='14 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14424928/posts/default/7358189161947804840'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14424928/posts/default/7358189161947804840'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cardioscope.blogspot.com/2009/01/r1.html' title='R1.'/><author><name>Rafa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02709244780673161364</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_KSHhnirFOPQ/SX5_gg_OUWI/AAAAAAAAAKE/Tt2uBMLzfWE/S220/orkut.jpg'/></author><thr:total>14</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14424928.post-8971491614010034932</id><published>2009-01-04T05:21:00.011-03:00</published><updated>2009-01-04T05:43:32.153-03:00</updated><title type='text'>Infarto.</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_KSHhnirFOPQ/SWB2g8uCCxI/AAAAAAAAAJ0/zkWcL2mWFwc/s1600-h/broken_heart-1823.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 295px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_KSHhnirFOPQ/SWB2g8uCCxI/AAAAAAAAAJ0/zkWcL2mWFwc/s320/broken_heart-1823.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5287356270960053010" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;5:50 am. ”Já faz tanto tempo assim?” – me pergunto. Impossível. Dia destes escrevi sobre o início do meu namoro. Creio ter sido semana passada, mês passado no máximo. Como vim parar em Janeiro? E por que, em algum lugar longínquo do hemitórax esquerdo, sofro de uma dor exruciante, a ponto de torcer o mediastino ao redor de si mesmo? Seria insuficiência coronariana? Não, sou jovem demais. Talvez uma dissecção? Noutra dimensão, na qual eu portasse incríveis 1m80 e tivesse síndrome de Marfan, talvez. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não, a dor é intracardíaca. Nada mural, nada vinculado ao arcabouço. É do interior das câmaras cardíacas... provavelmente em algum lugar do ventrículo esquerdo. Uma cordoália tendínea rota poderia doer assim? Uma válvula inflamada, dilacerada? Talvez só um dos folhetos, nada suficiente para regurgitar minha alma de volta aos pulmões num fluxo retrógrado. Infelizmente, sinto já ter hipertensão portal. Oxigênio não me basta. Vivo em profunda dispnéia, perdida numa insuficiência cardíaca de causa desconhecida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dói. Dói ao ponto de não saber a diferença entre um atrito pericárdico e um sopro de regurgitação valvar. A dor é tanta que meu coração parece ter perdido sua função. Minhas paixões subitamente se exauriram. Tudo é vazio. O mesmo vazio que experimento no interior da minha principal câmara esquerda. Talvez ele seja a causa de toda esta dor. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E como aliviar esta via nociceptiva exacerbada? Nem que paliativamente, por favor? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Preciso parar o tempo. Só assim, talvez, curasse minha dor. Minha dor de vê-la ir. Minha estúpida, ridícula, quase inacreditável impotência perante tudo. Perante a efemeridade de todas as coisas. Meu fracasso em todos os planos possíveis. Falhei como médica, falhei como amiga, falhei como parte da família. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem disse que ser médica me faria capaz de consertar tudo? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não... minto. Não é isto que quero perguntar com revolta... com fácies rubra, lágrimas nos olhos... quero gritar para os céus em tom de questionamento: E quem NÃO ME DISSE que ser médica não me faria capaz de consertar tudo? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Onde, no juramento mais célebre já feito, Hipócrates deixou de mencionar que eu não poderia utilizar a arte que mais amo para curar aqueles que mais amo? Onde, nesse juramento, não me foi dito que sempre teria nestas mãos, das quais cuido como se valessem ouro, o poder de mantê-la para sempre ao meu lado?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se me tivesse sido dito que haveria a possibilidade de saber exatamente o que se passa no íntimo alheio e que não seria capaz de fazer nada além de observar a enfermidade tomar conta de tudo, jamais teria me doado assim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jamais passaria meus dias enfrentando Joe Black. Jamais doaria minha alma, minha vida, meus dias, meu ar, meu coração e meus sonhos à cura da enfermidade alheia. Jamais sofreria dos pesadelos inimagináveis que me atormentam diariamente em meu leito. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em algum momento acreditei que tudo valesse a pena. Cada estranho que trazia extremidades frias em meio ao inferno de uma parada cardiorrespiratória e que, subitamente, criava complexos QRS sinusais no traçado, me dizia que nasci para fazer aquilo. A onda de energia, o frio na coluna, o arrepio em todos os pelos do corpo... tudo aquilo sempre me fez acreditar que nada nem ninguém poderia mudar a paixão avassaladora entre a medicina e eu. E tudo fazia sentido. Para aquele estranho, cada segundo dali para frente seria lembrado. Eu estaria presente na vida desconhecida, tal qual anjo da guarda, oferecendo proteção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem diria que seria ela, que sempre esteve ao meu lado, que me diria o contrário. Que me faria sentar na primeira fila e me sentir um pintor, portando pincel e aquarela em mãos, assistindo sua obra de arte ser destruída pouco a pouco sem chance de colorir a tela novamente?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A frustração, o fracasso, a impotência, a revolta... todos gritam dentro de mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E como dizer a ela que não se vá? Que não estou pronta para deixá-la partir?&lt;br /&gt;E como dizer que minha promessa de nunca deixar nada lhe acontecer, olhos nos olhos, lágrimas sutis, fora em vão? &lt;br /&gt;Como dizer que me tornei extraordinária como prometi e que não posso mudar o inexorável? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É... ninguém me avisou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dói.&lt;br /&gt;Dói muito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E eu não consigo dormir.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14424928-8971491614010034932?l=cardioscope.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cardioscope.blogspot.com/feeds/8971491614010034932/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14424928&amp;postID=8971491614010034932&amp;isPopup=true' title='5 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14424928/posts/default/8971491614010034932'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14424928/posts/default/8971491614010034932'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cardioscope.blogspot.com/2009/01/infarto.html' title='Infarto.'/><author><name>Rafa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02709244780673161364</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_KSHhnirFOPQ/SX5_gg_OUWI/AAAAAAAAAKE/Tt2uBMLzfWE/S220/orkut.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_KSHhnirFOPQ/SWB2g8uCCxI/AAAAAAAAAJ0/zkWcL2mWFwc/s72-c/broken_heart-1823.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14424928.post-3478935199491268046</id><published>2008-08-04T20:39:00.007-03:00</published><updated>2008-08-04T22:05:00.869-03:00</updated><title type='text'>Tales of a Midnight Shift.</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;Madrugada, três horas da manhã. Na companhia de Morfeu, me deleitava com um sono que, apesar de curto, era muito merecido: o primeiro período da madrugada, das 12-3:30. O Vitão, colega de plantão, cuidava dos pacientes que chegavam naquele momento à emergência do badalado PS. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São Paulo estava frio, cerca de 9 graus naquela noite. Meu déficit de roupas de inverno continuava um problema: saíra de casa pela manhã usando uma camiseta, feliz da vida, sem antecipar as drásticas mudanças climáticas que ocorrem diariamente em nossa megalópole. Por sorte, havia um cobertor quentinho no repouso médico - daqueles grossos, marrons, que só se vê por aqui (em Recife estaria num museu para exposição de itens da Glaciação Würm, há 150 mil anos).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Naquele momento, tudo o que importava era o quanto meus pés estavam agradecidos por estarem recobertos e quentes. As mãos, cruzadas em frente aos seios, aninhadas entre meu corpo e o colchão, estavam deliciosamente aquecidas à temperatura corporal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sonhava com uma quest do Lineage 2.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Dra. Rafaela?" - alguém me chamava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não era possível... o que os elfos do Lineage faziam, chamando a Lady Magri de Doutora? Eu era uma spellsinger de respeito, e estava quase derrotando o Dragão para roubar um de seus ovos e criar meu próprio hatchling. Por sinal, que armadura linda esta Avadon...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Mmmmnf." - respondi, mal-humorada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era só interferência no meu sonho, pensei. Sinais de ondas cerebrais captados da atividade elétrica de uma mente alheia que estava em atividade delta durante o sono em algum lugar próximo do mesmo quarto. Me deixem em paz. Quero voltar pro RPG.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"... Doutora?" - novamente o barulho&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Hãn?" - Abri os olhos com expressão séria. Não fazia a mínima idéia de onde estava, mas sabia que não era em casa. Não sendo adepta do poliamor, suponho sempre que esteja no hospital em tal situação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Já são 3:30?"- Perguntei, recobrando a consciência e vendo o Roberto, da recepção, com seu terno cinza e gravata vinho (cores do hospital, tão démodé...)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"D-desculpa ter vindo acordar a s-senhora. Errr... é que o telefone do quarto estava fora do gancho e o ramal só dava ocupado. A senhora me perdoe.... é que o doutor precisou ir embora mais cedo e já temos pacientes, mas ainda são 3:15."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Tudo bem, Beto. Estou indo"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Levantei. Ao me descobrir, entrei em contato com os milhões de alfinetes fantasmas que se escondiam naquele ar gelado. Vesti a bata às pressas. Para uma nordestina, 9 graus positivos são como 20 negativos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desci no elevador do hospital rezando para que o refeitório estivesse funcionando. Ao chegar, me deparei com duas garrafas de café: maravilha! A salvação. O sono iria embora, o frio iria embora. O café foi a maior invenção do homem. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dois copos de 250ml cheios do mais puro expresso foram suficientes para que eu acordasse instantaneamente. Prendi os cabelos, alinhei o estetoscópio, palpei a lanterna e canetas no bolso esquerdo. Carimbo em mãos, lá estava eu: pronta para a emergência do PS.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao chegar na recepção, me deparei com uma família inteira acompanhando uma paciente de cerca de 27 anos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Deve ser sério"- pensei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Peguei o prontuário e fiz sinal para que a paciente se dirigisse ao consultório 1. Sentei à mesa, pus os papéis em frente e finalmente iniciei nosso contato médico-paciente para saber do que se tratava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Então, Carla... o que te trouxe à emergência?"&lt;br /&gt;"Ai, doutora... vou morrer." - ela falava, com voz dramática.&lt;br /&gt;"Me explica devagar, vai ficar tudo bem"&lt;br /&gt;"Ai, doutora... estou com uma dor, mas uma dor... uma dor de cabeça pulsátil horrível"&lt;br /&gt;"Náuseas?" - perguntei.&lt;br /&gt;"Sim" &lt;br /&gt;"Fotofobia? Olha aqui na luz" - apontei a lanterna para um de seus olhos.&lt;br /&gt;"Ai!!! Sim!!" - ela respondeu, em sofrimento, empurrando minha mão para longe.&lt;br /&gt;"Chegou a ver luzes coloridas piscando diante dos seus olhos em algum momento?"&lt;br /&gt;"Nossa! Sim!"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aferi a PA. 120x80. Sorri.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os familiares me olhavam apreensivos, esperando a notícia de um tumor cerebral.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Você está com uma crise de enxaqueca. É comum em  mulheres jovens, principalmente em período perimenstrual e se houver história familiar positiva. Vou medicá-la e passar uma receita de remédio específico para enxaqueca, para que você possa ser medicada em casa numa futura crise. Fique tranqüila.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Comecei a escrever na prescrição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eis que a cidadã fala:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Doutora... na verdade eu não tomo remédios."&lt;br /&gt;"Como assim, não toma? Você é alérgica a alguma medicação?"&lt;br /&gt;"Não... eu não acredito em remédios. Tenho um naturoterapeuta..."&lt;br /&gt;"Pera, pera, pera. PÁRA TUDO! Você não acredita em remédios?"&lt;br /&gt;"Não, eu sou naturalista. Uso homeopatia e naturoterapia. Meu naturoterapeuta sempre tratou de todos os meus problemas de saúde. Não tomo remédios de nenhum tipo."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"E porque RAIOS você veio a uma emergência médica se você não acredita em medicina?"&lt;br /&gt;"Ah... eu queria saber se era grave... a senhora vai pedir exames?"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Em exames você acredita?" - perguntei, em tom de ironia.&lt;br /&gt;"Sim"&lt;br /&gt;"Mas não há exames para diagnosticar enxaqueca." - Esclareci.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Por que você não foi no seu naturoterapeuta?"- Não consegui segurar, era a pergunta que não queria calar.&lt;br /&gt;"Ele não atende à noite" - Esperto é ele, que está dormindo numa cama quente - pensei.&lt;br /&gt;"Dona Carla, há algo que eu possa fazer pela senhora?"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Um exame"&lt;br /&gt;"A senhora quer um exame?" - Perguntei, já visivelmente impaciente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Tome, vá fazer um eletro." - Prescrevi um ECG numa folha de exames.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(5 minutos depois)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Doutora, aqui está meu eletro" - Carla retorna, com fácies de sofrimento.&lt;br /&gt;"Está normal, o que não é nenhuma novidade" - falei, sem expressão alguma no rosto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Então tudo bem? Posso ir para casa?"&lt;br /&gt;"Eu nunca disse que não podia. Alteração de eletro não dá dor de cabeça."&lt;br /&gt;"E porque a senhora pediu o exame?"&lt;br /&gt;"Eu não pedi nada. Quem pediu foi você."&lt;br /&gt;"E eu posso esperar até amanhã para ir ao meu naturoterapeuta?" - Ela perguntou, apreensiva&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Está doendo?"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Tá sim, doutora" - cara de sofrimento, novamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Vem cá... e se um dia você precisar tomar um remédio pra continuar vivendo? Um caso de vida ou morte, tipo uma infecção que, sem antibióticos, vá te matar? Você toma remédios ou morre?"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Nenhum de nós toma remédios, doutora. Minha mãe também não toma. Nenhum dos meus irmãos. Ninguém morreu ainda" - disse sorrindo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Bom... está tudo bem. Boa noite, Carla."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Boa noite, doutora."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tive muita vontade de referenciá-la ao pajé da aldeia indígena mais próxima em caso de nova crise álgica, mas abstraí. Na medicina tem essas coisas que ninguém explica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E quem disse que o sono voltou?&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14424928-3478935199491268046?l=cardioscope.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cardioscope.blogspot.com/feeds/3478935199491268046/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14424928&amp;postID=3478935199491268046&amp;isPopup=true' title='15 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14424928/posts/default/3478935199491268046'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14424928/posts/default/3478935199491268046'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cardioscope.blogspot.com/2008/08/tales-of-midnight-shift.html' title='Tales of a Midnight Shift.'/><author><name>Rafa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02709244780673161364</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_KSHhnirFOPQ/SX5_gg_OUWI/AAAAAAAAAKE/Tt2uBMLzfWE/S220/orkut.jpg'/></author><thr:total>15</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14424928.post-7134942674986748731</id><published>2008-06-30T16:51:00.005-03:00</published><updated>2008-12-08T23:09:29.651-03:00</updated><title type='text'>Daddy's Girl.</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_KSHhnirFOPQ/SGk5gdQoiiI/AAAAAAAAAGo/etbKr4r3LpA/s1600-h/daddy-girl-brunette.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://1.bp.blogspot.com/_KSHhnirFOPQ/SGk5gdQoiiI/AAAAAAAAAGo/etbKr4r3LpA/s320/daddy-girl-brunette.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5217764873058421282" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;Filha do maior semeador que já se viu na terra, descobri que tenho três irmãos além do Jason – mais velho, que já conhecia. Já me havia sido dito que meu pai tivera três outros filhos em Recife, mas nunca soube quem eram, de fato. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Graças aos ‘saudáveis’ antecedentes pessoais de meu pai com minha mãe, não tivemos qualquer tipo de convivência (levanto o questionamento: daí surgiram os complexos mal-resolvidos?)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há pouco mais de um mês, enquanto me deleitava das delícias de ter o homem mais bonito de todo o mundo ao meu lado, me fazendo mimos, recebi um telefonema de meu irmão mais velho, abalado com a terrível notícia do falecimento de nosso pai.&lt;br /&gt;Recebi a notícia sem qualquer expressão de emoção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Miguel escutava com curiosidade o meu lado da conversa ao telefone: &lt;br /&gt;“Aham. Entendo.”&lt;br /&gt;“Morreu de quê?”&lt;br /&gt;“Não, Jason. O laudo da autópsia… o laudo final.”&lt;br /&gt;“Procura ver isto pra mim? Quero saber se foi algum evento determinado por predisposição genetica”&lt;br /&gt;“É informação válida para minha história pessoal médica!"&lt;br /&gt;“Ok, se cuida maninho. Te amo”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por mais amor que eu tenha pelo meu irmão mais velho e sequer a idéia de perdê-lo me seja apavorante, não nutro emoções pelo nosso progenitor. Não é algo de hoje, tampouco um fato que me torne um ser abominável – apenas fruto de um hiato de… 15 anos? 16? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Posto que neste meio-tempo não tive qualquer menção à existência do dito cujo, nem sequer o reconheceria no meio da rua, nada mais natural do que ele me ser alguém desconhecido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Miguel ficou assustado com minha indiferença. Depois refletiu e entendeu que eu não poderia sentir falta de um estranho.&lt;br /&gt;Acho que fiquei triste. Não com a perda do meu pai, mas por não ter sofrido com a mesma. Sempre achei que dos dois um: ou eventualmente eu saberia quem ele era, de fato, ou sofreria com a perda do mesmo, irreversível e inexorável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nenhum dos dois aconteceu. E agora? Ficou um ponto de interrogação. Foram-se as esperanças de um complexo de electra bem resolvido. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não possuo sequer lembranças da figura paterna. Apenas relatos de terceiros com histórias tão bizarras que me fazem agradecer a distância que tivemos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É rezar para que o meu namorado tenha paciência comigo. &lt;br /&gt;Freud explica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A coisa boa disso tudo: eu tenho uma irmã pequenininha, sem nenhuma culpa, com meu sorriso estampado na boca. =)&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14424928-7134942674986748731?l=cardioscope.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cardioscope.blogspot.com/feeds/7134942674986748731/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14424928&amp;postID=7134942674986748731&amp;isPopup=true' title='23 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14424928/posts/default/7134942674986748731'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14424928/posts/default/7134942674986748731'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cardioscope.blogspot.com/2008/06/daddys-girl.html' title='Daddy&apos;s Girl.'/><author><name>Rafa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02709244780673161364</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_KSHhnirFOPQ/SX5_gg_OUWI/AAAAAAAAAKE/Tt2uBMLzfWE/S220/orkut.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_KSHhnirFOPQ/SGk5gdQoiiI/AAAAAAAAAGo/etbKr4r3LpA/s72-c/daddy-girl-brunette.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>23</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14424928.post-4617402619690014925</id><published>2008-04-22T22:07:00.008-03:00</published><updated>2008-12-08T23:09:29.774-03:00</updated><title type='text'>Incorrigível?</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_KSHhnirFOPQ/SA6L9-xN8eI/AAAAAAAAAGg/XMcgYvA5XyA/s1600-h/sorry.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://1.bp.blogspot.com/_KSHhnirFOPQ/SA6L9-xN8eI/AAAAAAAAAGg/XMcgYvA5XyA/s320/sorry.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5192241317342474722" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;Acordei. Levantei ainda com sono, deambulei sem muita coordenação até o banheiro onde me vi pela primeira vez naquele novo dia. Estranhei. Algo estava diferente. Os cabelos permaneciam iguais, o olhar ainda era o mesmo. Contudo, algo estava mudado. Escovei os dentes tentando compreender o sentimento da diferença, mas nada me veio à mente. Bebi um copo d’água (minha casa nunca tem comida), vesti o jaleco e saí para trabalhar. Mais uma segunda-feira, como tantas outras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sentei no banco do motorista do meu carro. Ele permanecia igual. Setei o GPS para o hospital. Me olhei no retrovisor central (sempre voltado para mim e nunca para a rua) e, novamente, a sensação estranha me envolveu. De que se tratava? Joguei os cabelos para trás, pus o óculos escuro e segui caminho - já eram quase sete horas, e não pretendia me atrasar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Feriado, sala de espera deserta. Nestas horas, tenho a certeza de que meus pacientes sempre querem atestado – no dia em que não precisam de desculpas para faltar ao trabalho, ninguém parece estar doente o suficiente para a emergência. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Me tranquei no consultório, forrei a mesa de exames com o papel descartável e deitei na minha própria sala, pondo o antebraço sobre a testa e observando o teto do consultório número 2 (o meu). Faltava algo. Havia eu esquecido algo em casa? Pus a mão no bolso do jaleco e constatei que trazia o palm. A caneta estava, junto com o carimbo, no bolso esquerdo sobre o peito. O celular descansava sobre a mesa, ao lado do receituário. O que eu estava esquecendo? O que estava diferente neste meu dia tão ordinário – afora, claro, o fato de a emergência ter mais médicos que pacientes?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cochilei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sonhei que estava diante de alguém explicando que não era minha culpa. Me desculpava muito, dizia que queria que tivesse sido diferente. Não cheguei a concluir o sonho. Fui interrompida por três batidas na porta. Abri a sala e uma das secretárias me deu um prontuário: um paciente, enfim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Bom dia. Tudo bem? Sou a Dra. Rafaela, prazer.&lt;br /&gt;- Bom dia Dra. Tudo péssimo...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Observava os lábios do meu paciente se mexerem, as palavras ecoavam distante em minha mente e eu ainda tentava entender porque me sentia num universo paralelo. O que havia mudado em mim? Que sensação seria aquela?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- ... e eu tenho dor de cabeças também. Freqüentes, excruciantes. Deste lado. E sempre que como, minha barriga fica enorme e sinto que tudo queima...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estaria eu me sentindo culpada por não ter estudado este fim de semana como deveria? Mas tenho tempo para isto. Seria o peso na consciência por ter saído ontem à noite, às vésperas de mais um dia de trabalho? Mas a balada foi tão boa... e eu lembro de ter chegado em casa tão tranqüila, tão feliz. Dormi um sono tão profundo...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- ... e eu infartei ano retrasado, meu coração é cheio de problemas. Sinto dores no peito constantemente, em queimação. Canso quando subo ladeiras. Sou hipertenso, diabético, nefropata...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Já entendi. O senhor é meu livro de clínica médica.&lt;br /&gt;- Mais ou menos por aí, doutora. Continuando...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Atendi meu paciente mega doente e hipocondríaco (não sei qual dos dois predicados dominava) e me pus a pensar com a ponta cega da caneta próxima à comissura labial direita. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu celular vibrou. Despreocupadamente, observei a mensagem que chegara. A angústia inexplicável que me dominou o peito ao ler palavras que outrora me traziam tanta ternura me gerou um desespero sem tamanho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entendi aí a essência do meu surto introspectivo: aconteceu novamente. E mais uma vez, não sei como proceder. Não há palavras que justifiquem, racionalmente, perante quem precisa ouvir, o acontecido. Meu id beira o irracional, o inexplicável, o imprestável. Seria eu uma peça com defeito de fabricação? Com total potencial para funcionamento pleno, mas com alguma engrenagem defeituosa que prejudica todo o mecanismo de ação?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que palavras vou utilizar? Como olhar em seus olhos e simplesmente soltar uma verdade que não faz qualquer sentido? Uma verdade que me dói por não doer?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Preciso fazer terapia para aprender a fazer meus sentimentos durarem o período que duram os sentimentos das pessoas normais. Não é minha culpa. Me desculpo novamente, como no sonho, só que agora perante ninguém. Quem precisa ouvir minhas palavras não lê as que aqui escrevo. Escrevo para ninguém. Talvez para mim. Para amenizar a angústia de mais uma frustração comigo mesma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não há culpados, só vítimas. Me incluo como vítima. Não tenho controle sobre meu afeto. Durmo uma pessoa, acordo outra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Procuro uma vacina. Uma cura para minha doença auto-imune. Até lá, só peço desculpas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14424928-4617402619690014925?l=cardioscope.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cardioscope.blogspot.com/feeds/4617402619690014925/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14424928&amp;postID=4617402619690014925&amp;isPopup=true' title='22 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14424928/posts/default/4617402619690014925'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14424928/posts/default/4617402619690014925'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cardioscope.blogspot.com/2008/04/so-sorry.html' title='Incorrigível?'/><author><name>Rafa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02709244780673161364</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_KSHhnirFOPQ/SX5_gg_OUWI/AAAAAAAAAKE/Tt2uBMLzfWE/S220/orkut.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_KSHhnirFOPQ/SA6L9-xN8eI/AAAAAAAAAGg/XMcgYvA5XyA/s72-c/sorry.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>22</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14424928.post-785200394313836418</id><published>2008-03-24T00:18:00.016-03:00</published><updated>2008-12-08T23:09:30.229-03:00</updated><title type='text'>Broken Heart</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_KSHhnirFOPQ/R-cdwMJg2tI/AAAAAAAAAF0/1vwfCqnY84w/s1600-h/brokenheart.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://2.bp.blogspot.com/_KSHhnirFOPQ/R-cdwMJg2tI/AAAAAAAAAF0/1vwfCqnY84w/s320/brokenheart.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5181142610045098706" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Sábado de páscoa. Chuva em São Paulo, o cinza reinava na manhã fria e triste de uma cidade que é abadonada nos dias mais importantes do ano. Me senti na primeira cena de Vanilla Sky, na qual o Tom Cruise dirige pela 5ª avenida num porsche (ok, sem a parte do porsche – I wish) pela cidade deserta. Cheguei no plantão sofrendo a náusea de quem não dormiu e passou a noite inteira bebendo energéticos na balada para não sentir sono no dia seguinte – nada que um pouco de glicose não corrigisse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Primeiro atendimento, 8 da manhã. Um rapaz de 23 anos chega com a mãe – que o tratava como se o mesmo tivesse 15 (logo me identifiquei).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;”Doutora, estou com dor no peito.”&lt;br /&gt;“Você não é meio jovem para isto?”&lt;br /&gt;“É que eu sofro de refluxo... preciso apenas de um remédio para acidez”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Adidas a3 nos pés, boné preto para trás. Camiseta preta de marca, cara de baladeiro. Saquei o tipo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Doutora!” – Interrompe a mãe. “Este menino saiu ontem e chegou em casa deste jeito. É a segunda vez que isto acontece! Diga a ele que não pode sair! Este rapaz tem que ficar em casa! Não me obedece! Vai passar a páscoa toda descansando... Ouviu???”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Calma... não precisa exagerar. Ele tem a minha idade, precisa se divertir!” – Tentei acalmá-la. “Não há nenhum problema médico que contra-indique uma vida social, desde que levada de forma responsável” – fiz cara de boa moça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Continuei a consulta...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Você bebeu ontem?”&lt;br /&gt;“Um pouco...”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A mãe olha-o de lado e franze a testa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Ok, uma quantidade razoável.”&lt;br /&gt;“Certo. Me fala como é a sua dor.”&lt;br /&gt;“Ah... ela começa aqui no peito, do lado esquerdo. Corre para as costas, meu braço está diferente... tá estranho. É um mal-estar, sabe? Não é bem uma dor... é um aperto”&lt;br /&gt;“Quando você aperta o peito piora? Quando move o braço piora?”&lt;br /&gt;“Não e não”&lt;br /&gt;“Ok, deita aqui” - apontei para a cama de exame.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Liguei o esteto no volume máximo e o auscultei. Parecia uma balada. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Tá nervoso?”&lt;br /&gt;“Um pouco... tenho medo de médicos”&lt;br /&gt;“Um pouco? Você tá com 160 de freqüência! Isso é bastante...”&lt;br /&gt;“É?”&lt;br /&gt;“É sim.”&lt;br /&gt;Aferi a pressão enquanto falávamos da boate na qual ele, horas antes, fora com amigos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Há história de hipertensão na família?”&lt;br /&gt;“Não.”&lt;br /&gt;“Alguém tem problema de coração?”&lt;br /&gt;”Você está me assustando, doutora...”&lt;br /&gt;“Você tá com 160x100 mmHg de pressão... isso não é o esperado”&lt;br /&gt;“Ai, meu Deus! E agora?”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olhei para a mãe, que a esta altura estava quase subindo pelas paredes. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Meu amor... você está com dor e hipertenso. Precisamos pedir um eletrocardiograma.”&lt;br /&gt;“Mas eu só tenho refluxo! Estou com endoscopia marcada... essa dor... é só refluxo!”&lt;br /&gt;“Então não tem motivos para não realizarmos um eletro que, provavelmente, virá normal! Concorda?”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele hesitou por alguns segundos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Ok.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Continuei os atendimentos. O dia não passava, o namorado não ligava. Onde aquele idiota estava que não me ligava? Quantas pessoas havia naquela família, que ele não dispunha de cinco míseros segundos para me mandar uma mensagem carinhosa de bom dia no sábado de páscoa? Será que eu sou muito exigente? Ninguém online no MSN... só passaram 10 minutos desde que olhara no relógio pela última vez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A porta do consultório se abre. O rapaz volta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Doutora Rafaela? Meu eletro...”&lt;br /&gt;“Sente-se, Carlos.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abri o eletrocardiograma e quase pulei da cadeira com o susto que o traçado me deu. A mãe sentara apreensiva e arrumava o cabelo do filho, enquanto este cruzava as pernas e apoiava o cotovelo em um dos joelhos, com o polegar apoiando o queixo e o indicador cerrando os lábios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“É sério?”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Respirei fundo... eu sabia perfeitamente o que aquilo significava. Precisava tirar a velha dali. Aquilo ia ser o inferno do meu plantão (e foi). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“A senhora se incomoda de se retirar da sala por alguns minutos? Preciso falar sozinha com o Carlos.” - falei com receio.&lt;br /&gt;“Por que? O que aconteceu?"&lt;br /&gt;“Preciso fazer perguntas para ele que ele não me responderá se a senhora estiver aqui do lado”&lt;br /&gt;“Que tipo de perguntas? Meu filho é um bom menino!”&lt;br /&gt;“A senhora vai me desculpar, mas isto é confidencial. É entre eu e ele."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A mãe levantou, me olhando atravessado, bateu a porta e saiu sem cerimônias. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olhei para o rapaz e falei, antes que o mesmo pudesse respirar no ambiente mother-free:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Você consumiu ecstasy, anfetaminas e derivados ou cocaína ontem?”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele quase deu um pulo da cadeira&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Err.. não! Eu não uso essas coisas!”&lt;br /&gt;“Tem certeza?”&lt;br /&gt;“Não uso! Por que você está me perguntando isso?”&lt;br /&gt;“Você está infartando. Na sua idade, eu só presumiria que foi por abuso de substâncias ilícitas. A cocaína gera vasoespasmo nas coronárias e pode culminar em infarto agudo do miocárdio.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O queixo do rapaz foi ao chão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“E agora???” – perguntou em desespero, com o punho fechado na frente do peito. “Eu vou morrer??? Doutora, por favor...”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Vou pedir enzimas cardíacas para confirmar o seu infarto. Você vai comigo agora para a emergência e te farei 5 medicamentos. A morfina vai tirar sua dor. O oxigênio vai melhorar a saturação de O2 no seu sangue. O nitrato vai abrir suas coronárias. O AAS vai afinar o seu sangue para ajudar a dissolver qualquer coágulo que porventura esteja obstruindo o suprimento sangüíneo do coração. O betabloqueador... bom, este vai diminuir a sua freqüência cardíaca e o sofrimento do coração. Ah, e este último pode te matar se você tiver tomado as drogas que te falei.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“PERA! Calma...” &lt;br /&gt;“Sim?!”&lt;br /&gt;“Ok, eu cheirei.”&lt;br /&gt;“Quanto?”&lt;br /&gt;“Só um pouco...”&lt;br /&gt;“Quanto?” – perguntei com expressão séria&lt;br /&gt;“Quatro carreiras.”&lt;br /&gt;“Foi a primeira vez?”&lt;br /&gt;“Err.. sim”&lt;br /&gt;“Vou perguntar mais uma vez... foi a primeira vez?”&lt;br /&gt;“Não”&lt;br /&gt;“Há quanto tempo você usa?”&lt;br /&gt;“Alguns anos...”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Moral da história: A gente sempre acha que os outros terão câncer de pulmão porque fumam, que os outros vão infartar com drogas, que os outros vão pegar HIV porque fazem sexo sem camisinha. Nunca transferimos a possibilidade para nós mesmos porque não há vítima próxima o suficiente para nos tangenciar com o medo e a frustração de quem está enfermo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E nunca se sabe das histórias... porque os pais do garoto, até hoje, não sabem o que causou o infarto. Nem ele vai contar pros amigos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fica o aviso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14424928-785200394313836418?l=cardioscope.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cardioscope.blogspot.com/feeds/785200394313836418/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14424928&amp;postID=785200394313836418&amp;isPopup=true' title='7 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14424928/posts/default/785200394313836418'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14424928/posts/default/785200394313836418'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cardioscope.blogspot.com/2008/03/broken-heart.html' title='Broken Heart'/><author><name>Rafa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02709244780673161364</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_KSHhnirFOPQ/SX5_gg_OUWI/AAAAAAAAAKE/Tt2uBMLzfWE/S220/orkut.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_KSHhnirFOPQ/R-cdwMJg2tI/AAAAAAAAAF0/1vwfCqnY84w/s72-c/brokenheart.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14424928.post-3288048790979991487</id><published>2008-03-09T13:13:00.011-03:00</published><updated>2008-03-10T03:09:02.792-03:00</updated><title type='text'>We'll all end up like House II</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;Continuação da saga do meu primeiro plantão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após me dar conta de que a recepcionista do segundo Hospital não fazia idéia do que raios fosse a BEM (alguma organização sádica que engana médicos, no mínimo), decidi que tudo fora excesso de informação para a minha mente. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sentei em uma das cadeiras de espera, cruzei as pernas e aguardei alguns segundos para que pudesse absorver tudo. Retirei o palm de um dos bolsos e abri o Bejeweled 2. Adoro Bejeweled, iria gastar pelo menos uma hora ali. Eu me recusava a dirigir naquele momento. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eis que tive uma visão. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olhei para meus pés e vi um par de scarpins diante dos meus. Os scarpins eram tom-sobre-tom de vermelho, provavelmente trabalhados à mão. Lindos. Acompanhavam um par de pernas brancas como as minhas. Levantei os olhos e passei por uma saia também vermelha, de malha, coberta parcialmente por um jaleco branco. Médicas com bom-gosto estético deveriam dominar o mundo. Que roupa linda! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela falou antes que pudesse admirar o resto da roupa, e precisei me dirigir prontamente a seu rosto para estabelecer contato verbal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Bom dia..." - me disse, com voz suave e algo grave.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Loira, olhos azuis. Aqui tem bastante. Provavelmente uns dois ou três anos mais velha. Extremo bom-gosto para roupas, unhas feitas de cor vinho, cabelo preso num rabo-de-cavalo. Aspecto clean, cara de médica. Linda!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lembrei da minha dermato aqui, que é uma cópia fiel da Penélope Cruz - só que mais bonita, se é que isto é possível. Respirei fundo e busquei o pouquinho de sociabilidade que ainda havia em mim, já que ela merecia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Não tão bom... primeiro plantão, duas cidades. Dois hospitais errados"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela fez cara de espanto e logo sorriu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Já passei por isto, sei bem como é o início da carreira. Quer tomar um café?"&lt;br /&gt;"Nossa, me salva. Quero sim"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fomos à cafeteria do estar médico e começamos a tricotar. Conversamos sobre plantões, sobre início de carreira. Alice (seu nome) me deu bons conselhos e me disse que não desanimasse. Como haviam poucos atendimentos na emergência do Santa Helena, pudemos bater um bom papo. Expliquei que precisava voltar para casa, já que não gostaria de perder meu sábado e tampouco atrapalhar seu trabalho. Trocamos telefones e demos um único beijo cordial (aqui só se dá um beijo, ao invés de dois).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quase interrompi nosso adeus para perguntar-lhe seu perfume (que cobicei para mim mesma), mas lembrei que já sentira o cheiro antes - uma grande amiga usa a mesma fragância, e já sabia de qual se tratava: J'Adore, de Dior. Ai, ai.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, me dirigi ao meu carro. Passei ao lado de uma UTI móvel e, subitamente, um estalo me ocorreu. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;BEM.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Onde? Eu acabara de ler a sigla, tinha certeza de tal. Cadê? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Me virei e pude ver, em letras monstruosas, a sigla estampada na ambulância. Será possível? Olhei para o relógio, meio-dia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Me dirigi ao motorista, que cochilava no volante. Pensei numa forma gentil de acordar o pobre coitado, e resolvi tossir educadamente:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Cof, cof."&lt;br /&gt;"ZzzZZZZZ"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;'Ok, vamos verbalizar' - pensei&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Err... bom... dia?"&lt;br /&gt;"ZZzzzZZZZzzZZZZZzzz"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não havendo jeito...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Aham... BOM DIA?"&lt;br /&gt;"ZZZzzAHn?! Err... ham... opa."&lt;br /&gt;"Esta ambulância pertence à BEM? Acho que estou de plantão..." - as palavras eram ditas com cautela, temendo uma terceira rejeição em tão pouco tempo.&lt;br /&gt;"Doutora Rafaela?"&lt;br /&gt;"Ufa!" - respirei aliviada&lt;br /&gt;"Pensamos que a senhora havia se perdido! Roseee!"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma enfermeira loira com cara de sono apareceu e me disse que me levaria para o repouso médico. Me explicou que a secretária não sabia da existência da BEM porque a parceria era algo recente, e começou a falar sobre a BEM. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A BEM era uma espécie de SAMU particular. Se alguém estivesse morrendo em casa e tivesse plano de saúde, ligaria para um número tal (a suposta BEM). Lá, um grupo de 30 telefonistas atenderiam as tais ligações e fariam uma triagem para saber quais casos eram reais urgências, passando-os para a triagem médica. Na triagem médica, três médicos (óbvio, vide nome) identificavam o diagnóstico e o grau de urgência da ocorrência, determinando se era realmente necessário que um médico fosse até a residência do paciente (por exemplo, se fosse necessário realizar intubação, massagem cardíaca, administração de medicamentos endovenosos, etc). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era aí que eu entrava. De posse do diagnóstico, do quadro clínico e de todos os dados possíveis e imagináveis, eu iria para a casa do paciente, atenderia a urgência a domicílio, levaria o paciente para o hospital e lá trabalharia em equipe com o médico de plantão até que o paciente estivesse estável, quando eu voltaria para o hospital e lá continuaria meu descanso até a próxima chamada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lindo em teoria, não?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O plantão foi uma verdadeira BOMBA. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No primeiro chamado, me falaram que uma senhora de 95 anos, portadora de Parkinson, tivera uma perda súbita da consciência e havia parado de respirar. Resetei o cérebro de tanto pânico. Meu primeiro chamado era uma PARADA! Socorro! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desci da ambulância com a bolsa de intubação nas mãos, correndo feito uma louca. As pessoas da rua me olhavam como se assistissem a um episódio de ER no domingo à tarde, quase se divertindo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entrei no apartamento da vovó e caí propositalmente de joelhos diante dela, no tapete da sala. Já abrindo a bolsa com todo o equipamento diante de mim, tubo e laringoscópio em mãos, fui fazer o ABCDE. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A velhinha estava sentada no sofá com a cabeça encostada numa pequena almofada. Em desespero, encostei meu rosto próximo ao nariz da vovó, pus esteto e a auscultei. Senti no rosto a respiração enquanto ouvia os batimentos pelo estetoscópio. Ela levantou o rosto, olhou para mim e disse: "Boa tarde!" &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah, e ela não tinha Parkinson.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O segundo chamado foi um senhor de 85 anos que, supostamente, era hipertenso e acamado. Algum familiar aferiu a PA e constatou elevação da mesma - nós estávamos indo à residência do vô, supostamente, apenas para medicá-lo. "Que filé!" - pensei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já dava para imaginar: Captopril sublingual, conversas sobre as guerras mundiais e sobre como ele conheceu a vovó há 45 anos... Nem ligamos a sirene. Desci com a bolsa de medicações cantarolando com a enfermeira, Rose. Falávamos da comida do restaurante do hospital. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chegando lá, o vô estava estirado em cima do sofá italiano da sala (de muito bom gosto, por sinal), com a mão apertando o peito, sem uma gota de sangue, pingando de suor e quase parando de respirar. Larguei tudo o que segurava no chão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"ROSEEEEE!! PEGA O DESFIBRILADOR, MONITOR, OXÍMETRO E A BOLSA DE INTUBAÇÃO!!"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era um infarto fulminante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim, ele sobreviveu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cheguei em casa um caco. Me olhei no espelho, 10 anos mais velha, e cheguei à óbvia e ululante conclusão: BEM nunca mais. Nunca mais mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quatro dias depois, recebo uma ligação:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Alô, Dra. Rafaela?"&lt;br /&gt;"Sim..."&lt;br /&gt;"Aqui é do Hospital Santa Helena..."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem nem ouvir o restante da frase, me vieram flashbacks traumáticos dos velhinhos e interrompi o rapaz prontamente:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Não, obrigada."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(pausa)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Eu sou o responsável pela escala médica... temos uma abertura no sábado-dia e a Dra. Alice recomendou a senhora como primeira escolha para trabalhar com ela. Tem interesse?"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Hummmmmmmm..... você jura?" - sorri sozinha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Resumo da ópera: meu atual emprego saiu desta furada horrível aí. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Moral da história: no final das contas, realmente há males que vêm para o BEM.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14424928-3288048790979991487?l=cardioscope.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cardioscope.blogspot.com/feeds/3288048790979991487/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14424928&amp;postID=3288048790979991487&amp;isPopup=true' title='4 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14424928/posts/default/3288048790979991487'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14424928/posts/default/3288048790979991487'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cardioscope.blogspot.com/2008/03/well-all-end-up-like-house-ii.html' title='We&apos;ll all end up like House II'/><author><name>Rafa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02709244780673161364</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_KSHhnirFOPQ/SX5_gg_OUWI/AAAAAAAAAKE/Tt2uBMLzfWE/S220/orkut.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14424928.post-3074811686310954358</id><published>2008-03-03T22:25:00.010-03:00</published><updated>2008-03-04T14:00:10.238-03:00</updated><title type='text'>That's what neuroanatomy is for.</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Quadragésimo quinto&lt;/span&gt; atendimento do plantão. Doze horas desde a última refeição. Queimação no trapézio direito. Cefaléia retro-orbitária.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma senhora de seus 40 anos entra na sala, fecha a porta e se senta com cara de enferma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Boa tarde, doutora... Olha." - me mostra a unha do polegar da mão direita com um dos lados encravados. Franze a testa dramaticamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olhei para a unha com meio centímetro de pele amarelada ao redor e tentei visualizá-la sendo letal. Nem se o pus fosse radioativo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Eu estudei seis anos de medicina para estar aqui hoje" - pensei... &lt;br /&gt;"Não, eu não mereço." &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Juntei toda a coragem do mundo e pus a caneta no receituário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Mupirocina." - disse para a meliante. &lt;br /&gt;"Passe duas a três vezes por dia num pequeno pedaço de algodão e coloque embaixo da unha"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entreguei o receituário, suspirei e esperei o próximo paciente aparecer com piolhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eis que ela, insatisfeita, acrescenta:&lt;br /&gt;"Mas doutora..."&lt;br /&gt;"Sim?" - respondi levantando a cabeça, completamente sem paciência&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"É que pomada geralmente é tão cara... a senhora acha mesmo que é necessário?"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Se a senhora não está se sentindo incomodada com a unha, para que raios saiu de casa e veio até aqui, fez uma ficha, entrou na sala e me perguntou o que fazer com a unha encravada?"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"É que eu achei que a senhora poderia... meio que... fazer um furinho com uma agulha e espremer, sabe?"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Tipo a manicure faz?" - perguntei com a expressão clássica do Dr. House.&lt;br /&gt;"Isso!"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Ótimo. Vai pra casa e faz isso você mesma agora."&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14424928-3074811686310954358?l=cardioscope.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cardioscope.blogspot.com/feeds/3074811686310954358/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14424928&amp;postID=3074811686310954358&amp;isPopup=true' title='4 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14424928/posts/default/3074811686310954358'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14424928/posts/default/3074811686310954358'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cardioscope.blogspot.com/2008/03/thats-what-neuroanatomy-is-for.html' title='That&apos;s what neuroanatomy is for.'/><author><name>Rafa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02709244780673161364</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_KSHhnirFOPQ/SX5_gg_OUWI/AAAAAAAAAKE/Tt2uBMLzfWE/S220/orkut.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14424928.post-7367328670619355616</id><published>2008-02-16T11:30:00.006-03:00</published><updated>2008-12-08T23:09:30.530-03:00</updated><title type='text'>We'll all end up like House.</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_KSHhnirFOPQ/R7bzpSPnG7I/AAAAAAAAAEk/YPonBWPF6qE/s1600-h/cameron.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://1.bp.blogspot.com/_KSHhnirFOPQ/R7bzpSPnG7I/AAAAAAAAAEk/YPonBWPF6qE/s320/cameron.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5167585513051724722" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Sábado, sete horas da manhã. GPS ligado, três faixas de trânsito de cada lado com carros voando a 160km/h e lá estou eu, numa grande via paulista, em direção ao meu primeiro plantão como médica. Me dirigia a um hospital em São Bernardo, o Hospital Santa Helena. Não fazia a mínima idéia de onde ficava o dito cujo, todo o meu conhecimento se resumia às palavras da secretária da cooperativa: “Doutora, fica na avenida tal, número tal. A senhora se apresente na recepção, diga que está de plantão pela BEM e pergunte onde fica o repouso médico”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Nossa!” – pensei. Nunca me senti tão importante. Fui chamada de senhora e doutora tantas vezes que cheguei a olhar para os lados pensando se ela não se dirigia a outra pessoa que não eu. E... repouso médico! Finalmente eu não cochilaria pelos corredores ou dormiria sentada. Agora eu teria um quarto com televisão, DVD e microondas para descansar enquanto quisesse durante o plantão. “Impossível ficar melhor do que isto!” – repetia para mim mesma enquanto meu destino se aproximava na tela do GPS.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após longos 30km – sim, São Bernardo é longe da minha casa - cheguei à avenida. Uma rua cheia de hospitais, à semelhança da Ilha do Leite, em Recife. Impressing. Cadê meu hospital? Hummm... não, não, não... também não é este. Os carros atrás de mim começaram a buzinar para que eu andasse mais rápido. Eis que os vi. Números 394 e, logo em seguida, 421. O número 410 não existia! Como assim? Mas... mas... mas... me mandaram ir ao 410! O Hospital Santa Helena! Onde raios está o famigerado hospital? Continuei dirigindo, nada vi. Refiz a rota e passei pelo mesmo ponto da avenida mais duas vezes antes de encarar a triste verdade: não havia número 410 ou Hospital Santa Helena, pelo menos não naquele trecho daquela avenida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parei o carro ao lado de uma igreja e desci. Um calor horrível acompanhava o sol forte que me cozinhava “ao bafo” por dentro do jaleco de microfibra grossa. Avistei uma freira no meio do deserto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Licença? A senhora sabe onde fica o Hospital Santa Helena?”&lt;br /&gt;“Heeeeeein?” – a vozinha põe o indicador atrás da orelha e franze o rosto, mostrando todos os dentes.&lt;br /&gt;“O HOSPITAL SANTA HELENA!” – brandei aos quatro ventos.&lt;br /&gt;“Aaaaahhh! Qual deles? Tem vários”&lt;br /&gt;“Mas... me mandaram.... pra um que fica nesta avenida aí de trás... não-sei-o-que-garcez!!” – respondi em desespero, como se a culpa, no fundo, fosse dela.&lt;br /&gt;“Tem um mais ali na frente então” – ela responde com um sorriso.&lt;br /&gt;“Tem? Ali, na mesma avenida?” – perguntei, com a desconfiança da mulher traída.&lt;br /&gt;“Sim!”&lt;br /&gt;“Muito obrigada, minha senhora! Fique com Deus!” – me virei e fui em direção ao carro, feliz da vida.&lt;br /&gt;“E você vá com Ele!”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entrei no carro decidida. O hospital estava a poucos metros de distância, e eu IA encontrá-lo, custasse o que custasse. Setei o GPS para o endereço-fantasma que a cooperativa me deu. Desta vez, entretanto, segui em frente na avenida. Eis que o avistei: um hospital bonitinho e pequeno, com um símbolo cinza e vermelho. Hospital Santa Helena. Que lindo! Meus olhos se encheram d’água. Eu era médica e estava chegando no trabalho! Tudo bem que ficava longe, e que eu havia andado 30 quilômetros para chegar lá, mas ainda assim era MEU trabalho, e eu iria toda semana caso fosse efetivada como plantonista fiixa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com um sorriso de orelha a orelha, desci do carro e adentrei a recepção com um ar hiper-mega-importante. Jaleco de microfibra de seda, scarpins em tons pastéis, calça verde-musgo e blusa preta de gola rolê. Óculos escuro marrom e dourado, cabelos ao vento. Perfume francês (meu melhor, claro), maleta preta nas mãos. Se eu não me conhecesse, diria que eu era uma especialista em alguma coisa bem importante, pois nenhuma médica ruim andaria tão elegante e com ar tão importante. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os pacientes sentados na recepção me olharam com respeito, e pude ver refletido em seus olhos o pensamento “que doutora importante! Quero ser atendido por ela!”. Ou talvez tudo tenha sido minha imaginação – o que é bem provável, dado o desenrolar da história.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jogando os cabelos ao vento, como a loira de “As Panteras”, da década de 1970 , cheguei à recepção. Com “voz de médica”, disse à recepcionista:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Bom dia, vim dar plantão pela BEM” – me encostei no balcão, levantei o óculos e o prendi nos cabelos, dei um sorriso maroto enquanto virava para observar o salão. Que metida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Que BEM, doutora?” – um balde de gelo caiu em cima da minha cabeça quando a recepcionista me respondeu com cara de quem não estava entendendo nada. &lt;br /&gt;“Err... a BEM, não sei que BEM. Me ligaram da cooperativa e me falaram que eu estava de plantão aqui por esta tal de BEM. Por sinal, onde fica o repouso médico?” – Perguntei, num último suspiro de vida, já passando mal.&lt;br /&gt;“Doutora, não temos convênio com nenhuma BEM. A senhora vai me desculpar, mas acho que se enganou de hospital.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu sangue desceu até os pés. Fiquei branca, da cor do jaleco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“C-c-como assim? M-mas... eu vim de São... Paulo.”&lt;br /&gt;“Doutora, mil perdões... há vários outros hospitais aqui na avenida... a senhora tem certeza de que não lhe falaram sobre o Santa Alice? Ou São Não-sei-o-que?”&lt;br /&gt;“Não! Me falaram SANTA HELENA!”&lt;br /&gt;“A senhora vai me perdoar, mas já estamos com a escala completa. Não estamos esperando nenhuma médica nova hoje.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um silêncio se instalou no ar que me separava da recepcionista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Ok, me desculpa por ter incomodado.” – baixei o rosto com humildade e me virei para ir embora.&lt;br /&gt;“Eu... eu levo a senhora até o carro, doutora.” – a recepcionista falou, morrendo de pena.&lt;br /&gt;“Não, não precisa.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saí arrastando o esteto e a maleta, como uma criança perdida da mãe chorando baixinho pelo parque, queixo no peito, franja no rosto, lágrimas nos olhos. &lt;br /&gt;Ninguém me queria, eu era uma farsa. Eu não ia trabalhar naquele hospital bonitinho, cheiroso, friozinho. Pior: estraguei meu perfume, usei a bata nova, demorei pra arrumar o cabelo... até as unhas haviam sido feitas. Ninguém me queria, eu seria uma médica desempregada para todo o sempre. Me recolhi à minha ignorância e voltei ao carro. Abri a porta, sentei, olhei para frente sem saber bem para onde ir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eis que minha tristeza foi convertida em puro ódio: Era tudo culpa da Gabriela. Sim, a Gabriela! A secretária da cooperativa que me mandara para Sâo Bernardo, naquela mesma avenida. Só o número havia mudado, era 550 ao invés de 410. Eu não poderia ter imaginado a cidade, a avenida e o nome do hospital e ter acabado dando de cara com ele existindo de fato. Era tudo culpa daquela incompetentezinha. “Vou ligar já para lá, ela vai me ouvir dizer-lhe poucas e boas” – pensei. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fui até uma pequena lanchonete, tirei a fantasia de médica e desci para tomar café da manhã, já que estava a 30km de casa e morrendo de fome. Pedi um chocolate quente e um salgado. Tentei ligar para a cooperativa cerca de vinte vezes, e ouvi tanta musiquinha que quase perco o celular, num ímpeto de jogá-lo contra a parede. Desisti. Era isto, meu primeiro plantão fora um grande fiasco. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Paguei a conta e resolvi ir para casa. Ao menos eu poderia estudar naquele sábado, quem sabe adiantar um pouco da matéria que eu precisava aprender naquela semana. Dane-se o plantão. “Não estou precisando de dinheiro, queria apenas experiência e isto posso ter durante a semana.“ – me confortei enquanto entrava no carro e girava a chave.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dirigi os 30km me convencendo de que tudo havia acontecido para o melhor. Procurei o lado bom da coisa, imaginei que aquele hospital não era para mim. Talvez o plantão fosse ruim, talvez fosse uma grande furada. Quem se importa? Eu já estava voltando para casa, estava a 7km de distância. Eu só conseguia pensar em chegar, dormir e estudar – não necessariamente nesta ordem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Num estalo, caí na real: eu poderia sair! Com certeza, alguma amiga me ligaria naquele dia – como sempre ligava – e, desta vez, eu não estaria ocupada estudando ou cansada e querendo dormir, como havia acontecido nas duas semanas anteriores. Eu poderia ir à balada e conhecer meu príncipe encantado. Quem queria estar de plantão quando se tem este mundo maravilhoso fora do hospital, cheio de lugares bons para se ir? Eu estava livre!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu celular tocou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Alô?” – respondi, sorrindo, feliz da vida.&lt;br /&gt;“Alô? Doutora Rafaela? Nós estamos aguardando a senhora hoje aqui no Hospital Santa Helena....” – um homem de seus 30 e poucos anos falava educadamente&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Você tá brincando comigo, né?” – respondi, injuriada, olhando para o GPS e constatando que eu estava a 2km de casa e a 28km do Hospital Santa Helena.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Silêncio no ar...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Por que brincando, doutora?” – ele me perguntou, confuso&lt;br /&gt;“Porque eu acabei de voltar daí, e me falaram que não havia nenhuma médica sendo aguardada para dar plantão hoje! São 10 e meia, eu saí de casa às 7 e meia e estou há três horas numa cidade que eu não conheço, em pleno ABC Paulista, e quando estou a 2km de casa, alguém me liga e me diz que, na verdade eu realmente estava de plantão em São Bernardo????” – eu parecia uma esposa jogando a traição na cara do marido. Coitado do rapaz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“M-mas doutora... a senhora não está sendo aguardada no Santa Helena de São Bernardo...”&lt;br /&gt;“E para ONDE raios você imagina que eu deveria ir?” – Perguntei, sem entender mais nada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Para o Hospital Santa Helena de Santo André...” – ele respondeu, com medo das próprias palavras, falando o último nome em baixo tom e câmera-lenta, quase que de propósito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Precisei de alguns segundos para processar a informação e resetar meu cérebro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Aaaahhh! Entendi tudo agora. Nossa, que alívio! Como você me deixa feliz com suas palavras! Quer dizer que a secretária da cooperativa SÓ ERROU A CIDADE ONDE EU ESTAVA DE PLANTÃO! Que bom saber disso! Agora eu sei que não dirigi 60km para nada... não é?”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Doutora, me perdoe... nós vamos mandar uma ambulância buscar a senhora agora mesmo”&lt;br /&gt;“Ah, sim claro. Eu vou deixar meu carro aqui, no meio da Avenida do Estado e aguardar vocês chegarem. Em qual das seis faixas você quer que eu deixe meu carro?”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Err... a senhora me perdoe. Mil perdões. Vou entrar em contato com a cooperativa. Nós não tivemos culpa, somos da BEM” (finalmente a famigerada BEM)&lt;br /&gt;“Ok, me desculpa. Eu estou sendo indelicada. Não foi culpa sua.” – falei, mudando de tom.&lt;br /&gt;“Não, doutora. Entendo você perfeitamente. Eu, no seu lugar, estaria realmente chateado”&lt;br /&gt;“Me perdoa pela explosão, mas você me entende? Eu não conheço São Paulo, moro aqui há 2 meses e dependo do GPS para viver. Você tem idéia do quão estressante é para mim pegar estrada para uma outra cidade e, chegando lá, descobrir que eu fui fazer nada?”&lt;br /&gt;“Só posso imaginar.”&lt;br /&gt;“Ok, tudo bem. Não era para ser. Fica para outro dia.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Doutora?”&lt;br /&gt;“Sim?”&lt;br /&gt;“Tem pacientes em Santo André cujas vidas dependem da senhora hoje”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Blasfemei muda, mexendo os lábios sem emitir qualquer som. Xinguei ele, a cooperativa, o hospital, o mundo, todos os meus ex-namorados e o segurança gordo da balada que sempre me segurava na fila.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Ok, estarei lá em uma hora.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dei a volta, setei o GPS para Santo André e, em poucos minutos, lá estava eu, do outro lado da estrada, novamente com uma rota de 32km para seguir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pensam que terminou?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Já em Santo André)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem qualquer pose, de cara feia, testa enrugada e todo o mau-humor de quem dirigiu por três horas em São Paulo (quem mora aqui sabe o que quero dizer), me dirijo à recepção do Hospital Santa Helena de Santo André (cujo endereço era completamente diferente do que a cooperativa me passou – eu realmente fora enviada para  o lugar errado). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Avistando a recepcionista, sorridente e com uma bolinha preta ao lado da boca (o microfone do telefone), digo-lhe sem muita cerimônia e com ar de “Seu Lunga”:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Bom dia, estou de plantão aqui pela BEM”&lt;br /&gt;“Por onde, doutora?”&lt;br /&gt;“Pela BEM. Deixa eu adivinhar: você não faz a mínima idéia do que eu falo, certo?”&lt;br /&gt;“Errr... nós não temos convênio com esta tal de BEM... nem estamos esperando nenhuma médica para plantão.” – a recepcionista respondeu, constrangida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Continuo semana que vem)&lt;br /&gt;(Esperem para ouvir o resto da história, aí sim ficará verdadeiramente inacreditável.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14424928-7367328670619355616?l=cardioscope.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cardioscope.blogspot.com/feeds/7367328670619355616/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14424928&amp;postID=7367328670619355616&amp;isPopup=true' title='5 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14424928/posts/default/7367328670619355616'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14424928/posts/default/7367328670619355616'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cardioscope.blogspot.com/2008/02/well-all-end-up-like-house.html' title='We&apos;ll all end up like House.'/><author><name>Rafa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02709244780673161364</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_KSHhnirFOPQ/SX5_gg_OUWI/AAAAAAAAAKE/Tt2uBMLzfWE/S220/orkut.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_KSHhnirFOPQ/R7bzpSPnG7I/AAAAAAAAAEk/YPonBWPF6qE/s72-c/cameron.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14424928.post-5248452062637485529</id><published>2007-10-07T14:56:00.000-03:00</published><updated>2008-12-08T23:09:30.759-03:00</updated><title type='text'>4 semanas.</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_KSHhnirFOPQ/RwkeSpV_WII/AAAAAAAAAD4/HcUtdeU0sfw/s1600-h/books.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://1.bp.blogspot.com/_KSHhnirFOPQ/RwkeSpV_WII/AAAAAAAAAD4/HcUtdeU0sfw/s320/books.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5118655757167843458" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div align="justify"&gt;Prova de residência em 4 semanas. 6 anos de pendências na faculdade para resolver nos próximos 15 dias. Um trabalho para publicar antes de colar o grau. Discussão do trabalho (parte mais importante) ainda por fazer. 15 apostilas do medcurso de 100 páginas cada uma pententes (atrasadas), e mais 50 pra revisar (também de 100) até o dia 15 de dezembro. Curriculum vitae, eu também não fiz. Inscrição nas 5 residências, pagamento, informação sobre hora e local. Compra das 8 passagens aéreas ida-volta, ida-volta, ida-volta, etc. No meio de tudo isto ainda tem o rodízio de gineco e o chefe dos doutorandos mal-amado que me põe falta. Fdp. Certificado de todos os plantões que dei pra buscar nos respectivos hospitais. Cálculo de carga horária. Certificados de 6 anos de congressos. Perdi a maioria. Procurar. Atas pendentes, ir atrás da assinatura dos chefes dos plantões. Consertar o carro pra não chegar em SP com ele amassado (sim, sou barbeira). Mandar o carro 15 dias antes de viajar pra ele chegar em sampa pouco depois de mim. Ligar para o corretor. Ir ao meu orientador de pesquisa para mostrar o andamento da publicação. Parar de escrever no blog pq não dá tempo.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14424928-5248452062637485529?l=cardioscope.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cardioscope.blogspot.com/feeds/5248452062637485529/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14424928&amp;postID=5248452062637485529&amp;isPopup=true' title='15 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14424928/posts/default/5248452062637485529'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14424928/posts/default/5248452062637485529'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cardioscope.blogspot.com/2007/10/4-semanas.html' title='4 semanas.'/><author><name>Rafa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02709244780673161364</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_KSHhnirFOPQ/SX5_gg_OUWI/AAAAAAAAAKE/Tt2uBMLzfWE/S220/orkut.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_KSHhnirFOPQ/RwkeSpV_WII/AAAAAAAAAD4/HcUtdeU0sfw/s72-c/books.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>15</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14424928.post-3193412119890236410</id><published>2007-09-20T02:57:00.000-03:00</published><updated>2007-09-22T20:24:59.835-03:00</updated><title type='text'>Formal apologies.</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;Peço desculpas a todos, mas ultimamente tenho milhares de textos em mente e pouquíssimo tempo para colocá-los aqui. Um novo projeto (algo inesperado) tem tomado grande parte do meu tempo. Em meio à turbulência das vésperas da formatura, não estou conseguindo conciliar tudo. Prometo escrever algo aqui este final de semana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Beijos a todos que freqüentam o blog. =*&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14424928-3193412119890236410?l=cardioscope.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cardioscope.blogspot.com/feeds/3193412119890236410/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14424928&amp;postID=3193412119890236410&amp;isPopup=true' title='7 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14424928/posts/default/3193412119890236410'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14424928/posts/default/3193412119890236410'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cardioscope.blogspot.com/2007/09/formal-apologies.html' title='Formal apologies.'/><author><name>Rafa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02709244780673161364</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_KSHhnirFOPQ/SX5_gg_OUWI/AAAAAAAAAKE/Tt2uBMLzfWE/S220/orkut.jpg'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14424928.post-5268140776872705388</id><published>2007-09-04T23:14:00.000-03:00</published><updated>2008-12-08T23:09:30.971-03:00</updated><title type='text'>Homenagem</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_KSHhnirFOPQ/Rt4RsbP3h_I/AAAAAAAAADw/HjkE4Hn0LGg/s1600-h/hc85850a.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://1.bp.blogspot.com/_KSHhnirFOPQ/Rt4RsbP3h_I/AAAAAAAAADw/HjkE4Hn0LGg/s320/hc85850a.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5106538482410948594" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a style="color: rgb(204, 204, 255);" href="http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/1,,EDG78886-5990,00.html"&gt;Reportagem da Revista ÉPOCA&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Pela primeira vez em minha vida, eu senti orgulho de morar no Brasil. Se o país fosse regido por pessoas com um décimo do caráter e competência do Ministro Joaquim Barbosa, eu cantaria o hino nacional aos prantos...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem mais comentários... foi um post que precisei fazer.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14424928-5268140776872705388?l=cardioscope.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cardioscope.blogspot.com/feeds/5268140776872705388/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14424928&amp;postID=5268140776872705388&amp;isPopup=true' title='12 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14424928/posts/default/5268140776872705388'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14424928/posts/default/5268140776872705388'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cardioscope.blogspot.com/2007/09/homenagem.html' title='Homenagem'/><author><name>Rafa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02709244780673161364</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_KSHhnirFOPQ/SX5_gg_OUWI/AAAAAAAAAKE/Tt2uBMLzfWE/S220/orkut.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_KSHhnirFOPQ/Rt4RsbP3h_I/AAAAAAAAADw/HjkE4Hn0LGg/s72-c/hc85850a.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>12</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14424928.post-7081575072501660572</id><published>2007-08-27T23:36:00.000-03:00</published><updated>2008-12-08T23:09:31.106-03:00</updated><title type='text'>Afternoon tea...</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_KSHhnirFOPQ/RtOKsLP3h9I/AAAAAAAAADg/gIe3xngFEy0/s1600-h/girl-scared-and-wet.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://1.bp.blogspot.com/_KSHhnirFOPQ/RtOKsLP3h9I/AAAAAAAAADg/gIe3xngFEy0/s320/girl-scared-and-wet.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5103575294279124946" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;A pedidos...&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Iminência de cesárea de qinta-feira. Me troco no vestiário juntamente com a residente - a mesma que me salvou no meu primeiro parto solo - enquanto conversamos sobre medicina. Poucos minutos se passam e já estamos na sala. Ela prontamente me manda ir me escovando para ficar estéril primeiro e preparar nossa mesa (com os utensílios que iríamos precisar para realizar a cirurgia). Me escovei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao adentrar a sala novamente - mãos para cima, cotovelos pingando no chão - continuo nossa conversa descontraidamente. Ao vestir capote e luvas (quando não mais poderia entrar em contato com nada além do campo cirúrgico), eu a vejo vestir um tremendo dum avental de açougueiro e amarrar nas costas antes de ir se escovar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Refleti, busquei nas regiões mais remotas de meu raciocínio lógico um motivo pelo qual minha residente usaria um avental enorme e a resposta era tão óbvia que nem sequer caberia mais que lhe perguntasse:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- "Carol, qual o motivo do avental?"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Quem fala o que quer... ouve o que não quer)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- "Ah, minha filha... depois que precisei sair daqui sem calcinha milhares de vezes, aprendi a usar meu aventalzinho."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Todo mundo pensou baixaria - eu também)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- "Co... como assim...hã?"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- "É, sem calcinha... depois que levei banhos homéricos de líquido amniótico durante vááárias cesarianas e tive que experimentar a sensação prazerosa de operar por mais uma hora com a calcinha encharcada de líquido dos outros - que, por sinal, é uma sensação indescritível - passei a usar meu aventalzinho"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- "Ahnn...." (que bom que vc dividiu isto comigo agora que estou vestida e paramentada - pensei)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bom, já havia entrado em quatro cesarianas... não era POSSÍVEL que esta fosse ser justo a minha vez de tomar banho de fluidos biológicos alheios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas vcs já ouviram falar do KARMA?!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voltando...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Adentramos a pelve materna e o útero estava enoooorme, tenso, com aquela cara de quem ia explodir a qualquer momento. A paciente era portadora de pré-eclâmpsia grave e estava em cesárea de urgência... (traduzindo: corram todos pras montanhas enquanto ainda é tempo, o fim está próximo!)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já conhecedora da minha íntima relação nem um pouco simbiótica com o karma, dei dois passos para trás e me escondi. A residente me olhou com expressão facial de ódio similar à do primeiro parto, e rapidamente dei três à frente, mostrando todo o interesse do mundo. Ela empunhou a lâmina (bisturi) enquanto eu mantinha firme o campo cirúrgico (deixava o útero à mostra afastando as paredes abdominais com duas talas enormes chamadas valvas Doyen). Meus músculos abdominais contraíram-se involuntariamente, como quem espera uma bolada de futebol quando está parado na barreira a segundos da cobrança de falta. Sobrancelha encolhida, boca contraída, expressão de nojo... irc...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- "Me dá um sugador, por favor! Rápido!"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Epa!! Ela vai sugar!! Ufa.... ela vai fazer um furinho pequenininho e colocar o...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;VVVVVVVVVVSSSSSSSSSSHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHPLASH.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu peito ficou quente... depois minha barriga ficou quente... fui sentindo o líquido aquecido descendo pelo abdome, centímetro a centímetro, enquanto os grumos brancos confraternizavam felizes logo acima do logo "Bloco Cirúrgico" que eu carregava no peito. Eu estava molhada e cheia de catarros brancos, parecendo uma coalhada misturada com água. Trágico. Pânico, pânico, pânico... Não consegui perceber se havia chegado aos níveis inferiores (acho que meu nojo inibiu os receptores táteis do corpo, eu só sentia pânico e nojo).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- "Ops.." (ela diz)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neste momento tentei reunir todos os momentos bons da minha infância na casa de vovó, vovô, dias na praia de conceição, adolescência no gavôa, noites e noite de ultima online, lineage 2, os poucos momentos românticos da minha existência e tudo o que me trouxesse qualquer vestígio sérico de neurotransmissores de vias cerebrais felizes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- "Não foi nada... hehehehe... acontece!" (tentei fingir indiferença)&lt;br /&gt;- "Tá vendo? Eu faleeeeei!! Hahahahaha"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(F... D... P...! V... T... N... C... !!!)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bom, eu saí com todas as peças de roupa... mas minha barriga ficou grudenta até a noite (quando pude chegar em casa e me lavar decentemente). Felizmente, só fui atingida da cintura para cima. Tenho certeza de que se a história da calcinha não houvesse sido mencionada, eu nunca teria passado por isto. Um dia, o karma fica a meu favor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PS: Estou esperando ansiosamente meu primeiro banho de mecônio (cocô de bebê em sofrimento)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PS2: Já me arrependi de ter escrito este texto.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14424928-7081575072501660572?l=cardioscope.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cardioscope.blogspot.com/feeds/7081575072501660572/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14424928&amp;postID=7081575072501660572&amp;isPopup=true' title='16 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14424928/posts/default/7081575072501660572'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14424928/posts/default/7081575072501660572'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cardioscope.blogspot.com/2007/08/afternoon-tea.html' title='Afternoon tea...'/><author><name>Rafa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02709244780673161364</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_KSHhnirFOPQ/SX5_gg_OUWI/AAAAAAAAAKE/Tt2uBMLzfWE/S220/orkut.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_KSHhnirFOPQ/RtOKsLP3h9I/AAAAAAAAADg/gIe3xngFEy0/s72-c/girl-scared-and-wet.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>16</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14424928.post-2323212705923269662</id><published>2007-08-26T03:25:00.000-03:00</published><updated>2008-12-08T23:09:31.318-03:00</updated><title type='text'>Baby boom.</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_KSHhnirFOPQ/RtEdgLP3h8I/AAAAAAAAADY/DhvlVBjlH3g/s1600-h/0824_155351.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://3.bp.blogspot.com/_KSHhnirFOPQ/RtEdgLP3h8I/AAAAAAAAADY/DhvlVBjlH3g/s320/0824_155351.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5102892291399845826" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Sala de Parto, 1o dia de rodízio:&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Em mais uma grande participação do Karma na minha vida, fui sorteada para ser a primeira doutoranda do nosso esquema de partos. Desavidada, reflito acerca do meu desafio:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"96% das apresentações são cefálicas... quase nenhuma é distócica se o pré-natal foi realizado com tranqüilidade. Dei meu seminário sobre mecanismos do parto e sei estática, dinâmica, partograma, mecanismos e assistência clínica ao parto... não vejo problema algum em fazer o primeiro parto."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Avisei à residente que era o primeiro, e ela me concedeu o grande alívio de assistí-lo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Me tranqüilizei... fui com serenidade à sala de parto, no final do corredor repleto de gestantes. Aquelas camas enfileiradas com cortininhas cobrindo barrigas cada vez maiores. Eis que ouço a grávida em sala:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- "AAAAAAAAAAAaaaaaiiiiiiii, aaaaaaaaiii, aaaaaaaaaiiii" - a gestante, deitada na "posição".&lt;br /&gt;- AAAAAAAAAAAIIIIIIIIIIIIIII....que doooor...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Pronto, é agora" - pensei. Todos os momentos ruins da minha vida não foram nada comparados ao desespero da iminência do meu primeiro parto solo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Eu nunca fiz um parto sozinha... é uma vergonha", pensei.&lt;br /&gt;Fui me escovar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Máscara, touca, óculos transparente, propés.&lt;br /&gt;Escovar, escovar, escovar... esfregar, escovar, escovar mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Compressa, capote, luva.... obrigada."&lt;br /&gt;"Vamos, mamãe... força de cocô!" (taí algo humilhante de se falar)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pausa para discussão filosófica: Eu sempre corri de todos os partos normais que surgiram desde o 6o período (quando, então, eu deveria ter ajudado em vários partos e ter aprendido como funcionavam... logo, eu nunca havia entrado realmente num parto. Admito que entrei em uma cesárea numa época bem remota, mas jamais havia me paramentado para trazer um menino ao mundo, by myself. Eu não gosto de G.O., e tenho PAVOR ao "O" muito mais do que ao "G".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É bem sabido que toda a teoria do mundo não substitui a experiência prática. De nada adianta ser uma parteira de mãos cheias sem qualquer idéia de medicina, bem como de nada adianta ser uma médica cheia de teoria e sem qualquer experiência prática (eu, no caso).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vamos lá...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A sala de parto é uma coisa assim... bizarra. Uma cama pela metade com dois apoios para os pés, levemente inclinada em sentido descendente. A gestante fica em posição de parto e faz força para baixo enqüanto segura num ferro acima da barriga. Uma coisa horrível. Ao chegar na posição que me era designada (o meio das pernas da gestante), o impulso de fugir por pouco não inibiu minhas ações voluntárias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nossa, congelei! Aquela coisa ENORME (a vagina aumenta horrores, muda de cor, o colo fica mole, parecendo gelatina... e tem A CABEÇA DO MENINO lá dentro quando você toca... bizarro, bizarro, bizarro). Tirei a mão e fiz cara de profissional:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Está quase chegando, mãe... vamos aproveitar as contrações e fazer força, ok?" - Sim, pq eu posso estar morrendo por dentro, mas nunca perco a pose de House.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAIIIII!!! ARGHHHHHSSS!! EU VOU MORREEEEEEEEEEEEEEERRR! (todas dizem isso)&lt;br /&gt;- Ok, morre depois. Agora faça força! Isso! Tá vindo! Tá vindo! Tá vindo!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Nem foi difícil fazer ele sair!" - Pensei cheia de felicidade&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Veio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Veio uma cabeça roxa com um cordão azul apertando o pescoço. Era o cordão umbilical. Neste momento, toda a teoria foi embora. Entrei em choque. Congelei. O menino não saía... e estava enforcado pelo cordão umbilical... minha nossa!!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Me mantive parada, em choque, com a compressa nas mãos e toda melada do pouco sangue que já saía pelo meio da confusão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parada...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(silêncio... os gritos da mãe desapareceram, e tudo o que eu conseguia ver, em slow motion, eram o menino, o cordão, o rosto roxo e o quadro com aquela cabeça presa lá dentro - que não saía por nada neste mundo, nem ia sair a menos que eu fizesse algo)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neste momento, a residente (graças a Deus pelos residentes) pula na minha frente, retira as circulares do cordão e puxa o recém-nascido pela cabeça com tamanha força que me fez sentir a cabeça do pobre coitado largar os ombros. Foi aí que eu descobri que os bebês não nascem bonitinhos a exemplo dos filmes e novelas... eles precisam ser arrancados do ventre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em choque, olho para minha chefe e digo, ainda sem muito controle:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Meu... meu... meu deus.... ele... ia nascer... enforcado pelo cordão... meu deus..."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela faz cara de ÓDIO e me diz com a expressão mais séria que já a vi usar:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Se você um dia repetir isto novamente na frente de alguma mãe, eu mato vc. Esta é uma enfermaria de alto risco. A MAIORIA dos meninos vai nascer assim. E vc trate de parir o próximo sozinha, que você tem que aprender aqui."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Ss... sim senhora."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bom, depois disto eu conversei com Rodrigo (que teve uma história de primeiro parto tão trágica quanto a minha), que me disse a primeira regra de todo parto normal: O menino tem que sair, de todo e qualquer jeito. As manobras bonitinhas para retirá-los que sempre observei em meus livros de obstetrícia são atos bruscos, violentos e que exigem grande quantidade de ATP! Todas as manobras de puxar, apertar e meter a mão que se contra-indicam nos livros são, na realidade, feitas de rotina em partos! A exemplo do Kristeller... todo mundo faz!! Fiquei pasma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E como é que as mocinhas das novelas dão à luz sozinhas no meio de florestas selvagens, sem dificuldades? Como se clampeia cordão, delivra a placenta? E como elas conseguem contrair o útero sem massageá-lo, sem ocitocina, e ainda assim não perder sangue o suficiente para ficarem sequer tontas?!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para me redimir: Atualmente, não tenho mais pena ou tomo sustos. Eu puxo mesmo. Tô virando parteira de mãos cheias. Depois que a obstetrícia parou de me chocar, não consigo mais imaginar nada que me dê medo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O guri da foto é Davi, meu último parto, esta sexta-feira... quase levei pra casa. =)~&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PS: Pensei em descrever meu primeiro banho de líquido amniótico, mas julguei que eu morreria solteira se o fizesse aqui. Abstraiam.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14424928-2323212705923269662?l=cardioscope.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cardioscope.blogspot.com/feeds/2323212705923269662/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14424928&amp;postID=2323212705923269662&amp;isPopup=true' title='14 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14424928/posts/default/2323212705923269662'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14424928/posts/default/2323212705923269662'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cardioscope.blogspot.com/2007/08/baby-boom.html' title='Baby boom.'/><author><name>Rafa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02709244780673161364</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_KSHhnirFOPQ/SX5_gg_OUWI/AAAAAAAAAKE/Tt2uBMLzfWE/S220/orkut.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_KSHhnirFOPQ/RtEdgLP3h8I/AAAAAAAAADY/DhvlVBjlH3g/s72-c/0824_155351.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>14</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14424928.post-1835242162312522882</id><published>2007-08-15T01:04:00.000-03:00</published><updated>2008-12-08T23:09:31.427-03:00</updated><title type='text'>Arrebatai.</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_KSHhnirFOPQ/RsJ-UMHCDmI/AAAAAAAAADQ/ENSRX8Oc5C0/s1600-h/ginecologia.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://3.bp.blogspot.com/_KSHhnirFOPQ/RsJ-UMHCDmI/AAAAAAAAADQ/ENSRX8Oc5C0/s320/ginecologia.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5098776613450026594" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Eu tenho pavor a ginecologia e obstetrícia. Pavor. Nunca soube explicar minha ojeriza, mas meu sexto período foi uma luta para fugir dos ambulatórios. O cheiro é ruim, a visão é ruim, dá vergonha de examinar, dá nojo, é um horror.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Como não haveria de ser diferente, o "Karma" (este terá um post exclusivo nos próximos dias) se vingou me pondo em G.O. justo no último rodízio, quando eu já seria médica o suficiente para não ter a cara de pau de fazer mal-feito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chegamos a uma certa altura do curso na qual nós sentimos o peso da responsabilidade e acabamos nos tornando pessoas melhores e mais compromissadas com o paciente, justo por saber da indispensabilidade do nosso trabalho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois eis que chegou meu dia. Sem ter feito quase nenhum estágio e com pouquíssima experiência, adentrei o inferno do CISAM e venho fazendo um esforço sobre-humano para não sair correndo, diariamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ambulatório de ginecologia, exame preventivo.&lt;br /&gt;(Aquele bem agradável)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu staff:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Rafaela, vá ensinar aos acadêmicos do sexto período como se faz exame preventivo"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Sim senhor" (bem séria)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A paciente deita sobre a cama estreita e faz "a pose".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Afaste os joelhos, meu amor..." (eufemismo para "abra as pernas")&lt;br /&gt;"Vamos fazer aquele exame, certo? Se doer, você me avisa que eu vou mais devagarzinho, ok? Relaxe..."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"... e é assim que se retira o espéculo. Para finalizar, o toque é feito entrando-se na vagina posteriormente, com o indicador e dedo médio. A vagina não faz um ângulo reto com o períneo... ela é posterior, como vocês verão. Uma vez no final do fundo-de-saco, vocês vão projetar as polpas digitais anteriormente até tocarem no colo do útero. A consistência do colo não-gravídico é similar à da cartilagem nasal. Uma vez tocando no colo com a face anterior das duas polpas digitais, vocês identificarão o orifício cervical externo e tentarão inserir um dos dedos para verificar se o mesmo é pérvio. Assim... estão olhando?"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Sim" (em grupo)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Posteriormente, meu chefe me pergunta:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Minha filha, você vai fazer ginecologia?!"&lt;br /&gt;"Não... por quê?"&lt;br /&gt;"Leva o maior jeito. Isto é talento natural."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;???????????????????????????????&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&gt;=////&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PS: Já ensinei a 4 grupos. E agora tem exame de mama também. No dia em que não fui, meu staff não só reclamou como foi atrás de mim nos demais ambulatórios. Ainda faltam 2 meses e meio pro rodízio terminar... Meu deus, meu deus, meu deus! =(&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saaaaaaaaaaaiiiii karma!!!!!!!&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14424928-1835242162312522882?l=cardioscope.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cardioscope.blogspot.com/feeds/1835242162312522882/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14424928&amp;postID=1835242162312522882&amp;isPopup=true' title='9 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14424928/posts/default/1835242162312522882'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14424928/posts/default/1835242162312522882'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cardioscope.blogspot.com/2007/08/arrebatai.html' title='Arrebatai.'/><author><name>Rafa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02709244780673161364</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_KSHhnirFOPQ/SX5_gg_OUWI/AAAAAAAAAKE/Tt2uBMLzfWE/S220/orkut.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_KSHhnirFOPQ/RsJ-UMHCDmI/AAAAAAAAADQ/ENSRX8Oc5C0/s72-c/ginecologia.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14424928.post-2165603028376854724</id><published>2007-08-09T06:28:00.000-03:00</published><updated>2008-12-08T23:09:31.543-03:00</updated><title type='text'>"In a little while...." ;)</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_KSHhnirFOPQ/RrrejcHCDkI/AAAAAAAAADA/ctkM4XeutLI/s1600-h/smile+cat.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://4.bp.blogspot.com/_KSHhnirFOPQ/RrrejcHCDkI/AAAAAAAAADA/ctkM4XeutLI/s320/smile+cat.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5096630628745612866" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Bom humor matinal é uma coisa tão rara.... E eu acabo de acordar de extremo bom humor, 1 hora antes do necessário, com o rosto lindo e sem olheiras. Adiana me chamou e me deu um copo (enorme, por sinal) de cappuccino. rodízio de G.O. tá pesado, 3 atrasos dão uma falta; ela anda me acordando sempre com muito café.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pra quem não sabe quem é Adriana, ela é minha babá. Literalmente. Sim, e eu adoro ter uma babá. O próximo post, quem sabe, será sobre ela. Minha Mary Poppins, que me põe juízo, me dá comida e me deixa socialmente apresentável. Heheheheheh... Ah! E desde ontem, é minha paciente também. =)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, hoje é quinta. Amanhã provavelmente defino o post anterior... Se eu estiver com o bom humor de hoje, é impossível que dê errado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;=))))&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14424928-2165603028376854724?l=cardioscope.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cardioscope.blogspot.com/feeds/2165603028376854724/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14424928&amp;postID=2165603028376854724&amp;isPopup=true' title='9 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14424928/posts/default/2165603028376854724'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14424928/posts/default/2165603028376854724'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cardioscope.blogspot.com/2007/08/in-little-while-porra-rodrigo.html' title='&quot;In a little while....&quot; ;)'/><author><name>Rafa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02709244780673161364</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_KSHhnirFOPQ/SX5_gg_OUWI/AAAAAAAAAKE/Tt2uBMLzfWE/S220/orkut.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_KSHhnirFOPQ/RrrejcHCDkI/AAAAAAAAADA/ctkM4XeutLI/s72-c/smile+cat.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14424928.post-1160252101570869695</id><published>2007-08-01T18:41:00.001-03:00</published><updated>2008-12-08T23:09:31.740-03:00</updated><title type='text'>Apenas uma boa música antes de dormir.</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_KSHhnirFOPQ/RrEAUUsvlxI/AAAAAAAAAC4/DmC962MI0OE/s1600-h/nouv.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://4.bp.blogspot.com/_KSHhnirFOPQ/RrEAUUsvlxI/AAAAAAAAAC4/DmC962MI0OE/s320/nouv.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5093853002686502674" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Nouvelle Vague&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entre o primeiro oi e o último adeus, há sempre um instante no qual pode-se escolher entre se permitir apaixonar ou fugir. Há sempre aquele primeiro instante no qual, conversando lado a lado num restaurante qualquer, se olha nos olhos e há aquele primeiro insight. Há sempre a percepção do primeiro carinho e cuidado que ele tem com você... a lembrança do primeiro elogio... e a forma como todas estas coisas juntas, subitamente, começam a mexer conosco e nos despertam certa ansiedade quando o tópico é a pessoa em questão. Neste momento, você tem toda a liberdade do mundo para abrir a porta para que ele adentre sua vida e tome a forma final, moldada por você dentro de seu contexto subjetivo. Em contrapartida, você também pode optar por se afastar e deixar que aquele momento mágico se vá, voltando à antiga relação familiar a ambos, seja esta apenas um contato social superficial ou uma amizade já sedimentada...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Restaurante, noite de sábado. Mesa grande, vários amigos. A distribuição espacial não me deixou perto de quem eu olhava. Comecei a conversar descontraidamente com um bom e velho conhecido. Em meio às palavras, ele me fez confissões. Coisas importantes, abriu o coração... me assustou. Não achei que ele abriria sua vida para alguém como eu, com quem tivera até então pouco contato a sós. Entendi perfeitamente a situação pela qual passava, e dei-lhe conselhos baseados na minha própria experiência. Tivemos um momento íntimo, talvez nosso primeiro como amigos. Eu culparia o vinho, mas ele bebia vodka.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de minutos de uma conversa agradabilíssima a dois, eu disse à minha amiga (até então, interessadíssima) "vai fundo, ele é tudo". (In)felizmente, não aconteceu. A noite seguiu e todo o grupo se manteve socializando. Eu não o olhei, e se ele me olhou, não vi. Até então, ele era somente o bom amigo com quem tive um momento íntimo. Aí percebi que, nas nossas brincadeiras, ele não falava. Era tímido. Eu tenho problemas com gente tímida... acho que tenho uma falsa idéia de que os tímidos são mais pudicos, mais certinhos e cheios de valores. Passei a notar que ele fazia o tipo envergonhado. Subitamente, passei a vê-lo de forma diferente. Não com interesse, mas com curiosidade. Ele era ímpar, por dizer. Esteticamente, socialmente, verbalmente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dias depois, ao telefone, falávamos de amigos. Ele me dizia da opinião de seus amigos a meu respeito, me cobriu de elogios. Me disse da forma mais dócil do mundo que eu era "especial". Me senti uma criança de 8 anos ouvindo isso. A partir daí, sejam minutos antes ou minutos depois, algo mudou. Eu não sei se o vejo mais da forma que via... uma pequena janelinha, ínfima, se abriu. Pensar nele, neste exato momento, me desperta algo diferente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E agora fica a dúvida: abro a porta ou fecho a janela?!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14424928-1160252101570869695?l=cardioscope.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cardioscope.blogspot.com/feeds/1160252101570869695/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14424928&amp;postID=1160252101570869695&amp;isPopup=true' title='9 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14424928/posts/default/1160252101570869695'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14424928/posts/default/1160252101570869695'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cardioscope.blogspot.com/2007/08/apenas-uma-boa-msica-antes-de-dormir.html' title='Apenas uma boa música antes de dormir.'/><author><name>Rafa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02709244780673161364</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_KSHhnirFOPQ/SX5_gg_OUWI/AAAAAAAAAKE/Tt2uBMLzfWE/S220/orkut.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_KSHhnirFOPQ/RrEAUUsvlxI/AAAAAAAAAC4/DmC962MI0OE/s72-c/nouv.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14424928.post-8708695226851234948</id><published>2007-07-25T00:45:00.000-03:00</published><updated>2008-12-08T23:09:31.887-03:00</updated><title type='text'>The Lies People Tell</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_KSHhnirFOPQ/RqbHiksvlwI/AAAAAAAAACw/DIeTjc3Afo8/s1600-h/StopLies.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://2.bp.blogspot.com/_KSHhnirFOPQ/RqbHiksvlwI/AAAAAAAAACw/DIeTjc3Afo8/s320/StopLies.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5090975825569748738" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Engraçado como é o efeito de uma mentira. As coisas que acontecem em minha vida me levam a reflexões profundas acerca de tudo o que vivo... é tipo um fabulário geral do delírio cotidiano, de Bukowski, sem todo o palavriado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voltando à mentira... engraçado como não há nada pior do que o efeito da mesma sobre qualquer tipo de relacionamento. Uma ou várias mentiras, não interessa. A quebra da confiança é algo que dói, indubitavelmente, mesmo que seja com alguém por quem nem se tivesse tanta consideração, apreço, carinho ou até amor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ouvir uma versão de algo, fazer uma imagem de alguém, guardar toda aquela lembrança num pedacinho de você é tão bom... o ato de imortalizar um momento ou alguém que passou por sua vida e fazer uma memória é um dos processos mais prazerosos da vida. Em contrapartida, guardar uma informação na memória como verdadeira, ou até dogmática, e se deparar com o doloroso estímulo neural de apagá-la, somática e voluntariamente, por uma nova versão - quase sempre de natureza bem mais esdrúxula - é uma sensação horrível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu já tive um namoro complicado e cheio de mentiras. Meu primeiro namoro, na verdade. Aquele namoro apaixonado, utópico, sonhador. O tipo do namoro de se dar anel, presentes, de se olhar o outro dormindo. De se ter medo de perder, medo por ter, medo por viver algo tão bom e saber que tudo poderia acabar um dia. Quase perfeito... até certos rumores se iniciarem após um fato pontual. E engraçado que as pessoas me contavam versões bem similares acerca de eventos que eu desconhecia... mas ele sempre possuía versões pré-fabricadas. E era dono de uma fácies inocente que chegava a me doer de culpa por sequer pensar em incriminá-lo. Obviamente, um dia, um amigo próximo me falou algo que levantou mais do que uma suspeita... e como a experiência é a mãe da sabedoria humana, eu sofistiquei a forma de abordá-lo e acabei encontrando incongruências no fato narrado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A partir daí, tudo mudou. Eu mudei. Nada como meses/anos ao lado de alguém vivendo algo que você julgava como verdadeiro e ter toda a história de ambos destruída em um segundo pela sensação terrível de que tudo foi unilateral. Que foi um sonho, um delírio seu. A sensação de que você amou sozinho e ouviu de uma forma palavras que foram pronunciadas de outra. O questionamento do sentimento do outro por você... e o que é pior: o questionamento do caráter. A partir daí, se tem duas opções: ou você acredita na versão que lhe foi contada e confia em quem você ama, ou você termina. Não há meios-termos. Minha melhor amiga há pouco tempo escolheu acreditar, e lhe dei toda a força. Eu escolhi terminar. E uma vez finito, pedi a verdade... nunca a tive, até hoje.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após anos, ouvi uma frase que provavelmente reverberará em minha mente por toda a eternidade: "eu não quero magoá-la, não quero que ela vire uma pessoa descrente no amor" - pronunciada num contexto similar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este foi um dos maiores absurdos que já ouvi, e esclareci o óbvio e ululante prontamente... as pessoas não se tornam descrentes no amor por terem sido magoadas por quem amam ou amaram quando há a lembrança da verdade dita, do arrependimento e o espelho dos valores morais, do caráter. Há decepção, que pode ser contornada por no fundo se saber que há amor, há verdade, há valor. As pessoas se tornam descrentes, incapazes de confiar, se isolam para obterem proteção emocional e sofrem com a solidão exatamente pelo fato oposto: por terem amado muito alguém que nunca existiu... porque a pessoa que existia em suas mentes e em seus corações lhes contaria, doesse o que doesse, em prol da manutenção da base de sustentação de todo relacionamento a dois: a confiança que se tem, no outro, e - como conseqüência - no amor &lt;span style="font-style: italic;"&gt;per se&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Eu queria era namorar comigo.)&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14424928-8708695226851234948?l=cardioscope.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cardioscope.blogspot.com/feeds/8708695226851234948/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14424928&amp;postID=8708695226851234948&amp;isPopup=true' title='13 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14424928/posts/default/8708695226851234948'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14424928/posts/default/8708695226851234948'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cardioscope.blogspot.com/2007/07/lies-people-tell.html' title='The Lies People Tell'/><author><name>Rafa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02709244780673161364</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_KSHhnirFOPQ/SX5_gg_OUWI/AAAAAAAAAKE/Tt2uBMLzfWE/S220/orkut.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_KSHhnirFOPQ/RqbHiksvlwI/AAAAAAAAACw/DIeTjc3Afo8/s72-c/StopLies.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>13</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14424928.post-2215672568112250473</id><published>2007-07-23T03:23:00.001-03:00</published><updated>2007-07-23T03:46:45.223-03:00</updated><title type='text'>Wanna date? ;D</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Só pra quebrar o clima mórbido do post anterior, já que hoje estou de bom humor... Aviso prévio: este post só tem abobrinha, é madrugada e eu estou me sentindo falante num quarto silencioso. Se você procura algo com conteúdo, vá ler o próximo post e fique deprimido, faça uma auto-reflexão sobre a efemeridade da vida e vá vivê-la intensamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voltando...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Faltam 3 meses e 8 dias para que eu deixe Recife eternamente. Como sempre, estou solteira (já há quase um ano sem namorar... trágico... periclitante). Entretanto, agora, resolvi fazer minha despedida pré-nupcial, já que chegando a sampa pretendo casar e constituir família. Desta forma, quem tiver qualquer tipo de amor reprimido por mim, fale agora ou cale-se para sempre. Quem tiver confissões guardadas, mágoas mal-resolvidas, raivas não ditas e afins, me encontre, me telefone, me aborde no meio da rua e aproveite enquanto pode dizer tudo e me apontar na cara. Estarei disposta a fazer todo o tipo de coisa da qual possa me arrepender pelo resto da vida, já que nunca mais porei os pés aqui. Quero viver um caso tórrido de amor, uma coisa bem Before Sunset. E não tem volta após 5 anos para o mesmo trem na Europa. Isto mesmo, não virei visitar seu ninguém. Sou filha única de mãe solteira e meu apê em sampa receberá mamãe periodicamente. Não tenho motivos para voltar. É sério, estou indo embora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;98 dias...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;tic tac, tic tac.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Andei pensando acerca da minha love life recifense e isto me deixou deprimidíssima. Meu último namoro foi com um paulista. A última pessoa de recife com quem namorei (e única) foi um colega de sala, há anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, concluo: proposta indecentíssima e sem qualquer futuro: alguém quer namorar por 3 meses e 8 dias pra me dar pelo menos uma boa lembrança amorosa daqui? Minha agenda está disponível até 01/nov. Sem muitas exigências, basta passar no controle de qualidade. Ah, de preferência um affair em off, que nem em Hollywood... ou não, né? Quem liga pra qualquer coisa a esta altura do campeonato? Eu quero mais é que recife ferva com o escândalo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hehehehe ;D&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14424928-2215672568112250473?l=cardioscope.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cardioscope.blogspot.com/feeds/2215672568112250473/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14424928&amp;postID=2215672568112250473&amp;isPopup=true' title='7 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14424928/posts/default/2215672568112250473'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14424928/posts/default/2215672568112250473'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cardioscope.blogspot.com/2007/07/wanna-date-d_23.html' title='Wanna date? ;D'/><author><name>Rafa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02709244780673161364</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_KSHhnirFOPQ/SX5_gg_OUWI/AAAAAAAAAKE/Tt2uBMLzfWE/S220/orkut.jpg'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14424928.post-3623967796107597392</id><published>2007-07-14T14:01:00.000-03:00</published><updated>2008-12-08T23:09:32.390-03:00</updated><title type='text'>(...)</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_KSHhnirFOPQ/RpkB_5gHgAI/AAAAAAAAACo/FZ4wqxpVcCE/s1600-h/cemetery_overview1.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://2.bp.blogspot.com/_KSHhnirFOPQ/RpkB_5gHgAI/AAAAAAAAACo/FZ4wqxpVcCE/s320/cemetery_overview1.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5087099451370602498" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sexta-feira à noite. Banho longo, hidratação no cabelo. Touca por 30 minutos, cheirinho bom... amêndoas. Banho novamente. Depilação. Hidratante no corpo. Alicate, tesourinha, algodão, esmalte... e 30 minutos depois, unhas cor-de-rosa brilhantes. Eu estava pronta para escolher a roupa. O vestido branco-e-preto. O colar de pérolas, o scarpin preto (claro). Todos sobre a cama aguardando o momento de serem vestidos. Body splash no corpo. Secador nos cabelos. Franjinha milimetricamente arrumada. Calcinha preta bonitinha, sutiã combinando. Me olhei ao espelho: impecável. Não, espera... a sobrancelha. Pinça em mãos e 15 minutos depois, concordei: eu estava apresentável. Vamos à roupa!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neste momento, claro, Murphy se vinga pelo último final-de-semana: meu telefone toca. Música diferente, chamada de trabalho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando se é médico e seu telefone toca numa sexta-feira à noite e é ligação de trabalho, não há como se ter uma reação diferente da que tive. "Puta que pariu... mentira, né?!"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Rafa?!"&lt;br /&gt;"Oi"&lt;br /&gt;"Penélope aqui..."&lt;br /&gt;"Fala Penélope."&lt;br /&gt;"Dona Maria tá quase parando."&lt;br /&gt;"A MINHA dona Maria?!"&lt;br /&gt;"É"&lt;br /&gt;"Mas eu saí do hospital agora há pouco e ela aparentava estar bem!"&lt;br /&gt;"Pois ela tá quase parando, e Serginho não tá conseguindo intubar. Tá dessaturando. Ele tá sozinho no plantão, Rafa..."&lt;br /&gt;"Eu to chegando" - click.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Larguei tudo. O vestido caiu no chão, e a roupa que vesti foi a blusa e calça sujas que acabara de tirar do corpo, horas antes. Lavei o rosto para tirar o creme facial, e acabei molhando os cabelos recém-arrumados. Peguei o esteto e saí correndo, blusa mal-colocada, metade da barriga de fora. Calças com zíper aberto, suspensas por uma mão. Me vesti no elevador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Moro a 5 minutos do hospital em que trabalho, e foram os 5 minutos mais longos deste mês. Dona Maria era "minha", por dizer, há 1 mês. 39 anos. Portava uma doença que não se conhecia e ninguém, absolutamente ninguém, sabia a fisiopatologia da enfermidade. Doença estranha. Fiz uma apresentação em datashow para toda a clínica do hospital há cerca de 4 dias e depois de horas de discussão a grande dúvida era se ela portava algo raro ou raríssimo. Todos os dias pela manhã eu a acordava com a promessa de um diagnóstico, e sempre otimista, ela me dizia que sabia que no próximo exame, eu descobriria o que se passava dentro dela. Neste mês estudei como nunca estudei por outro paciente. Li cerca de 30 artigos sobre vasculites, calcifilaxia, síndrome POEMS, o que se puder imaginar. Não era possível que ela fosse morrer. Toda a enfermaria havia se envolvido no caso, especialmente eu - já que ela era MINHA paciente. Não era possível. Comecei a divagar sobre a causa da descompensação enquanto dirigia... Teria sido infecção por pseudomonas? Mas havíamos iniciado Tazocin horas antes... E se o derrame pericárdico tivesse aumentado? Será que a dispnéia inicial foi causada por aumento no derrame pleural? E se foram as duas coisas? Uma serosite a mataria em curso de horas?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Avistei o hospital.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estacionei na frente, saí correndo. Bata amassada numa mão, esteto em outra. Calçava um chinelo qualquer, parecia uma louca. Passei correndo pela emergência e os pacientes me olharam rapidamente com interesse... subi as escadas pisando a cada dois degraus, cheguei quase sem fôlego. A irmã de dona maria chorava sentada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Onde está ela?!"&lt;br /&gt;"ONDE ESTÁ SERGINHO?"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela nada dizia. Me apontou o corredor. Entendi que Dona Maria ainda estava no quarto. Corri. Chegando à porta, a visão do horror: Carrinho de parada, 3 enfermeiros. Serginho pingava de suor massageando dona Maria, tentando conduzir a parada sozinho. "Duas adrenalinas!". Corri, tomei o lugar ao seu lado e me apossei do ambu que a enfermeira segurava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foram 30 ou 40 minutos de inferno. Puro inferno. Dona maria de olhos fechados, intubada. Molhada. Sangrando. Vômito pela cama. Vômito em seus pulmões, melando o tubo que eu ventilava. Nada. O monitor mostrava 140 batimentos por minutos, que viravam 40, 30, 20 e 0 quando se parava a massagem. Olhei sua pele castigada pela doença, o abdome globoso... o cabelo rarefeito. 39 anos. Um marido, uma família. 39 anos. Uma doença que ninguém conseguiu diagnosticar ou tratar. Ela morreu com, sem ou apesar de tudo o que eu fiz neste último mês. De tudo o que todos nós fizemos nesta última noite. A biópsia mostrou uma lesão com menos de 100 relatos mundiais. Deve ter sido a coisa mais rara que já tratei. E mais estranha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dona Maria se foi em meus braços, diante de mim. E eu nada pude fazer. Pedi desculpas à sua irmã, que chorava abraçada comigo. Deixei o hospital pouco depois da meia-noite arrastando a bata pela manga, cabeça baixa, suada, cansada e completamente inconformada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Às vezes é tão difícil...&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14424928-3623967796107597392?l=cardioscope.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cardioscope.blogspot.com/feeds/3623967796107597392/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14424928&amp;postID=3623967796107597392&amp;isPopup=true' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14424928/posts/default/3623967796107597392'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14424928/posts/default/3623967796107597392'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cardioscope.blogspot.com/2007/07/blog-post.html' title='(...)'/><author><name>Rafa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02709244780673161364</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_KSHhnirFOPQ/SX5_gg_OUWI/AAAAAAAAAKE/Tt2uBMLzfWE/S220/orkut.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_KSHhnirFOPQ/RpkB_5gHgAI/AAAAAAAAACo/FZ4wqxpVcCE/s72-c/cemetery_overview1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14424928.post-4730910299110903800</id><published>2007-07-09T22:59:00.001-03:00</published><updated>2007-07-09T23:00:39.388-03:00</updated><title type='text'>My little broken heart misses him</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sabe aquele dia em que você dirige a caminho de casa, sob tensão por algum motivo idiota ou alguma pessoa qualquer que fazem parte da sua vida insignificante e, de repente, surge aquela ligação de looooooooooonge que você não recebia há meses com aquela voz que você nunca esqueceu?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E você ouve todas aquelas coisas lindas, os olhos se enchem d'água, há o convite perfeito, o coração enche de alegria e você olha pro céu agradecendo por todas as coisas boas que te acontecem quando você menos espera?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dizem que quando você se afasta, o coração aperta... e quando chega o momento do reencontro, parece não ter se passado nem um minuto. Pois é... to chegando, meu amor. E também to morrendo de saudades. Ninguém nunca vai tomar seu lugar no meu coração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nunca, nunca, nunca.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14424928-4730910299110903800?l=cardioscope.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cardioscope.blogspot.com/feeds/4730910299110903800/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14424928&amp;postID=4730910299110903800&amp;isPopup=true' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14424928/posts/default/4730910299110903800'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14424928/posts/default/4730910299110903800'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cardioscope.blogspot.com/2007/07/my-little-broken-heart-misses-him.html' title='My little broken heart misses him'/><author><name>Rafa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02709244780673161364</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_KSHhnirFOPQ/SX5_gg_OUWI/AAAAAAAAAKE/Tt2uBMLzfWE/S220/orkut.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14424928.post-4608077229164364396</id><published>2007-07-09T03:52:00.001-03:00</published><updated>2007-07-09T03:53:31.160-03:00</updated><title type='text'>Little miss sunshine</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Lembro-me de estar sentada em meio àquele bar escuro tentando entender como eu consegui a façanha de ir parar em um lugar tão distante da minha realidade. Olhava ao redor e a falta de opções era assustadora. O ambiente era trash. O playcenter poderia cobrar entrada por atração semelhante, venderia aos montes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olhei para o casal que me acompanhava. O silêncio que as duas bocas grudadas deixavam em minha mesa era constrangedor, e eu já havia ganhado título de candelabro. Meu telefone não tocava. Em plena sexta-feira à noite, meia-noite, a maior das horas da dor-de-cotovelo...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por volta da meia-noite é justo quando você vê que, mais uma vez, a noite não vai dar em nada e se desespera. Quando você se dá conta de que o perfume, o hidratante, o cabelo arrumado, a roupa bem escolhida e o sapato impecável foram para ninguém... e se alguém notou, não importa. Nesta hora há sempre algum ex que lembra de você e te liga com voz de carente com algum papo furado qualquer. Nem isto. E, para terminar, aquele outdoor de "public displays of affection" escancarava a proibição bem na minha frente tentando maximizar minhas tendências suicidas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Levantei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"É o fim! Vou embora JÁ!"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Não! Fica!" - um amigo do amigo da amiga me diz.&lt;br /&gt;"Aqui? É o fim!"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Eu tenho uma coisa interessante pra você..."&lt;br /&gt;"E cadê?"&lt;br /&gt;"Ahh... deixa comigo... vou marcar. Ele é lindo, vc vai amar!"&lt;br /&gt;"Aham... já ouvi esta história antes. Olha, vou indo mesmo."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já a caminho do carro, lembrei de Gui. Claro! Gui deveria estar num lugar super interessante. Ao menos eu teria boa comida, vinhos, música agradável e um papo cabeça bem cultural. Eu precisava disto para me desintoxicar. Gui estava lá e para lá eu fui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E lá chegando, segundos após falar com Gui, murphy se debateu 14 pés abaixo da terra quando, beirando as duas da manhã, eu avistei alguém. Aquela coisa engraçada, sabe?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hmmmm.&lt;br /&gt;Mmmmmm.&lt;br /&gt;Eeeeeita, que graça!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olhei, analisei. Hmmmm.... será?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois era uma graaaaaaça, como diz firminha. Guardando a vantagem de conhecer boa parte das pessoas que estavam presentes no recinto, fiz meu networking. Cheguei à óbvia conclusão: Importado, claro. Aqui não tem disso. Havia tanto tempo que eu não me deparava com alguma coisa tão ótima de olhar que aproveitei o momento e me deliciei. Me pus a  fingir que era casual sair de casa à noite em recife e ver homens lindos dando sopa ao meu lado no bar em questão. Pude ouvir o sotaque diferente e cheguei a uma óbvia e ululante conclusão: eu tenho queda por paulistas. Antes mesmo de saber que eles o são. Acho que é a água, o monóxido de carbono... a "estufa", como ele me disse há pouco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Paulistas são tão interessantes... vocês hão de convir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Todo mundo curioso...)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Breve momento no qual eu penso se termino o post aqui ou continuo escrevendo)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como eu venho tentando deixar de ser incorrigível, paro por aqui minha narração. Afirmo, entretanto, que este fim de semana fez os 10 últimos péssimos valerem a pena por terem existido, para que eu pudesse aproveitar cada segundo dessa coisa maravilhosa que é estar com alguém... nossa, eu preciso muito sair daqui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O último que deixar Recife, jogue o lençol branco por cima.&lt;br /&gt;Ou nem jogue... provavelmente vai estar todo mundo assassinado mesmo, não vai ter nem o que cobrir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;enfim...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[dream mode on]&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14424928-4608077229164364396?l=cardioscope.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cardioscope.blogspot.com/feeds/4608077229164364396/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14424928&amp;postID=4608077229164364396&amp;isPopup=true' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14424928/posts/default/4608077229164364396'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14424928/posts/default/4608077229164364396'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cardioscope.blogspot.com/2007/07/little-miss-sunshine.html' title='Little miss sunshine'/><author><name>Rafa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02709244780673161364</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_KSHhnirFOPQ/SX5_gg_OUWI/AAAAAAAAAKE/Tt2uBMLzfWE/S220/orkut.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14424928.post-6628645570606244087</id><published>2007-07-06T21:16:00.000-03:00</published><updated>2008-12-08T23:09:32.619-03:00</updated><title type='text'>How the grinch stole christmas. &gt;=)</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_KSHhnirFOPQ/Ro7cNjGLMJI/AAAAAAAAACg/KGquxO5FfFk/s1600-h/grinch.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://2.bp.blogspot.com/_KSHhnirFOPQ/Ro7cNjGLMJI/AAAAAAAAACg/KGquxO5FfFk/s320/grinch.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5084243154665418898" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Conversa à mesa, hoje; duas amigas, após a maldade perfeita e mais divertida dos últimos tempos, dividem momentos sem culpa:&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;1: (auto-reflexiva) Eu deveria me sentir culpada por estar fazendo o mal?&lt;br /&gt;2: (surpresa) Como assim?! E eu, que nem motivo aparente tenho e fico contribuindo? Você pelo menos tem uma razão!&lt;br /&gt;1: (conformada) Verdade... mas é que fazer o mal me deixou feliz... por que é que eu estou tão satisfeita com meus atos horríveis?&lt;br /&gt;2: (com cara de professora de primário) Darling... o bonzinho só se fode. O negócio é ser malvada mesmo! Olha como é divertido!&lt;br /&gt;1: (crises de riso) É verdade!&lt;br /&gt;2: Sim... e amanhã? Nos encontramos a que horas para continuar fazendo o mal?&lt;br /&gt;1: Pra que esperar até amanhã? Hoje mesmo, mais tarde!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Adoro minhas amizades.&lt;br /&gt;E sim, eu sou má. Afastem-se.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14424928-6628645570606244087?l=cardioscope.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cardioscope.blogspot.com/feeds/6628645570606244087/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14424928&amp;postID=6628645570606244087&amp;isPopup=true' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14424928/posts/default/6628645570606244087'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14424928/posts/default/6628645570606244087'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cardioscope.blogspot.com/2007/07/how-grinch-stole-christmas.html' title='How the grinch stole christmas. &gt;=)'/><author><name>Rafa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02709244780673161364</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_KSHhnirFOPQ/SX5_gg_OUWI/AAAAAAAAAKE/Tt2uBMLzfWE/S220/orkut.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_KSHhnirFOPQ/Ro7cNjGLMJI/AAAAAAAAACg/KGquxO5FfFk/s72-c/grinch.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14424928.post-957578924933094354</id><published>2007-06-11T01:33:00.000-03:00</published><updated>2008-12-08T23:09:32.877-03:00</updated><title type='text'>Clowns</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_KSHhnirFOPQ/Rm10wzs9xiI/AAAAAAAAACY/LT-mP8GRCuY/s1600-h/Clown_chili_peppers.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://4.bp.blogspot.com/_KSHhnirFOPQ/Rm10wzs9xiI/AAAAAAAAACY/LT-mP8GRCuY/s320/Clown_chili_peppers.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5074840736977765922" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;E como num passe de mágica, o sorriso se abre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;=))))&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14424928-957578924933094354?l=cardioscope.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cardioscope.blogspot.com/feeds/957578924933094354/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14424928&amp;postID=957578924933094354&amp;isPopup=true' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14424928/posts/default/957578924933094354'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14424928/posts/default/957578924933094354'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cardioscope.blogspot.com/2007/06/clowns.html' title='Clowns'/><author><name>Rafa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02709244780673161364</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_KSHhnirFOPQ/SX5_gg_OUWI/AAAAAAAAAKE/Tt2uBMLzfWE/S220/orkut.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_KSHhnirFOPQ/Rm10wzs9xiI/AAAAAAAAACY/LT-mP8GRCuY/s72-c/Clown_chili_peppers.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14424928.post-4000477743233556928</id><published>2007-06-10T16:03:00.000-03:00</published><updated>2007-06-10T16:09:44.694-03:00</updated><title type='text'>One random night.</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;... E mesmo que nunca o tivesse visto antes, havia algo nele de diferente. Ele me lembrava alguém que nunca vi.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tinha um sorriso demasiadamente feliz e trajava cores vivas. Era alguém diferente na multidão, por razões inexplicáveis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mandei Guilherme descobrir de quem se tratava.&lt;br /&gt;O diagnóstico: solteiro, livre, desimpedido e à procura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Sério?!" - perguntei.&lt;br /&gt;"Sériíssimo." - respondeu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pasma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Olho?!" - pedi permissão&lt;br /&gt;"Nunca! Já olhou demais. Ele vai à festa"&lt;br /&gt;"Tá."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Você está olhando!! Pare!" - ele me dá um baile&lt;br /&gt;"Ai, desculpa... eu não to fazendo de propósito" - me justifico.&lt;br /&gt;"Ele vai à festa, lá você olha."&lt;br /&gt;"Como você sabe?!"&lt;br /&gt;"Porque eu mandei meu amigo chamar"&lt;br /&gt;"Ahn... ok"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Claro, ele não foi.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14424928-4000477743233556928?l=cardioscope.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cardioscope.blogspot.com/feeds/4000477743233556928/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14424928&amp;postID=4000477743233556928&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14424928/posts/default/4000477743233556928'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14424928/posts/default/4000477743233556928'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cardioscope.blogspot.com/2007/06/one-random-night.html' title='One random night.'/><author><name>Rafa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02709244780673161364</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_KSHhnirFOPQ/SX5_gg_OUWI/AAAAAAAAAKE/Tt2uBMLzfWE/S220/orkut.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14424928.post-6778892587833245390</id><published>2007-05-21T20:12:00.001-03:00</published><updated>2007-05-22T19:13:48.480-03:00</updated><title type='text'>Clarifying...</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Só esclarecendo, eu não sofro de retocolite ulcerativa... eu estava estudando-a. Juntamente com a doença de Crohn. Várias pessoas me escreveram comentários me dando força e desejando melhoras... virem a boca pra lá, a doença é muito trash.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já corrigi o post passado pra evitar futuras más-interpretações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bom, era isto. Acho que agora ficou claro. A melancolia do post era a solidão em meio às páginas de livros, só isto. Beijos a todos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;;)&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14424928-6778892587833245390?l=cardioscope.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cardioscope.blogspot.com/feeds/6778892587833245390/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14424928&amp;postID=6778892587833245390&amp;isPopup=true' title='9 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14424928/posts/default/6778892587833245390'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14424928/posts/default/6778892587833245390'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cardioscope.blogspot.com/2007/05/clarifying.html' title='Clarifying...'/><author><name>Rafa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02709244780673161364</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_KSHhnirFOPQ/SX5_gg_OUWI/AAAAAAAAAKE/Tt2uBMLzfWE/S220/orkut.jpg'/></author><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14424928.post-3268893840333200882</id><published>2007-05-20T13:41:00.001-03:00</published><updated>2008-12-08T23:09:33.060-03:00</updated><title type='text'>The saddest girl to ever hold a martini.</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_KSHhnirFOPQ/RlB6QPhbk9I/AAAAAAAAACI/QTVIqQ6pmMg/s1600-h/melancholy.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://2.bp.blogspot.com/_KSHhnirFOPQ/RlB6QPhbk9I/AAAAAAAAACI/QTVIqQ6pmMg/s320/melancholy.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5066684000255054802" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Domenico Feti, Melancholy (1620)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Não bastando ser o capítulo de retocolite ulcerativa (doença inflamatória intestinal) do medcurso a minha única companhia nesta madrugada de sábado-domingo, meu despertador (que toca, pontualmente, às 4:45 da manhã) inicia o ritual matinal diário desavisadamente - já que trabalhei no fim de semana passado e o famigerado rádio está programado para tocar diariamente. A cefaléia pulsátil de localização frontal (a.k.a. enxaqueca) subitamente se agrava diante do barulho, e pressiono a artéria temporal com massagem bidigital enquanto aperto os olhos em sofrimento. Eu estava de mau humor. Péssimo humor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já dizia a lei de Murphy que tudo o que está ruim sempre, invariavelmente, pode piorar: eis que percebo que a música do despertar, tocada pelo rádio que rege minha vida profissional, é justo "aquela". Sim, aquela música infeliz que me faz desligar o som, jogar fora o cd, sair de perto e dizer com cara de poucos amigos que a banda não me agrada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Inicio um combate à dor e indisposição de níveis debilitantes que me tomavam na posição de inércia até então, página a página, e levanto em direção ao rádio. Eu não merecia este tipo de tortura a esta hora da madrugada. Sem sequer respirar fundo, o desliguei. O som cessou abruptamente com meu toque nada delicado no botão que me traria silêncio. Cessaram também todos os pensamentos involuntários que me invadiram a mente junto com a melodia que trazia o filme mental de alguém esquecido. Que permaneça no esquecimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voltei à mesa e observei as imagens de fístulas anais da doença de Crohn na página seguinte. Respirei fundo... Sentei. Não consegui evitar o olhar vago e a reflexão. São quase crises de ausência no meu caso, e sofro disto diariamente. Percebi que já haviam se passado semanas desde que senti a vida plena e cheia de alegria dentro de mim, ainda que o momento tivesse sido breve. Que sentei entre amigos, que abracei alguém e senti ternura, que beijei e fiquei sem chão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta era a minha realidade. Páginas em branco-e-preto perpetuando capítulos infindáveis em meio a livros sem fim. Não há felicidade entre os doentes; o próprio conceito de enfermidade exclui o bem-estar. Olhei para o horizonte, deformado pela rede de proteção diante da minha janela e vi o prelúdio do amanhecer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pensei nele. Não, não pensei. Uma lágrima me escapou, quase imperceptível, e foi ao encontro da retocolite ulcerativa. Não, não chorei. Me recuso. Voltei a estudar por várias horas e depois de poucos minutos já não me recordava de absolutamente nada. Eis que minha noite, apesar dos pesares, até que foi produtiva. E quando já não mais aguentei e resolvi me entregar aos cuidados de Morfeu, sonhei com lareira em casa nas montanhas, passeios sob a luz do luar, fondue e vinhos e acordei depois de tanto tempo virtual (apesar de pouco real) que se minha companhia em sonho tivesse rosto, teria me perguntado se o livro não teria sido o sonho e o restante meu fim de semana atual.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já encontrei a solução para meus problemas: dormir mais e ter alguém com quem sonhar...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14424928-3268893840333200882?l=cardioscope.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cardioscope.blogspot.com/feeds/3268893840333200882/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14424928&amp;postID=3268893840333200882&amp;isPopup=true' title='9 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14424928/posts/default/3268893840333200882'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14424928/posts/default/3268893840333200882'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cardioscope.blogspot.com/2007/05/saddest-girl-to-ever-hold-martini_20.html' title='The saddest girl to ever hold a martini.'/><author><name>Rafa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02709244780673161364</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_KSHhnirFOPQ/SX5_gg_OUWI/AAAAAAAAAKE/Tt2uBMLzfWE/S220/orkut.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_KSHhnirFOPQ/RlB6QPhbk9I/AAAAAAAAACI/QTVIqQ6pmMg/s72-c/melancholy.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14424928.post-7988652392037492297</id><published>2007-05-06T04:26:00.000-03:00</published><updated>2008-12-08T23:09:33.179-03:00</updated><title type='text'>Incorrigível.</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_KSHhnirFOPQ/Rj2EGwjdIYI/AAAAAAAAAB0/mPydZ5TcFuc/s1600-h/nouvelle_vague_400.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://4.bp.blogspot.com/_KSHhnirFOPQ/Rj2EGwjdIYI/AAAAAAAAAB0/mPydZ5TcFuc/s320/nouvelle_vague_400.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5061346807881998722" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="text-decoration: underline;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;    Ele não me queria. De incorrigível, passei a ser inconsolável. Era indubitável que dentre as possbilidades, ele era a melhor, a mais difícil, a que eu mais desejava. De nada adiantava o scarpin, o vestido, o perfume que usara especialmente para ele naquela noite. Ele nada percebia, nada falava. Olhar para ele era quase tão insuportável (por não tê-lo) quanto prazeroso (por tê-lo presente). Mas não desisti. Sou incorrigível até quando inconsolável sim, mesmo que indesejável, insuportável, intolerável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não, intolerável não. Ele me tolerava. Sorria timidamente e dizia que parasse de olhá-lo daquela forma. Mas o pedia verbalmente enquanto seus olhos diziam o contrário. Eu sabia da existência do paradoxo, mas não sonhava com uma forma de desfazê-lo. Pedi mais um drink. Vi Ele levantar e partir, e mesmo sem querer me vi indo a seu encontro até a porta do banheiro. Esperei fora. Ele demorou mais do que de costume, talvez estivesse fugindo de mim. Nonsense, me convenci a não me desdenhar tanto. Olhei-me no espelho e gostei do que vi. Por que ele não poderia concordar com meu ego ferido?! Encostei no balcão e dei um último e suave trago no cigarro, ainda pela metade. Apaguei-o no cinzeiro e me dirigi à porta do banheiro, quando o vi girar suavemente o trinco e levantar o olhar até encontrar o meu. "Esqueci de lavar as mãos", eu disse. Ele sorriu. Tentou passar, mas já dizia a lei da física que dois corpos não ocupam o mesmo lugar no espaço num mesmo instante de tempo. Era estreito demais. Olhei para ele e sorri. Sim, incorrigível. Não desisto nunca. Ele riu timidamente diante do meu silêncio e baixou o rosto para esconder o semblante envergonhado. "Me deixe passar". "Não", respondi com voz suave. "Vááaáá....", disse ele quase afogando-se em tanta timidez. Segurou-me pela cintura e aproximou-se forçando passagem. O coração foi a mil. Cedi. Voltamos à mesa. Ele se queixava de mal-estar desde o início da noite, e comecei a receitá-lo. Dele cuidaria pessoalmente, em casa, se assim o quisesse. Todos na mesa combinavam a velha balada que daria seguimento à noite perfeita. À segunda noite perfeita ao seu lado. Ele disse que iria para casa, estava indisposto. Meu mundo desabou ao pensar na possibilidade de não tê-lo ao meu lado até o amanhecer. Não era possível, havia algo de errado comigo. Definitivamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Incorrigível, sim. "Deixo-o em casa então. Veio comigo, assim volta"... Ele me olhou com desespero, tive a certeza de que era uma reação à possibilidade de ficarmos a sós. Felizmente, tenho bons amigos. Formidáveis. Acabamos, de fato, voltando a sós. Durante o caminho, falei-lhe de como era diferente com ele. Duvido que tenha acreditado, mas falei. Precisava. Não cabiam clichês naquele momento, só a verdade desnuda. E a disse por completo. Falei-lhe sutilmente, eufêmicamente, sobre como ele era especial. Não cheguei a dizer que o movimento de translação terrestre mudava o eixo de sua própria elipse ao redor do sol quando ele estava por perto, seria demais. Nem eu acreditaria se ouvisse algo assim depois de tão pouco tempo útil juntos. Falei-lhe o que achei que cabia dizer naquele momento. Falei sem medo, sem timidez, sem defesas. Olhei-o nos olhos durante todo o tempo. Dei-lhe o cd que para ele gravei com as músicas do dia anterior e a especial, que me lembrava dele (sim, ele já tem uma música).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dei-lhe o chocolate (sim, chocolate é sempre bem-vindo, no matter what. chocolate e música combinam como arroz e feijão... como pão e manteiga... como vinho e portishead, queijo brie e tomate-seco... como eu e ele).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao chegarmos à casa dele, notei que juntou toda a coragem do mundo e me perguntou se gostaria de dar a volta dentro da garagem do prédio. A rua era além de hostil. Euforicamente, vi uma luz no fim do túnel. Incorrigível sim, mas irrecusável também. Aceitei o convite, já sabia que havia uma chance. Entrei em sua casa. Nos olhamos, esperei o beijo de despedida. Observei que angulação seu rosto iria tomar em direção ao meu na hora do beijo do adeus, para antecipar a natureza do mesmo. Não o vi mexer um grau sequer, apenas aproximar-se. Incorrigível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Congelei o momento e dei um banho de água fria na inconsolável Rafaela da noite toda. Mandei-a embora. Inconsolável não! Ali estava meu consolo. Bem diante de mim. Aproximando-se, milímetros naqueles milissegundos que antecederiam nosso beijo tão esperado. Silêncio... o tempo voltou a acelerar e o vi chegando perto em velocidade real. Era isto. Finalmente. Depois de tanto desejo, de tanta vontade, de tanta timidez. Ele vencera a barreira que nos separava e estava não só disposto a cruzá-la, como o fazia naquele instante. Eu não tomei a iniciativa, havia jurado para mim mesma que não tomaria. Ele vinha a meu encontro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segurei-lhe o rosto e beijei-lhe o pescoço. Aquele cheiro que senti de longe a noite toda agora inebriava-me como nunca, fazia meus receptores olfatórios descarregarem correntes sinápticas alucinadamente. Beijei-lhe, passei os lábios por sua pele macia. Passei as mãos por seus braços, ombros e costas e me entreguei ao seu abraço, ainda que parcialmente (a posição não permitia o abraço que de fato queria lhe dar). Ele não descansava, puxava meu rosto a todo momento querendo consumar nosso primeiro beijo. "Calma...", disse-lhe. Beijava-lhe as bochechas, passava meu rosto pelos cabelos. Queria senti-lo por completo, não só beijá-lo. Imaginei aquele momento tantas vezes que resumí-lo ao toque dos lábios seria um pecado mortal. Passei as mãos por seu pescoço e adentrei meus dedos em sua nuca, em meio aos cabelos. O perfume dos mesmos não parava de sublimar ao meu toque e perfumava o carro inteiro. Era delicioso. Insuportavelmente delicioso. Afastei-me alguns centímetros e percebi o quão tenso ele estava. "Relaxa... se solta, não tenha medo". Olhei-o fundo nos olhos com toda a doçura que consegui exteriorizar. Após alguns abraços e carinhos, me rendi ao seu beijo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Permiti que nossos lábios finalmente se tocassem e foi o meu fim. Talvez tenha durado apenas alguns segundos, talvez minutos. Para mim foram anos. Anos de um beijo virgem, tão deliciosamente inocente. Era inegável que ele não costumava fazer isto com freqüência. Beijava como um menino, como um garoto aprendendo a se permitir viver algo intenso pela primeira vez. Os lábios macios eram absurdamente deliciosos, o toque da língua me arrepiava a nuca. A ponta do meu nariz desenhava em suas bochechas. As mãos passeavam suavemente pelos braços e ombros, tocando-lhe apenas com as pontas dos dedos, depois as costas das mãos em seu rosto. Eu o queria pra mim. Queria levá-lo para casa e de lá não deixá-lo mais sair. Paramos e nos olhamos por alguns segundos. Propus-lhe um jantar amanhã, que ele timidamente aceitou. Outros beijos seguiram e bem ali, no meio das nuvens, ele me deixou. Desceu do carro e disse que escutaria o CD. Pensando em mim, espero.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esperei até que subisse no elevador. Preocupado, mandou-me ir com cuidado. Disse-lhe que iria na sombra, como diz meu irmão. Esperei até que estivesse em segurança, longe do meu alcance e além do meu território visual, pois de outra forma não conseguiria deixá-lo. Ao vê-lo partir, senti o coração apertar. Respirei fundo e também parti. Voltei pela avenida de vidros abertos olhando o mar e escutando uma réplica do CD que lhe dei de presente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tive que registrar o momento. Talvez amanhã não lembre com tamanha riqueza de detalhes para registrá-lo com tanta verossimilhança. Virei até aqui e lerei este post novamente quantas vezes for necessário para que sempre lembre do quanto ele me foi especial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;=*&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14424928-7988652392037492297?l=cardioscope.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cardioscope.blogspot.com/feeds/7988652392037492297/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14424928&amp;postID=7988652392037492297&amp;isPopup=true' title='6 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14424928/posts/default/7988652392037492297'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14424928/posts/default/7988652392037492297'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cardioscope.blogspot.com/2007/05/incorrigvel.html' title='Incorrigível.'/><author><name>Rafa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02709244780673161364</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_KSHhnirFOPQ/SX5_gg_OUWI/AAAAAAAAAKE/Tt2uBMLzfWE/S220/orkut.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_KSHhnirFOPQ/Rj2EGwjdIYI/AAAAAAAAAB0/mPydZ5TcFuc/s72-c/nouvelle_vague_400.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14424928.post-9150023615127464351</id><published>2007-05-05T14:36:00.000-03:00</published><updated>2008-12-08T23:09:33.296-03:00</updated><title type='text'>Doctor Miracle &amp; Her Super Friends =)</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_KSHhnirFOPQ/RjzBGAjdIUI/AAAAAAAAABU/IG7PhwmTdYU/s1600-h/formatura.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://4.bp.blogspot.com/_KSHhnirFOPQ/RjzBGAjdIUI/AAAAAAAAABU/IG7PhwmTdYU/s320/formatura.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5061132390229680450" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os Patch Adams de hoje =)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segue um trecho da mensagem inicial que eu escrevi pro convite de formatura da turma:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Partimos hoje mundo afora. &lt;br /&gt;O horizonte nos é pequeno. &lt;br /&gt;Os sonhos, homéricos. &lt;br /&gt;E a benevolência adquirida nestes seis anos de sacerdócio,&lt;br /&gt;Nosso companheiro inicial nesta jornada que traçamos a partir de hoje. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É como médicos que saímos daqui. &lt;br /&gt;Agradecemos aos que merecem, aos que nos deram força. &lt;br /&gt;Imaginamos quantos ainda tocarão nossas vidas, &lt;br /&gt;E quantos terão a vida profundamente tocada por nós. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Poderemos não mudar o mundo, &lt;br /&gt;Mas partimos hoje com a sensação de sermos capazes de fazê-lo. &lt;br /&gt;Somos os super-heróis humanos de hoje, &lt;br /&gt;Nosso poder é o amor ao próximo. &lt;br /&gt;Ao enfermo. &lt;br /&gt;Ao amigo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Resta-nos viver o sonho de tocar no coração das pessoas, &lt;br /&gt;Assim como nossos verdadeiros mestres tocaram nos nossos ao nos ensinarem a mais extasiante de todas as artes: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A de salvar vidas." &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;=~)~~&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14424928-9150023615127464351?l=cardioscope.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cardioscope.blogspot.com/feeds/9150023615127464351/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14424928&amp;postID=9150023615127464351&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14424928/posts/default/9150023615127464351'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14424928/posts/default/9150023615127464351'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cardioscope.blogspot.com/2007/05/doctor-miracle-her-super-friends.html' title='Doctor Miracle &amp; Her Super Friends =)'/><author><name>Rafa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02709244780673161364</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_KSHhnirFOPQ/SX5_gg_OUWI/AAAAAAAAAKE/Tt2uBMLzfWE/S220/orkut.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_KSHhnirFOPQ/RjzBGAjdIUI/AAAAAAAAABU/IG7PhwmTdYU/s72-c/formatura.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14424928.post-7219874925735676726</id><published>2007-04-26T00:48:00.000-03:00</published><updated>2008-12-08T23:09:33.901-03:00</updated><title type='text'>Trick or treat?!</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_KSHhnirFOPQ/RjAhhgjdITI/AAAAAAAAABM/j3n99lJAqSk/s1600-h/gift.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://2.bp.blogspot.com/_KSHhnirFOPQ/RjAhhgjdITI/AAAAAAAAABM/j3n99lJAqSk/s320/gift.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5057579241095110962" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Todo bom presente tem mais graça embrulhado. Quando você vê aquele pacote imenso, vermelho, reluzente, com cheirinho de presente, lacinhos e afins, instantaneamente você abre um leque imaginário e projeta todas as possibilidades que caberiam naquela pequena ou grande embalagem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acaba terminando, inevitavelmente, pensando naquele presente que você tanto almeja há meses e já havia perdido a esperança de ganhar de alguém ou de ter dinheiro o suficiente para comprar. Você imagina qual a probabilidade de aquele embrulho conter o objeto do seu desejo e fixa-se obsessivamente diante da ínfima chance de estar certo na sua suposição. E pede, sienciosa e fervorosamente para estar certo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Infelizmente, na maioria das vezes é sempre uma roupa nova sem graça, um perfume com cheiro de colônia barata, um chinelo desprovido de qualquer senso de estética ou aquele velho conjuntinho de sabonetes pra vovós.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aí você congela por um segundo e sente a dor da decepção enquanto observa a imagem mental recém fabricada por ampla e complexa rede neural esvair-se em meio às sinapses do outro lobo cerebral, que agora projeta o sentimento da desilusão em meio a toda a neuroquímica infernal que rege nossas vidas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Claro, você é um ser humano dotado de superego e sabe interagir socialmente... então você dá aquele sorriso, diz que o presente é maravilhoso, beija, agradece educadamente e se dirige ao seu quarto para guardá-lo com olhar melancólico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sabe qual é a parte boa da história?! O embrulho sempre pode, contra todas as probabilidades, leis de murphy e teorias da conspiração existentes, conter o que você mais queria no mundo naquele momento. Bem ali, diante de você. E pode te fazer tão feliz a ponto de nem querer abrir os outros presentes da festa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bom, pra quem não entendeu a metáfora, é viagem minha. Hehehe&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu confesso, to morrendo de curiosidade.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14424928-7219874925735676726?l=cardioscope.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cardioscope.blogspot.com/feeds/7219874925735676726/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14424928&amp;postID=7219874925735676726&amp;isPopup=true' title='5 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14424928/posts/default/7219874925735676726'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14424928/posts/default/7219874925735676726'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cardioscope.blogspot.com/2007/04/trick-or-tree.html' title='Trick or treat?!'/><author><name>Rafa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02709244780673161364</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_KSHhnirFOPQ/SX5_gg_OUWI/AAAAAAAAAKE/Tt2uBMLzfWE/S220/orkut.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_KSHhnirFOPQ/RjAhhgjdITI/AAAAAAAAABM/j3n99lJAqSk/s72-c/gift.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14424928.post-2146201236277800753</id><published>2007-04-12T03:43:00.000-03:00</published><updated>2007-04-12T14:02:26.579-03:00</updated><title type='text'>"Hey, O'Malley? You just flew solo."</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Minha primeira plástica solo foi hoje! Me deixaram operar sozinha um tumor labial... foi lindo! Fiquei tão emocionada que precisava escrever em algum lugar...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O quote do title foi dito por Dr. Burke, de Grey's Anatomy, para George, quando o último fez uma toracotomia solo dentro de um elevador e conseguiu estancar uma laceração de aorta com um dedo. Claro, meu procedimento foi mais fácil. Hehe&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu entrei em sala e calcei as luvas enquanto meu residente anestesiava o paciente. Peguei a tesoura de joseph e pinça delicada e passei para ele, que me devolveu de volta e falou "todo seu".&lt;br /&gt;Aiiiiiii....&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi lindo =~)~~&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14424928-2146201236277800753?l=cardioscope.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cardioscope.blogspot.com/feeds/2146201236277800753/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14424928&amp;postID=2146201236277800753&amp;isPopup=true' title='4 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14424928/posts/default/2146201236277800753'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14424928/posts/default/2146201236277800753'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cardioscope.blogspot.com/2007/04/hey-omalley-you-just-flew-solo.html' title='&quot;Hey, O&apos;Malley? You just flew solo.&quot;'/><author><name>Rafa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02709244780673161364</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_KSHhnirFOPQ/SX5_gg_OUWI/AAAAAAAAAKE/Tt2uBMLzfWE/S220/orkut.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14424928.post-1303400607787949721</id><published>2007-03-30T05:20:00.000-03:00</published><updated>2008-12-08T23:09:34.117-03:00</updated><title type='text'>Hating to Love vs. Loving to Hate</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_KSHhnirFOPQ/RgzIi6F0trI/AAAAAAAAABE/8ZLEj1pOcUU/s1600-h/love+hate.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://2.bp.blogspot.com/_KSHhnirFOPQ/RgzIi6F0trI/AAAAAAAAABE/8ZLEj1pOcUU/s320/love+hate.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5047629784410273458" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;    Sabe quando você acaba por descobrir que aquele cidadão tão antipático, distante e que era sempre autor dos piores comentários a seu respeito pode, na verdade, gostar de você?! Quão improvável pode ser isto?!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    É parecido com aquele amigo com quem você sempre brigava mas, no fundo, nutria aquela paixonite secreta da qual ninguém poderia saber. Eu tive um amigo assim quando era pequena, o Rodrigo. Não lembro de ter implicado tanto com outro guri. Sempre brigávamos o tempo todo. Eu era louca por ele, confissão que só fiz a mim mesma. Ficava me sentindo mal depois de bater nele (e apanhar), mas não conseguia não xingá-lo quando nos encontrávamos. Claro, eu tinha cerca de 8 anos. Já o reencontrei agora, mais de 10 anos depois... poderia até ter comentado em tom de piada, mas não o fiz. Vai pro túmulo comigo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Eu já fui louca por alguém de quem falava muito mal há alguns anos. E este mesmo cara também falava mal de mim vergonhosamente. Na verdade não sei, de nós dois, quem falava pior do outro. No fundo, quando nos encontrávamos em ambiente que permitisse álcool o suficiente no sangue, nos olhávamos a noite toda e negávamos para nós mesmos e para terceiros que o estávamos fazendo. Era deliciosamente irritante. Hehehe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Me confessaram dia destes que, comentários à parte, eu era querida em segredo. Infelizmente, meu poder de dedução é bem maior do que pode parecer. Eu não sei se é realmente quem eu penso ser, mas acontecimentos recentes me fizeram suspeitar, confesso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seráaaaa?!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14424928-1303400607787949721?l=cardioscope.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cardioscope.blogspot.com/feeds/1303400607787949721/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14424928&amp;postID=1303400607787949721&amp;isPopup=true' title='5 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14424928/posts/default/1303400607787949721'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14424928/posts/default/1303400607787949721'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cardioscope.blogspot.com/2007/03/hating-to-love-vs-loving-to-hate.html' title='Hating to Love vs. Loving to Hate'/><author><name>Rafa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02709244780673161364</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_KSHhnirFOPQ/SX5_gg_OUWI/AAAAAAAAAKE/Tt2uBMLzfWE/S220/orkut.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_KSHhnirFOPQ/RgzIi6F0trI/AAAAAAAAABE/8ZLEj1pOcUU/s72-c/love+hate.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14424928.post-6876474878056897475</id><published>2007-03-12T01:55:00.000-03:00</published><updated>2007-03-12T02:05:51.432-03:00</updated><title type='text'>Post-traumatic stress disorder.</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;    Achei engraçado o acontecido de hoje... revisando uns textos antigos meus, me deparei com um texto que escrevi há dois anos (2005) na reflexão pós-carnaval. Como estamos em período similar no corrente ano, resolvi postar o texto aqui. É também uma forma de fazer com que o mesmo não se perca novamente =)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;_____________________________&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Reflexão pós-carnaval...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando foi que o romance morreu? Quando foi que transformaram a ansiedade, o frio no estômago, o arrepio na nuca e tudo o mais em dois drinks antes de dar uns pegas pra não voltar pra casa no zero a zero? Quando foi que alguém disse que para esquecer alguém é preciso se jogar e fazer milhares de loucuras, como se o amor remanescente fosse um demônio pronto para ser exorcisado pela promiscuidade? Quem ensinou que beijar várias bocas erradas ajudava a achar ou esquecer a certa? O que aconteceu com o valor de um beijo? Com a intimidade e a cumplicidade de um toque? Com as pessoas que conquistavam outras com músicas, flores, violão, poesia? Hoje em dia a arte da conquista é um alisado, uma cantada, uma ficada. O pior é que, por mais que abominemos as atuais técnicas de corte, acabamos sendo vítimas do ‘pseudo-romance’ contemporâneo. Dá pra chamar isso de romance? Não sei... a questão é que todos nós já participamos de um MCCA uma vez na vida...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas no fundo, todo mundo deseja um drink a dois, uma noite a sós, um jantar à luz de velas. Todos adoram uma música com conteúdo, ninguém resiste a uma bela voz e violão. Não há nada como dormir abraçado, fazer amor até adormecer, brigar e fazer as pazes, ter ciúmes, terminar relacionamentos, sofrer, chorar... E ainda assim, começar tudo outra vez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas que diabos acontece que TODO MUNDO tem problemas com relacionamentos hoje em dia? Ninguém quer se prender... ninguém quer se soltar. Ninguém quer ser fiel, mas ninguém tolera o fantasma da traição. Quem está solteiro sente falta de alguém para beijar, dar bom dia e boa noite, quem não está solteiro sente falta do excitement da vida a um. Será que Freud explica? Teríamos todos nós pais problemáticos, mães fálicas e uma criação perturbada e não completamos nossos ciclos emocionais? Será que somos todos um monte de complexos de Édipo e Electra mal resolvidos, esperando pelo referencial do sexo oposto para nos dar estabilidade afetiva? Será que se todo mundo fizesse terapia, todos os relacionamentos seriam saudáveis e todos os casais emocionalmente estáveis?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por que é que sempre queremos quem não presta ou não nos quer? Quem sabemos que vale a pena nunca tem graça. A graça toda está naquela dor-de-cotovelo mal resolvida de 6 anos atrás que nos dói toda vez que o vemos, mesmo que nunca admitamos. Ou então naquele filho da puta que terminou um namoro que nós julgávamos perfeito, e nos fez jurar que nunca mais amaríamos de novo. Aí quando aparece aquele príncipe encantado inteligente, bonito, sedutor, maravilhoso, que oferece rosas e monta um cavalo branco, simplesmente não estamos prontos para alguém como ele e acabamos estragando tudo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Matt Damon no filme `Rounders` (adoro este filme por sinal) fala como todo grande jogador não se recorda das infinitas vitórias, mas pode descrever cada segundo do momento de suas derrotas. Todos nós lembramos do sofrimento da primeira decepção amorosa e passamos o resto de nossas vidas tentando evitar que outra aconteça. Com isto, acabamos machucando segundos, que machucam terceiros e assim vai... é tudo um ciclo vicioso, um feedback positivo. A entropia dos relacionamentos tende ao infinito, assim como a entropia do universo nas leis da física. Ou seja, só vai piorar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A cada dia que passa eu tenho mais certeza...&lt;br /&gt;We`ll all end up single.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14424928-6876474878056897475?l=cardioscope.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cardioscope.blogspot.com/feeds/6876474878056897475/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14424928&amp;postID=6876474878056897475&amp;isPopup=true' title='8 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14424928/posts/default/6876474878056897475'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14424928/posts/default/6876474878056897475'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cardioscope.blogspot.com/2007/03/post-traumatic-stress-disorder.html' title='Post-traumatic stress disorder.'/><author><name>Rafa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02709244780673161364</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_KSHhnirFOPQ/SX5_gg_OUWI/AAAAAAAAAKE/Tt2uBMLzfWE/S220/orkut.jpg'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14424928.post-751183630137197518</id><published>2007-03-11T03:26:00.000-03:00</published><updated>2008-12-08T23:09:34.718-03:00</updated><title type='text'>Nothing compares.</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_KSHhnirFOPQ/RfOmqADEn3I/AAAAAAAAAA4/PMNLjwYRpbs/s1600-h/FondueGlamour.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://2.bp.blogspot.com/_KSHhnirFOPQ/RfOmqADEn3I/AAAAAAAAAA4/PMNLjwYRpbs/s320/FondueGlamour.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5040555648455319410" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;    Praia do Gavôa à noite, chuvinha de prelúdio de inverno com aquele ventinho pseudo-frio (que nós, tão desacostumados a qualquer coisa abaixo dos infernais quarenta grais diários, assim denominamos). Amigos do peito ao redor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Concha y Toro merlot, Vinho do porto, Leon de Tarapacá (esquecido no carro),  uma vodka que ninguém bebeu. Mesinha de quatro lugares, luz de velas, toalha branca. O foguinho que ninguém conseguiu acender, a despeito de todo o álcool que se pudesse conseguir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Varanda entreaberta. Fondue de queijo com pedacinhos de pão tabica, um toque leve de alho e uma xícara de concha y toro. Fondue de carne com molho curry. Fondue de chocolate com morangos, uvas, abacaxi e outras. Eis a cozinheira diante de vós, prendada, pronta para o matrimônio segundo terceiros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vinhos, vinhos, vinhos. Eu nunca (kkkkk), papo cabeça. Amigos do peito ao redor. Irmão, primas, família. Fumacinha de cigarro subindo do cinzeiro. DVD ligado com Chico. Históooorias e mais históoorias que vão permanecer na memória e serão citadas em reuniões semelhantes no futuro. Saudades de quem não foi. Papo cabeça. De política a futebol, passando por mulher. Especialmente mulher, que homem adora divagar sobre, com ar de phD. Risos discretos, baixinhos. Cochichos no ouvido. Gargalhadas. Detalhes sutis que quase ninguém notou e, óbvio, não comentados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É de momentos como este que a vida é feita, e são os mesmos que fornecem os pequenos fragmentos que irão constituir os filminhos dos instantes mais preciosos, incomensuráveis, que fazem todos os dias ordinários valerem a pena por existirem, para que possamos sonhar acordados durante os mesmos e esperar o próximo momento maravilhoso chegar, quando beberemos de cada segundo dando o merecido valor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;=)&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14424928-751183630137197518?l=cardioscope.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cardioscope.blogspot.com/feeds/751183630137197518/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14424928&amp;postID=751183630137197518&amp;isPopup=true' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14424928/posts/default/751183630137197518'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14424928/posts/default/751183630137197518'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cardioscope.blogspot.com/2007/03/nothing-compares.html' title='Nothing compares.'/><author><name>Rafa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02709244780673161364</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_KSHhnirFOPQ/SX5_gg_OUWI/AAAAAAAAAKE/Tt2uBMLzfWE/S220/orkut.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_KSHhnirFOPQ/RfOmqADEn3I/AAAAAAAAAA4/PMNLjwYRpbs/s72-c/FondueGlamour.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14424928.post-8175695885665383057</id><published>2007-03-10T05:26:00.000-03:00</published><updated>2007-03-10T05:27:12.069-03:00</updated><title type='text'>Pleasant surprise</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;    Nos momentos em que menos esperamos, nas pessoas que menos aparentam, nos lugares mais inusitados, acabamos por vezes encontrando algo tão precioso que chega a ser difícil acreditar que seja realidade. Nestas horas, desejamos que o medo de perder seja menor que a vontade de viver o sonho. E que as quedas anteriores não nos impeçam de tentar voar mais uma vez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[kings + ferrero rocher mode on]&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14424928-8175695885665383057?l=cardioscope.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cardioscope.blogspot.com/feeds/8175695885665383057/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14424928&amp;postID=8175695885665383057&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14424928/posts/default/8175695885665383057'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14424928/posts/default/8175695885665383057'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cardioscope.blogspot.com/2007/03/pleasant-surprise.html' title='Pleasant surprise'/><author><name>Rafa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02709244780673161364</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_KSHhnirFOPQ/SX5_gg_OUWI/AAAAAAAAAKE/Tt2uBMLzfWE/S220/orkut.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14424928.post-1645741470473703164</id><published>2007-02-26T03:41:00.000-03:00</published><updated>2008-12-08T23:09:34.864-03:00</updated><title type='text'>'Miss Grey' Wannabe.</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_KSHhnirFOPQ/ReKBqk_TfFI/AAAAAAAAAAc/ApymPeZP5fI/s1600-h/meredith.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://2.bp.blogspot.com/_KSHhnirFOPQ/ReKBqk_TfFI/AAAAAAAAAAc/ApymPeZP5fI/s320/meredith.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5035729901837319250" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;  Hoje foi o dia em que escolhi minha carreira. 26/02/07. Depois de pouco mais de uma semana na Radiologia, que era o real afronte à minha outra opção e foi, durante meses, criadora da dúvida mais cruel que enfrentei nos últimos meses, percebi de uma vez por todas o que quero fazer por todo o resto da minha vida. A idéia de passar dias olhando chapas de tomografias e ressonâncias, fazendo USGs e exames contrastados é linda na teoria, mas &lt;span style="font-style: italic;"&gt;boring like hell&lt;/span&gt; na prática. Passo o dia com sono, olhando o relógio a cada quinze minutos e implorando pelo horário de saída.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;    Em 10 meses serei médica. Meu horizonte profissional se abrirá e o mundo de oportunidades estará perante mim. Farei prova de residência para iniciar minha especialização e, caso passe, me tornarei cirurgiã. Cirurgiã, sim! Há algo dentro de mim... inexplicável, magnético, passional... que me empurra para o bisturi. Por todos estes meses em que pensei acerca do meu futuro profissional, sempre repeti para mim mesma e para todos ao meu redor que nunca faria cirurgia. Cirurgiões estão fadados ao fracasso na vida pessoal, ao sacrifício familiar, à exaustão física e mental. São forçados pelo ofício a entregar-se completamente à arte da técnica de invadir um corpo para corrigir uma enfermidade. Não é uma vida fácil, não há arco-íris nem dias felizes. Não há férias. O salário é imoral e, invariavelmente, o cirurgião acaba virando alcoólatra, dependente químico, deprimido ou cria complexo de deus e desenvolve comportamento anti-social. E todos se tratam mal. Não há respeito ao próximo, ao primeiro ou ao último. Tudo gira em torno da hierarquia do serviço em questão, onde o chefe humilha os staffs, que humilham os R2s, que humilham os R1s, que humilham os doutorandos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  No entanto, os 3 meses em que fui obrigada a passar pelo rodízio do HUOC - conhecido como o melhor, mas também o mais exigente e exaustivo daqui - foram a melhor época do meu internato e, creio que minha melhor experiência profissional &lt;span style="font-style: italic;"&gt;so far&lt;/span&gt;. Foram dias em que acordei às 4:50 da manhã, feliz da vida para ver dona virgínia, minha vovó recém-operada... ou dona maria, a quem chamava de "vozinha", que infelizmente veio a falecer. Lembro de sair da enfermaria, vários dias, às 9 da noite, às 11, a 1 da madrugada e até às 3:30 para voltar às 6, sem reclamar. Mentira, eu reclamava sim. Horrores. Mas lembro de quase todos os meus pacientes com carinho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  Fato é que a vida do cirurgião é emocionante. Há adrenalina, tem aquele tesão que falta na Radiologia. Ser cirurgião é sinônimo de respeito no ambiente hospitalar. É ter o poder de resolver o que ninguém mais resolve. Lembro de entrar no vestiário (tudo bem que o do HUOC é horrível) e receber "bom dia doutora" mesmo sem ainda ser médica, achando o máximo. Lembro do respeito dos funcionários.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  Não há nada como entrar na portinha escrito "BLOCO CIRÚRGICO" e ganhar um pacote com roupinha verde, propés, máscara e touca. Colocar a maleta preta sobre o balcão e trocar de roupa. Sentir as roupas verdes do bloco, ainda quentinhas da esterilização, batendo na barriga e nas costas naquele comecinho frio de manhã. Vestir o gorro, amarrar a parte inferior da máscara atrás do pescoço e deixá-la cair sobre mim, calçar os propés e me olhar diante do espelho. Me sentir a própria Meredith Grey iniciando o próximo episódio de Grey's Anatomy ao abrir a porta de vidro que divide o mundo do 'nosso mundo', do nosso paraíso, do céu dos cirurgiões: o Bloco. Sentir os propés deslizando no chão lisinho, olhar o ambiente mais limpo do hospital, respirar aquele cheirinho de éter no ar gelado. Abrir uma das salas de cirurgia e tremer de frio. Esperar o paciente ser trazido da enfermaria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  Não há palavras para descrever o que é ver a vovó mais linda do mundo entrar deitadinha numa maca com aquela expressão de medo, perguntar seu nome e falar o meu. Me apresentar como doutoranda, dizer que vamos cuidar para que tudo corra bem. Tranqüilizar, segurar as mãos. Conversar com o anestesista e acompanhar a indução anestésica. Receber permissão do anestesista para me escovar. É quando você sente a primeira descarga de adrenalina do dia: você agora vai iniciar o ritual sagrado que antecede o ato cirúrgico. Andar confiante e atravessar o bloco em direção ao lavatório, já amarrando a máscara no rosto e cobrindo o nariz, prendendo a haste rígida que modela a primeira sobre o osso nasal com uma fita sutil de esparadrapo. Sentir o gelo da água descendo da palma da mão aos cotovelos e olhar os pelinhos dos braços se arrepiarem. Abrir a escovinha com palmas e fazer aquele barulhão de saco de pipocas sendo estourado por criança serelepe. Escovar, escovar, escovar. Escovar mais um pouco. Limpar as unhas, escovar mais. Olhar os dedos engilhados, escovar só mais um pouco. Entrar na sala de mãos altas, molhadas até os cotovelos. Ser vestida pela enfermeira da sala, virar e aguardar que o capote seja fechado. Receber minhas luvas tamanho 7,0. A partir de então, o cirurgião é estéril. Nada pode tocá-lo, todos se afastam. O respeito pela assepsia e anti-sepsia é quase uma religião. Todos os seus movimentos têm que ser friamente calculados a partir de então, pois uma contaminação pode custar uma vida. Neste momento, você sente o peso da responsabilidade pela vida da Vovó. E diz para si mesmo "Deixa conosco, vovó. Vamos cuidar de você".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  O ritual se inicia, hora de preparar a mesa. Pedir povidine/clorhexidine no copinho metálico segurando a pinça coração com gaze montada. Pintar o corpo da vovó e fazer o campo cirúrgico. Prender os campos com pinças Bakaus. Segurar compressas na borda da incisão e adentrar no lugar mais sagrado de todos os lugares do mundo: o corpo humano. Invadir, por planos anatômicos, numa técnica perfeita que permite ao cirurgião exibir todas as camadas biológicas que separam nossos órgãos do meio externo. Sentir o cheiro do bisturi quente (eu amo). Abrir o peritôneo de um corpo vivo, com vísceras peristálticas, coração batendo, assim como Ephraim McDowell o fez, pela primeira vez na história, em 1809 (tá, ele abriu a pelve). Nossa!! Não há nada no mundo inteiro que se compare à sensação de segurar um coração batendo nas mãos. Alguém faz idéia sequer?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu quero ser cirurgiã. Eu quero ficar gorda e feia, cheia de varizes. Quero entregar meu corpo à arte de excisar a doença com as mãos. Quero segurar tumores hepáticos e repetir para mim mesma "eu tirei". Ver um paciente à beira da morte vivendo 33 longos anos (como Jane Crawford, a primeira paciente operada da história) graças à habilidade de uma cirurgia tecnicamente perfeita que lhe permitiu viver todo este tempo depois de beirar a morte ao sofrer de patologia grave. Saber que a cada dia destes 33 anos, esta pessoa lembrará de sua equipe cirúrgica. De mim. Por mais que não seja amada por todos, serei eternamente lembrada por aqueles que tocar profundamete e, cuja vida mudar eternamente. =)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tem coisa mais linda?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[dream mode on]&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14424928-1645741470473703164?l=cardioscope.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cardioscope.blogspot.com/feeds/1645741470473703164/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14424928&amp;postID=1645741470473703164&amp;isPopup=true' title='5 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14424928/posts/default/1645741470473703164'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14424928/posts/default/1645741470473703164'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cardioscope.blogspot.com/2007/02/miss-grey-wannabe.html' title='&apos;Miss Grey&apos; Wannabe.'/><author><name>Rafa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02709244780673161364</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_KSHhnirFOPQ/SX5_gg_OUWI/AAAAAAAAAKE/Tt2uBMLzfWE/S220/orkut.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_KSHhnirFOPQ/ReKBqk_TfFI/AAAAAAAAAAc/ApymPeZP5fI/s72-c/meredith.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14424928.post-117055718638495778</id><published>2007-02-03T23:45:00.000-03:00</published><updated>2007-02-04T15:51:45.318-03:00</updated><title type='text'>Shallow Hall.</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/x/blogger/7532/1304/1600/731451/model.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://photos1.blogger.com/x/blogger/7532/1304/320/354933/model.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Heey, I'm back! Descobri que tem gente no trabalho que lê isto aqui (pasmem!). Como o último comentário engraçadinho foi sobre a foto do layout, eu já pensei num tópico perfeito para divagar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na verdade, também o ócio acumulado da semana de pré-op, na qual me encontro vetada de todas as atividades sociais noturnas auto-destrutivas de sempre, me deu tempo livre o suficiente para juntar algumas idéias e escrever meus nonsenses de sempre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então... o tópico de hoje é fútil. Literal e metaforicamente. A futilidade &lt;span style="font-style: italic;"&gt;per se&lt;/span&gt;, presente na mídia, nas vitrines, na mente feminina (e masculina em menor escala) e em todo o espaço que sobra, atingindo, se brincar, até a quarta dimensão imaginária do &lt;span style="font-style: italic;"&gt;universe in a nutshell&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O diabo não só veste Prada, mas também é magro, alto, sarado e tem peitos enormes. E todos queremos ser iguais a ele. E queremos nossos namorados(as) na mesma escala. Somos fúteis sempre que nos vemos sendo empurrados para uma nova coleção de inverno e aposentamos nossas roupas ainda recém-inauguradas. É nosso lado &lt;span style="font-style: italic;"&gt;shallow&lt;/span&gt; que nos frustra quando os modelos cada dia menores não nos &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"fit properly"&lt;/span&gt; e é também a futilidade que empurra as mulheres para a anorexia nervosa, nos faz tomar anfetamínicos para malhar, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;whey protein&lt;/span&gt; depois da academia, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;diet shake &lt;/span&gt;no café da manhã e &lt;span style="font-style: italic;"&gt;herba life&lt;/span&gt; no afternoon tea.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As mulheres são a própria personificação do Diabo vestindo Prada, quando se consomem - desta vez apenas metaforicamente - com os olhos e analisam minuciosamente todas as outras ao seu redor, fazendo questão de dividir verbalmente todas as imperfeições detectadas com os terceiros que lhes acompanham. E não adianta negar: não há nada como comentar que fulana engordou, teve um &lt;span style="font-style: italic;"&gt;bad haircut&lt;/span&gt; ou vestiu alguma combinação esdrúxula de roupas para o trabalho naquele dia infeliz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O diabo veste Prada até no hospital! A cirurgia mais realizada no MUNDO todo é a lipoaspiração. Estima-se que 400 mil pessoas por ANO fazem uma lipo apenas no Brasil (segundo a ISTOÉ). Todo mundo tem alguma coisa para tirar, alguma parte do corpo para aumentar e, quando se tira, cabe uma prótese; quando se põe, se acrescenta algo para ser retirado posteriormente. Se hoje se mexe na barriga, amanhã se acorda querendo uma pontinha extra no nariz. É fato: a cirurgia plástica funciona como um &lt;span style="font-style: italic;"&gt;feedback&lt;/span&gt; positivo alimentando a si própria através do estímulo mundial à vaidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu não culpo as mulheres, a mídia, a plástica. Eu sou mais uma vítima. Me opero em 3 dias. Em todos estes dias que antecedem meu pré-operatório, pensei em mil razões para não fazer uma lipo, não colocar silicone, não aumentar os glúteos (tá, a bunda). Pensei em mil complicações anestésicas, técnicas, pós-operatórias a curto e longo prazo. Ouvi mil relatos de operações mal-sucedidas e resultados medíocres. Eu trabalho num centro cirúrgico, e VEJO todo tipo de complicação acontecendo. De fato, talvez seja só o que eu vejo: quem fica bom vai pra casa; os que permanecem no ambiente hospitalar são aqueles que complicam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O fato é que, assim como todas as minhas 399.999 amigas brasileiras só este ano, tenho mil e uma razões para não me submeter esta terça à minha cirurgia, e somente UMA para fazê-lo: minha vontade, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;free will&lt;/span&gt;, direito de ir e vir, a mim atribuido pelos direitos humanos. Minha vontade de acordar e ver tudo aquilo que desprezo em mim mesma desaparecendo. É poder, nas palavras do meu médico, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"ir à praia e pôr um biquini, sem censura, sem me preocupar com absolutamente nada, já que o que me incomoda não está mais lá"&lt;/span&gt;. Juro que estou considerando ser cirurgiã plástica depois de calcular, aproximadamente, o que ele ganha por mês.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Será que isto é verdade? Será mesmo que eu, mulher, inserida no contexto atual, no mundo cosmopolita, envenenado, alienado em que vivemos, vou realmente me achar próxima ao meu referencial de perfeição após esta cirurgia? (Não estou sendo narcisista, estou sendo cética - entendam o tom). Não! Serão só uma ou duas semanas até eu cismar que tenho a bunda caída, as pernas finas e criar uma nova lista de ojerizas estéticas presentes no meu corpo! Arghs!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim, eu sei da verdade. E ainda assim eu estarei no Alfa esta terça, nervosa (sou demais), morrendo de medo e tremendo nas bases; pensando em tudo o que pode acontecer e esperando acordar linda (&lt;span style="font-style: italic;"&gt;yeah, keep dreaming&lt;/span&gt;).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como alguém esclarecida, orientada, médica, cética como eu terminou nesta situação? You tell me. Toda vez que a Milla Jovovich mostra aquele corpo em &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Resident Evil&lt;/span&gt;, eu esqueço dos monstros...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ai, ai. Que merda.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14424928-117055718638495778?l=cardioscope.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cardioscope.blogspot.com/feeds/117055718638495778/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14424928&amp;postID=117055718638495778&amp;isPopup=true' title='4 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14424928/posts/default/117055718638495778'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14424928/posts/default/117055718638495778'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cardioscope.blogspot.com/2007/02/shallow-hall.html' title='Shallow Hall.'/><author><name>Rafa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02709244780673161364</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_KSHhnirFOPQ/SX5_gg_OUWI/AAAAAAAAAKE/Tt2uBMLzfWE/S220/orkut.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14424928.post-116255184110390454</id><published>2006-11-03T08:01:00.000-03:00</published><updated>2007-01-23T01:22:15.476-03:00</updated><title type='text'>mon ami, ma amie.</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/blogger/7532/1304/1600/everybody-needs-a-friend-2.gif"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/7532/1304/320/everybody-needs-a-friend-2.png" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Todo mundo já teve um melhor amigo. Aquela pessoa em quem você confia de olhos fechados e, durante o maior dos desesperos, é em cuja casa você vai para pedir socorro, para ouvir conselhos, pedir um colo ou somente dividir um silêncio frustrado que te conforte. É o seu melhor amigo aquela pessoa pra quem você não tem pudores na hora de se abrir, e se mostra pura e verdadeiramente. Até mesmo seu superego é reprimido para ela.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Eu já tive uma melhor amiga. Aliás, eu me defino como alguém que tem a necessidade emocional de ter uma melhor amiga, posto que meus relacionamentos não duram (ou sequer existem) e eu sinto uma falta natural de um vínculo afetivo duradouro com outra pessoa, assim como gosto de ter meu próprio circle of trust. Trust absoluta, sem jogos ou mentiras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Admito que sou, com ela, um tanto ciumenta. Não considero que seja algo fora do normal ou doentio, o tipo psycho não combina comigo. Mas admito que tenho ciúmes de todos os meus amigos, em especial do que considero meu melhor amigo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fato é que eu gosto da idéia de ter aquela pessoa especial em quem eu confio plenamente e que me defende 100% do tempo, me liga e recebe minhas ligações durante todo o dia e compartilha comigo os momentos mais especiais da minha vida, minhas vitórias e conquistas, assim como minhas decepções e preocupações corriqueiras. Acho que tudo o que eu não consigo ser ou sentir num relacionamento é compensado em amizade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sou uma amiga no sentido pleno da palavra. Para uma pessoa de cada vez, mas sou. É aquele relacionamento em que você briga junto mesmo quando a briga foi começada pelo lado que você está apoiando, só pra não ver ninguém levantando a mão para o seu amigo. Afinal de contas, amizade é tomar partido. Amizade é escolher o lado, bater o pé e brandar aos quatro ventos que aquele é SEU amigo, e quem com isto se incomodar escolha novo círculo de amizades. É ouvir a coisa errada e dizer a certa, é ouvir a certa mesmo quando diz a errada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Penso que se todos tivessem um melhor amigo, o mundo seria feliz. Todos teriam um telespectador para suas vidas e não mais viveriam à mercê da carência afetiva, procurando novos relacionamentos num meio deprimente, dentre pessoas tantas vezes imorais e sem caráter ou mortos dentro de seus casamentos desgastados. Nesta vida, procuramos amores pela necessidade de viver a dois. Pelo prazer de ter um telespectador, pela tranqüilidade de saber que não vamos passar pelo mundo despercebidos, que alguém viveu nossa vida conosco e participou de nossos momentos especiais, guardando-os consigo, assim como nós guardamos nossos próprios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se todos tivéssemos um melhor amigo, o homem cosmopolitano atual não viveria à beira de um ataque de nervos, o mundo contemporâneo não fabricaria sindrômicos de pânico e não se gastaria anualmente milhões em terapia. É fato: ter um melhor amigo sem que haja qualquer envolvimento amoroso que não confiança, admiração e lealdade é maravilhoso e eu recomendo para todos.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14424928-116255184110390454?l=cardioscope.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cardioscope.blogspot.com/feeds/116255184110390454/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14424928&amp;postID=116255184110390454&amp;isPopup=true' title='9 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14424928/posts/default/116255184110390454'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14424928/posts/default/116255184110390454'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cardioscope.blogspot.com/2006/11/mon-ami-ma-amie.html' title='mon ami, ma amie.'/><author><name>Rafa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02709244780673161364</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_KSHhnirFOPQ/SX5_gg_OUWI/AAAAAAAAAKE/Tt2uBMLzfWE/S220/orkut.jpg'/></author><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14424928.post-115933652792878341</id><published>2006-09-27T02:53:00.000-03:00</published><updated>2006-11-12T08:44:20.540-03:00</updated><title type='text'>New profile =)</title><content type='html'>&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;Depois de todo mundo ter criticado meu antigo profile dizendo que estava um nojo, fiz um novo hoje. Aberta a críticas. =P&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma vez me falaram que divagar sobre si é tão difícil quanto entender-se completamente. Posto que o último nunca é bem verdade, descrever-se é uma vã tentativa de passar ao mundo uma imagem superficial do que seríamos verdadeiramente, sem a imposição social que pesa na inibição do superego sobre o id, que nos entregaria por completo sem censura. Diante de tal colocação, pressuponho que possa então falar sobre mim mesma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sou sui generis. Um misto de tudo. Tenho a ambição de análise de Freud, o pessimismo de Schopenhauer e o amor próprio de Narciso. Tenho a irreverência de Lou Salomé, que tudo ousava. Como a última, não acho que poderia ser mais complexa e menos auspiciosa. Tenho um temperamento extremamente forte. Quase sempre o impulso de exteriorizar o que penso se sobrepõe às regras sociais de boa vizinhança, e por isso cultivo certas inimizades. Sou fiel ao extremo com aqueles que amo, e minhas amizades são sólidas e morais. Não desejo mal a ninguém e sou incapaz de machucar dolosamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rebelde por natureza, não aceito meus limites e não permito que me imponham nenhum. Almejo sempre mais e meu horizonte é indefinido. Sonho alto e não me faço descer. Conquisto o que desejo e se desejo mais, faço por onde alcançá-lo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"No mais profundo de si mesmo, o nosso ser&lt;br /&gt;rebela-se em absoluto contra todos os limites.&lt;br /&gt;Os limites físicos são-nos tão insuportáveis quanto&lt;br /&gt;os limites do que nos é psiquicamente possível:&lt;br /&gt;não fazem verdadeiramente parte de nós.&lt;br /&gt;Circunscrevem-nos mais estreitamente do que&lt;br /&gt;desejaríamos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não tenha necessidade de nada!&lt;br /&gt;Não tente adequar sua vida a modelos,&lt;br /&gt;nem queira você mesmo ser um modelo para ninguém.&lt;br /&gt;Acredite: a vida lhe dará poucos presentes.&lt;br /&gt;Se você quer uma vida, aprenda ... a roubá-la!&lt;br /&gt;Ouse, ouse tudo! Seja na vida o que você é, aconteça o que acontecer.&lt;br /&gt;Não defenda nenhum princípio, mas algo de bem mais maravilhoso:&lt;br /&gt;algo que está em nós e que queima como o fogo da vida!!"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Lou Salomé)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nunca me rendo ao sistema (piada interna, costumo dizer). Não me adequo a modelos, não rotulo nem gosto de ser rotulada. Vivo cada dia como se fosse meu último num eterno Carpe Diem, tenho Déjà Vus constantemente e a neuroquímica psíquica de Boirac me faz achar que já vivi bem mais do que lembro. Amo por dentro, estereótipos não me atraem. Gosto do único, do diferente, do sui generis como eu. Pessoas ímpares, singulares, gases nobres.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Consigo muitas vezes ver através das pessoas, tenho mania de analisar tudo e a todos, de modo que reparo em pequenos detalhes e percebo sutilezas que só a linguagem corporal seria capaz de demonstrar. A sociedade hipócrita em que vivemos se revela para mim aos poucos desta forma, e rio constantemente diante da ironia deste mundo. Não tenho a petulância de crer que conheço o mundo aos 22 anos, mas espero um dia saber de tudo um pouco. Ou assim pretendo. Aprender me fascina, mentes brilhantes me apaixonam. Verdadeiros mestres me tocam o coração. A arte de exteriorizar conhecimento e fazer ciência me traz o maior dos êxtases. Penso em um dia ensinar... quando me julgar digna de tal. Ainda estou longe de saber o suficiente para passar adiante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A medicina é apaixonante, sou envolvida diariamente pelos pacientes que passam por minha vida. Já chorei por ter julgado que fiz menos do que poderia ter feito. Já chorei por ter salvo e já chorei por não ter conseguido, apesar de ter tentado. Já cheguei em casa sem forças para dar um só passo a mais, já trabalhei até a exaustão. Faria tudo de novo se pudesse. Sou apaixonada pela minha profissão, e nada satisfaz mais, preenche mais a alma de um ser humano do que o sentimento de ter salvo a vida de outro. Amo todos os que passam por mim profissionalmente, espero tocar no coração dos meus pacientes como estes tocam no meu diariamente.&lt;br /&gt;Pretendo ir longe, onde o vento me levar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mundo é pequeno para mim e para tudo o que ainda quero realizar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Viajo em 2007, se despeçam de mim =)&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14424928-115933652792878341?l=cardioscope.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cardioscope.blogspot.com/feeds/115933652792878341/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14424928&amp;postID=115933652792878341&amp;isPopup=true' title='3 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14424928/posts/default/115933652792878341'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14424928/posts/default/115933652792878341'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cardioscope.blogspot.com/2006/09/new-profile.html' title='New profile =)'/><author><name>Rafa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02709244780673161364</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_KSHhnirFOPQ/SX5_gg_OUWI/AAAAAAAAAKE/Tt2uBMLzfWE/S220/orkut.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14424928.post-115723436596987801</id><published>2006-09-02T18:39:00.000-03:00</published><updated>2006-10-28T02:47:09.000-03:00</updated><title type='text'>Big Family</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/blogger/7532/1304/1600/imippp.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/7532/1304/320/imippp.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;É difícil, cansativo, algumas vezes exaustivo. Não ter vida social também incomoda. Não sair, não ter amigos que não vestem branco, não jantar fora, não namorar. É depressivo dormir num sábado à noite (hoje) agradecendo pelo tempo livre pra descansar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas durante toda a nossa escravidão, nada como trabalhar numa segunda casa, com uma grande família feliz como esta daí de cima. Foto do rodízio ma-ra-vi-lho-so que estamos tendo no IMIP, mês do ambulatório. É fato, eu amo o que faço. =)&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14424928-115723436596987801?l=cardioscope.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cardioscope.blogspot.com/feeds/115723436596987801/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14424928&amp;postID=115723436596987801&amp;isPopup=true' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14424928/posts/default/115723436596987801'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14424928/posts/default/115723436596987801'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cardioscope.blogspot.com/2006/09/big-family.html' title='Big Family'/><author><name>Rafa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02709244780673161364</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_KSHhnirFOPQ/SX5_gg_OUWI/AAAAAAAAAKE/Tt2uBMLzfWE/S220/orkut.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14424928.post-115489363186187317</id><published>2006-08-06T16:44:00.000-03:00</published><updated>2006-10-24T21:08:29.816-03:00</updated><title type='text'>Quero.</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/blogger/7532/1304/1600/quero.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/7532/1304/320/quero.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Hoje pensei tanto *nele*, que tá tão longe. Ownnn... =( deu uma saudade tão grande dele... já faz quanto tempo? 4 meses? Parece tanto quando só se passa semanas ao lado alguém.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Andei refletindo... (quando eu faço isso, geralmente o blog é quem ganha).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Faz quase 2 anos que eu não sei o que é namorar. Tipo, namorar mesmo. Minha vida foi ficando tão séria e corrida durante a semana, e tão irresponsável nos fins de semana que deleguei meu afeto a décimo plano... aliás, eu sempre deixei bem claro que eu não gosto de namorar, que dá trabalho, que não tenho paciência... e agora estudo e trabalho de segunda a segunda e parece não haver mais tempo pra nada... o que está me fazendo sentir um vazio enorme.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acho que minha vida seria tão mais feliz se eu tivesse alguém pra ligar no fim do dia. Alguém pra dar boa noite e bom dia, ir ao cinema na sexta à noite... assistir DVDs em casa debaixo de um edredon bem fofinho, num quarto frio e escuro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cheguei à conclusão de que:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu quero alguém que me diga que eu sou linda, que me faça massagem e me espere chegar do plantão com um café da manhã bem gostoso. Quero dar presente de namoro, chocolate, perfume, tomar casillero comendo queijo brie na frente da TV de madrugada. Quero ferrero rocher, kinder bueno, fins de semana no gavôa, na casa de aldeia de renatinha (tu emprestaria de novo, né?).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quero brigar e fazer as pazes, arrancar os cabelos de ciúmes... ouvir que sou psicopata, louca, maníaca e que ninguém é brabo e ciumento assim. E pedir desculpas dizendo que vou mudar (tudo mentira). Quero jogar rpg junto, brigar dizendo que a blackrock plate é um tipo de plate, e não uma armadura diferente. Explicar a história do jogo e mandar ele jogar fora todos os itens mágicos que vai precisar pra fazer a quest, dizendo que não têm importância e 5 leveis depois descobrir que tinha importância e que ele agora me odeia até eu jogar tudo de novo até chegar naquele level pra ele novamente. kkkkkkkkk&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quero brigar pq eu desenhei mais feio e fui desenhada mais bonita, quero CD com músicas de nós dois, pra ouvir sozinha quando estiver com saudades. Quero fazer dueto de violão, cantar junto e ouvir que sou uma ótima segunda-voz, mas que não tente competir. Quero tocar pandeirola e quero que digam que minha falta de coordenação é linda. Quero brigar e ouvir alguma música maldita que me faça chorar (nem lembro mais como é chorar... arf).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quero viajar nos fins de semana, conhecer a sogra, os amigos e o cachorro. Quero ouvir que eu só alimento britney com porcaria e brigar pq jogo farelo de salgadinho no chão do lado da cama. Quero tomar cappuccino numa cafeteria basfond, jantar à luz de velas. Quero alguém que saiba cozinhar e que mangue pq eu não sei fazer um ovo frito. Quero alguém que adoeça só pra fazer charme pedindo pra eu cuidar. Que imite gollum do Senhor dos Anéis de madrugada só pra me fazer medo, que lute jiu-jitsu comigo e me imobilize até eu dar 3 tapinhas e dizer que não quero mais brincar. Quero alguém que me fale que tenho orelhas de elfo e que são lindas mesmo assim. Que me dê vinho até a morte pra ver se eu perco a vergonha, que me faça perder a hora de todos os meus compromissos e pagar as faltas feliz da vida 1 mês depois. Quero alguém que fique esperando pra me ver toda pronta pra sair pro hospital, depois me puxe pelo estetoscópio e me faça ficar mais meia horinha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quero alguém que diga que minha boca é a última que quer beijar. Que mate todo mundo que falar mal de mim, que brigue por mim e que diga que não quer mais ninguém no mundo se não puder ter a mim. Quero usar anelzinho com gravação, colarzinho com letrinha, quero colocar foto a dois no fundo do celular, porta-retratos na cabeceira da cama. Quero dormir de conchinha, fazer compras no shopping aos domingos, passear na praia no fim do dia, viajar pras montanhas quando estiver beeeem frio e ficar numa pousada com lareira. =)~&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quero alguém que tire meu fôlego, que me deixe nervosa. Que seja mais inteligente do que eu e faça eu me sentir burra. Quero alguém que me ensine coisas, que me indique bons livros e me fale sobre coisas que não sei. Que me leve a lugares que não conheço, que me cite poemas que nunca li. Que me mostre músicas que nunca ouvi. Que me diga que me ama (eu nem lembro mais como é ouvir isso) e que DEMORE a fazê-lo, para que tenha valor. Quero alguém que abale meu mundo, que inverta o movimento de rotação da terra, que me deixe com nó na garganta, que me faça sorrir por tê-lo e chorar por ter medo de perdê-lo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ai, ai....&lt;br /&gt;Ownnnnnnnnn... =~&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu quero =(&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14424928-115489363186187317?l=cardioscope.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cardioscope.blogspot.com/feeds/115489363186187317/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14424928&amp;postID=115489363186187317&amp;isPopup=true' title='15 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14424928/posts/default/115489363186187317'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14424928/posts/default/115489363186187317'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cardioscope.blogspot.com/2006/08/quero.html' title='Quero.'/><author><name>Rafa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02709244780673161364</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_KSHhnirFOPQ/SX5_gg_OUWI/AAAAAAAAAKE/Tt2uBMLzfWE/S220/orkut.jpg'/></author><thr:total>15</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14424928.post-115098484509544633</id><published>2006-06-22T10:58:00.000-03:00</published><updated>2006-06-22T11:01:27.906-03:00</updated><title type='text'>"He who does not obey himself is ruled by others."</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/7532/1304/1600/wept.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/7532/1304/320/wept.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;"There is a basic division in the ways of men: those who wish for peace of soul and happiness must believe and embrace faith, while those who wish to pursue truth must forsake peace of mind and devote their life to inquiry. ... You must choose between comfort and true inquiry! If you choose... to be liberated from the soothing chains of the supernatural, if... you choose to eschew belief and embrace godlessness, then you cannot in the same breath yearn for the small comforts of the believer! ...If you choose to be one of those few who partake of the pleasure of growth and the exhilaration of godless freedom, then you must prepare yourself for the greatest pain. They are bound together and cannot be experienced apart! If you want less pain, then you must shrink, as the stoics did, and forgo the highest pleasure."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quote de "When Nietzsche Wept", Irvin D. Yalom &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14424928-115098484509544633?l=cardioscope.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cardioscope.blogspot.com/feeds/115098484509544633/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14424928&amp;postID=115098484509544633&amp;isPopup=true' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14424928/posts/default/115098484509544633'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14424928/posts/default/115098484509544633'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cardioscope.blogspot.com/2006/06/he-who-does-not-obey-himself-is-ruled.html' title='&quot;He who does not obey himself is ruled by others.&quot;'/><author><name>Rafa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02709244780673161364</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_KSHhnirFOPQ/SX5_gg_OUWI/AAAAAAAAAKE/Tt2uBMLzfWE/S220/orkut.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14424928.post-114936209100707204</id><published>2006-06-03T16:06:00.000-03:00</published><updated>2006-06-03T16:19:48.540-03:00</updated><title type='text'>War against our hearts.</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Ontem estava conversando com uma amiga sobre a capacidade que o ser humano tem de estragar as coisas belas que sente. Na verdade, é bem assim: ela gosta de alguém, que também gosta dela. Ambos negam para os terceiros e admitem apenas para um amigo próximo, que dá conselhos inaudíveis. Eis que eu sou esta amiga próxima em um dos lados. Então, ouço que no fundo se gosta, por fora de jeito algum e para os outros há até desdém.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta história soa familiar? Pois é. Quem melhor do que eu para dar conselhos e impedir que aconteça com ela o que eventualmente aconteceu entre eu e alguém há alguns anos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mandei-lhe escrever uma mensagem de texto. Disse-lhe que o elevador poderia cair e ela poderia morrer nos próximos 5 segundos. Um avião poderia cair em sua cabeça. O mundo poderia acabar e o maior arrependimento dela seria não ter dito a ele o quanto o amava em seus últimos segundos. Ela mandou a mensagem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele não atendeu. Ela se arrependeu. Me olhou com aquele ar de "foi tudo culpa sua".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fomos a um bingo e jogamos R$ 20 (eu nunca havia ido antes). Perdemos tudo, nem uma cartelinha premiada de consolação. Azar no jogo, sorte no amor?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Espero que vocês (vale para os dois) parem de mentir pro espelho. Que feio.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14424928-114936209100707204?l=cardioscope.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cardioscope.blogspot.com/feeds/114936209100707204/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14424928&amp;postID=114936209100707204&amp;isPopup=true' title='7 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14424928/posts/default/114936209100707204'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14424928/posts/default/114936209100707204'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cardioscope.blogspot.com/2006/06/war-against-our-hearts.html' title='War against our hearts.'/><author><name>Rafa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02709244780673161364</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_KSHhnirFOPQ/SX5_gg_OUWI/AAAAAAAAAKE/Tt2uBMLzfWE/S220/orkut.jpg'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14424928.post-114645823192399784</id><published>2006-05-01T01:36:00.000-03:00</published><updated>2006-05-01T01:45:00.153-03:00</updated><title type='text'>I miss the princess.</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Hoje fui ao XII Congresso Brasileiro de Medicina Intensiva, realizado - pasmem - aqui no brejo de Recife-PE, no Centro de Convenções. Cheguei por volta da hora do almoço e assisti a uma palestra sobre resistência bacteriana (fantástica, por sinal) e fui me dirigindo para o centro do lounge após sair do auditório. Observei a agenda de programações que havia recebido e me vi dividida entre as duas próximas palestras: ventilação mecânica ou nefrointensivismo? Hmmmmmm, dúvida cruel. E agora, e agora? Nefrointensivismo. Cheguei lá e a mulherzinha (com aquele ar de superioridade) me olha com desdém e diz "auditório lotado, a dra. deveria ter chegado antes". Aham, tá. Olho pra agenda de novo e vejo "Atendimento ao politrauma: Controvérsias na Morte da Princesa Diana". Nossa! Eu quero ver! Isso é quase uma reportagem da CARAS de medicina, né! Vida alheia sempre interessa, especialmente a da princesa Diana (a quem eu - como todo o resto do mundo - também amava). Palestrante: Kenneth Mattox (EUA), Chefe de um grande centro de Houston. "Será o pai biológico do maddox, filho adotivo da angelina jolie?" - pensei. Parece nome de herói de jogo de ação de computador. Duke Nukem. Mattox.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pausa para esclarecer que esta baboseira logorréica é fruto do meu cansaço enquanto escrevo. Estou um caco (acabei de chegar do congresso).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voltando à narrativa... cheguei ao teatro guararapes e sentei no meio do zilhão de pessoas (o arquiteto desse lugar era megalomaníaco). Mattox começou a falar sobre o acidente de Diana, exibiu simulações computadorizadas mostrando a trajetória do carro, os pontos de impacto e as possíveis lesões que um paciente no lugar ocupado pela princesa poderia sofrer com a desaceleração brusca. Mostrou o atendimento do SAMU (sim, na Europa também tem) no meio da rua, citou todos os procedimentos realizados no pronto-atendimento, inclusive as suturas de face, administração de ringer lactato (foram de 6 a 8 litros... nossa), reanimação frente à parada no local, 40min após o impacto... enfim. Nesta hora lembrei das aulas de traumatologia e do ATLS no 5o período e me deu um pouco de sono. Comecei a fechar os olhos...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi aí que ele fez aquela voz Hollywoodiana de narrador de cinema com accent totalmente americano e disse em tom macabro que a ambulância havia parado a 400m do hospital francês para onde se dirigia e toda a equipe da ambulância havia descido e ido para o compartimento traseiro do veículo, onde havia passado 10 minutos e depois todos haviam retornado a seus respectivos lugares e seguido viagem. Segundo os paramédicos e o anestesiologista que acompanhavam Lady Di na ambulância, a razão da parada foi porque a princesa teve uma PCR (parada cardíaca), e precisou ser ressuscitada. Chegando ao hospital (Dr. Mattox continuava narrando com voz macabra), o médico de plantão a examinou e rapidamente bipou Dr. alguma-coisa-em-francês, a maior autoridade em cirurgia cardíaca da frança, que compareceu ao hospital prontamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesta hora ele pausa o discurso e fala em câmera lenta "what would YOU do?"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Silêncio...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele retoma dizendo que o cirurgião optou por uma toracotomia lateral, que depois expandiu para o outro lado e abriu o tórax de Lady Di por completo... e ao adentrar a cavidade pericárdica... "there was NO heart."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todos fizeram "OOOOooohhh!!"... e ficou aquele silêncio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu comecei logo a imaginar que os paramédicos tinham extraido o coração da princesa na tal ressuscitação misteriosa e planejavam vender no mercado negro a zilhões de dólares... ou talvez a rainha com raiva mandou matarem a lady di, tirou o coração dela e colocou no formol na prateleira do closet dela dentro do castelo, depois contratou um kamikaze parente dos árabes que se jogaram no world trade center e mandou ele bater o carro no túnel parisiense. Mil teorias da conspiração. Para onde foi o coração da princesa Diana?!?!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Claro que eu não vou estragar o mistério. Pausa para pensar se eu escrevo logo tudo aqui ou deixo o final para um outro post (que só será feito daqui a semanas)...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hmmmmmmmmmmmmmm&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não consigo. hehehe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O coração da princesa Diana, na verdade, devido ao impacto e à força resultante do mesmo sob o movimento pendular do coração (sim, há um movimento pendular cardíaco, um tanto sutil),  atravessou o pericárdio, rasgou a parede do divisor mediastinal e penetrou dentro de um dos pulmões (não entendi se entre os lobos ou atrás do pulmão propriamente dito), ocasionando uma ruptura da artéria pulmonar e justificando o achado de hemotórax lobular do raio x da emergência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Resumo da ópera: ela na verdade morreu de estrangulamento cardíaco, algo raríssimo e muito pouco visto na prática de politraumas. E para me deixar ainda mais deprimida, segundo Dr. Mattox, não havia absolutamente NADA que médico algum do mundo pudesse ter feito para mudar o desfecho do quadro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ping. =~(&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14424928-114645823192399784?l=cardioscope.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cardioscope.blogspot.com/feeds/114645823192399784/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14424928&amp;postID=114645823192399784&amp;isPopup=true' title='5 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14424928/posts/default/114645823192399784'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14424928/posts/default/114645823192399784'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cardioscope.blogspot.com/2006/05/i-miss-princess.html' title='I miss the princess.'/><author><name>Rafa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02709244780673161364</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_KSHhnirFOPQ/SX5_gg_OUWI/AAAAAAAAAKE/Tt2uBMLzfWE/S220/orkut.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14424928.post-114428805867716685</id><published>2006-04-05T22:30:00.000-03:00</published><updated>2006-04-05T22:48:41.550-03:00</updated><title type='text'>Mentally blocked.</title><content type='html'>&lt;p align="center"&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/7532/1304/1600/medcurso.0.jpg"&gt;&lt;img style="CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/7532/1304/320/medcurso.0.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;(www.medcurso.com.br)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/7532/1304/1600/medcurso.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;div align="justify"&gt;Comecei a fazer este curso em São Paulo (tem aulas em todo o Brasil) e pensei: "ah, tô trabalhando demais, não vou me forçar a estudar pro medcurso enquanto estou em sampa, quando chegar em Recife eu juro que fico em dia". Já em recife, não havia como ficar em dia em Nefrologia, haja vista que já haviam sido dadas 4 das 6 apostilas. Desisti de Nefro. Cirurgia era extremamente chato (trauma mais uma vez pra quem já foi forçado a ler o ATLS 3 ou 4 vezes é um martírio) e pensei: vou esperar o próximo módulo. Medprev? Tá louca, bonita? Eu não vou estudar isso. Pediatria: Muito chato. Obstetrícia: idem. Reumatologia: "Viva! Finalmente algo interessante!" Deu tempo? Não. Hemato: tá aqui do meu lado me olhando dizendo "me estuda. me estuda. me estuda." no mesmo tom daquela propaganda que fazia "compre batom. compre batom."&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Papai do céu, me dá coragem de estudar. =(&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14424928-114428805867716685?l=cardioscope.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cardioscope.blogspot.com/feeds/114428805867716685/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14424928&amp;postID=114428805867716685&amp;isPopup=true' title='4 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14424928/posts/default/114428805867716685'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14424928/posts/default/114428805867716685'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cardioscope.blogspot.com/2006/04/mentally-blocked.html' title='Mentally blocked.'/><author><name>Rafa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02709244780673161364</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_KSHhnirFOPQ/SX5_gg_OUWI/AAAAAAAAAKE/Tt2uBMLzfWE/S220/orkut.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14424928.post-114359962451250873</id><published>2006-03-28T23:29:00.000-03:00</published><updated>2006-03-28T23:40:19.416-03:00</updated><title type='text'>Countess of Monte Cristo</title><content type='html'>&lt;p align="center"&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/7532/1304/1600/The-Count-of-Monte-Cristo.1.jpg"&gt;&lt;img style="CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/7532/1304/320/The-Count-of-Monte-Cristo.1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/7532/1304/1600/The-Count-of-Monte-Cristo.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Comecei a ler "The Count of Monte Cristo", de Alexandre Dumas. Versão em inglês, mil-quinhentas-e-lá-vai-o-trem páginas, ainda estou perto da 100. Me identifiquei profundamente com Edmond Dantès, cuja felicidade e virtudes despertaram a inveja dos enojáveis Fernand Mondego &amp;amp; Baron Danglars, detentores de tamanha pobreza de espírito a ponto de acusar falsamente Dantès de traição política e aprisioná-lo durante anos, apenas por ganância e inveja do amor da bela Mercedes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mundo infelizmente é assim. Já não basta que pessoas feias sejam criticadas por não pertencerem ao padrão de beleza estabelecido pela mídia, pessoas gordas sejam excluídas, pessoas pobres sejam inferiores e pessoas burras incapazes. Agora, pessoas lindas são invejadas e chamadas de feias, e seus corpos minuciosamente avaliados por olhares venenosos à procura de imperfeições. O caráter nem chega a ser posto à prova, as pessoas julgam e rotulam sem conhecer, difamam e espalham boatos sem nem sequer saber se há embasamento para os mesmos. Bons relacionamentos são sabotados, ruins são motivos de piada. Dinheiro é sinônimo de arrogância, petulância e sentimento de superioridade, e a falta do mesmo é associada à falta de estilo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguém lindo, inteligente, honesto, competente e que viva bem tem cinco legiões de invejosos que estão logo na esquina esperando pelo primeiro pedaço de papel para forjar uma acusação e destruir suas vidas, à semelhança de Fernand Mondego.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É lastimável que haja pessoas tão amargas assim, que refletem para o mundo a infelicidade que paira em suas vidas e deixem-se nortear pela falta de valores morais que deveriam ter nascido no coração familiar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desejo a vocês auto-estima e felicidade. Gostaria de dizer que não sinto pena, mas seria mentira. Lamento por todos os que deixam comentários inescrupulosos aqui, onde escrevo coisas que para mim são tão importantes. O mesmo para os que falam inverdades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Façam regime, estudem, trabalhem e tenham uma vida melhor ao invés de trazer coisas ruins à minha.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14424928-114359962451250873?l=cardioscope.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cardioscope.blogspot.com/feeds/114359962451250873/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14424928&amp;postID=114359962451250873&amp;isPopup=true' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14424928/posts/default/114359962451250873'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14424928/posts/default/114359962451250873'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cardioscope.blogspot.com/2006/03/countess-of-monte-cristo.html' title='Countess of Monte Cristo'/><author><name>Rafa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02709244780673161364</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_KSHhnirFOPQ/SX5_gg_OUWI/AAAAAAAAAKE/Tt2uBMLzfWE/S220/orkut.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14424928.post-113955481648906195</id><published>2006-02-10T03:57:00.000-03:00</published><updated>2006-02-10T04:11:07.526-03:00</updated><title type='text'>The Meeting</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/7532/1304/1600/heart.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/7532/1304/320/heart.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Madrugada de quinta-feira, 1h. Após 5 horas de aulas exaustivas depois de um dia cheio que seguiu um outro dia cheio e uma madrugada de plantão, estou na casa de Renatinha em nosso brunch semanal para fins acadêmicos (ambas estudávamos) e, durante a pausa para espairecer, discutíamos acerca do encontro com o grande amor de nossas vidas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isto me inspirou a escrever. Pensei em várias coisas que já me fugiram à mente em meio às novas prescrições, mas de algumas ainda lembro. Serão estas que nortearão minhas palavras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O meu encontro com o grande amor da minha vida certamente seria inesperado, inconfundível e indelével. Provavelmente seria longe daqui, haja vista que o universo recifense já me saturou por completo. Imagino que eu o veria primeiro, e instantaneamente saberia tratar-se da pessoa que procurei por todos estes anos. A energia talvez me dissesse... ou algum processo bioquímico estranho, uma descarga adrenérgica inesperada e sem explicação plausível que fizesse meu coração entrar numa desesperada taquicardia irreversível. Estaríamos na rua? Creio que sim. Provavelmente estragaria meu propósito primordial do deslocamento, haja vista que perderia todo o tempo entre o primeiro olhar e o último apenas apreciando e congelando aquele momento que, por mais ínfimo que fosse, estaria prestes a tornar-se eterno.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acho que preferiria encontrar o amor da minha vida numa passagem por algum lugar, pois creio que só assim teria coragem suficiente para dizer-lhe, sem introduções pessoais prévias, qualquer coisa que lhe mostrasse a singularidade de protagonizar aquele encontro. Rezo para que neste dia eu consiga vencer minhas barreiras e demonstre o turbilhão de emoções fervendo dentro de mim, mas duvido que consiga. Provavelmente iniciarei uma conversa sem propósitos e soltarei elogios ocasionais até onde minha timidez me permitir. Uma vez iniciada uma conversa com alguém tão especial, por mais casual que esta última pareça, beberei de cada segundo para tentar penetrar no olhar do meu amor, e tentarei ver se lá dentro há algo que espelhe minha paixão à primeira vista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez me perca na conversa, talvez gagueje. Não perderei, no entanto, o brilho nos olhos ou a sinceridade das palavras e deixarei transparecer todo o conjunto de emoções intensas e desconhecidas que cada palavra a mim dita causará. Espero que haja reciprocidade. Espero ver no olhar do meu amor pelo menos parte do que acho que este verá no meu. Já seria suficiente para me encorajar a dizer-lhe que aquele momento separaria a minha vida em duas: antes e depois de conhecê-lo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se depois de tudo isso eu tiver a sorte de beijar-lhe os lábios, trocar olhares apaixonados, compartilhar noites, manhãs, até dias inteiros e mostrar ao meu amor um pouco de mim, serei alguém realizado. Mostrarei-lhe meu eu sem disfarces, máscaras ou barreiras, apenas e simplesmente o que sou para mim e para mais ninguém. Tentarei ser digna de fazê-lo se mostrar também tão pura e simplesmente, e só oferecerei ternura e amor em retorno a todos os seus defeitos e limitações. Amarei cada falha, admirarei cada virtude e compartilharei cada sonho. Se puder viver de tudo isso um pouco, por mais que seja breve, terá sido eterno. E jamais esquecerei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi pra você. Eu volto.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14424928-113955481648906195?l=cardioscope.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cardioscope.blogspot.com/feeds/113955481648906195/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14424928&amp;postID=113955481648906195&amp;isPopup=true' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14424928/posts/default/113955481648906195'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14424928/posts/default/113955481648906195'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cardioscope.blogspot.com/2006/02/meeting.html' title='The Meeting'/><author><name>Rafa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02709244780673161364</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_KSHhnirFOPQ/SX5_gg_OUWI/AAAAAAAAAKE/Tt2uBMLzfWE/S220/orkut.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14424928.post-113389271567319240</id><published>2005-12-06T14:39:00.000-03:00</published><updated>2005-12-06T15:26:44.236-03:00</updated><title type='text'>All about loving you.</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/7532/1304/1600/hunf.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/7532/1304/320/hunf.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Sabem como é quando acontece um daqueles dias em que, quando a gente menos espera, acaba dando de cara com aquela pessoa que há séculos não via, mas na qual nunca deixou de pensar?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Não apenas qualquer pessoa que esteve distante por um tempo, mas *Aquela Pessoa* com quem você não queria, não poderia e não deveria ter encontrado, por saber exatamente do efeito que a mesma tem sobre você. Alguém que marcou o suficiente para ser lembrado pelo resto da vida e, ao mesmo tempo, que machucou o suficiente para você querer distância com medo do pouquinho de sanidade que lhe restou. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;A última pessoa do mundo que você gostaria de encontrar é, muitas vezes, aquela em quem você mais pensa. Uma vez ou outra ela sempre faz o favor de cruzar o seu caminho para lhe mostrar o quanto você é fraco e sem domínio dos seus próprios sentimentos. Aí aquela barreira enorme que você passou meses a fio construindo para guardar seu coração fraco, pequenininho, machucado, é desfeita. E ele leva mais um golpe. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Há muito tempo eu citava com freqüência uma expressão sobre o "travesseiro", da qual não me recordo agora, que dizia que esse é sempre o detentor de nossos mais profundos segredos. Porque só ele sabe em quem pensamos antes de dormirmos. Só ele sente o gosto amargo daquela lágrima de tristeza que cai antes de adormecermos. Só ele sabe o que sentimos ao ouvirmos aquela música, ao vermos aquele vídeo ou ao olharmos para aquela foto. E só ele sabe o que sentimos quando encontramos, de fato, aquela pessoa.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;... eu confesso que aconteceu comigo há alguns meses. É terrível.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Ao ficar a poucos centímetros de distância, tudo parece pequeno. Tudo parece efêmero e insignificante. Nestas horas, a vida se torna um grande Carpe Diem. Uma onda de angústia toma conta de você e aquela voz vem de dentro e te diz "baixa a guarda". É o pobre coração pedindo, num último suspiro, que a razão saia de cena. E você aguenta bravamente, luta enquanto pode, faz toda aquela pose de "I just don't care", fala com todos da festa e, mesmo sem olhar, sabe exatamente onde a outra pessoa está, e vive cada segundo daquele momento numa eterna batalha contra o impulso de atravessar o salão, abraçar, matar as saudades, sentir aquele perfume mais uma vez. E dizer que você nunca esqueceu, nunca parou de pensar, nunca deixou de sentir um arrepio quando aquela música tocava.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;De repente, você esquece tudo o que aconteceu na sua vida desde que ele se foi. Esquece todos os outros affairs, todos os outros namorados... tudo. Parece que foi ontem que vocês brigaram e você decidiu que não mais faria parte da vida dele. Parece que tudo foi há cinco minutos. Você chorou, viu ele chorando. Foi embora, chorou mais. E tudo o que você viveu desde então torna-se insignificante diante do mar de tristezas que iniciou esta nova fase da sua vida sem ele.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Você se lembra daquele telefonema que ele te deu aos prantos dizendo que sentia a sua falta. E se lembra de quando ele te ligou enquanto você estava dormindo ao lado de outra pessoa, meses depois. Lembra como você ficou com os olhos cheios d'água quando, no meio daquela festa, tocou a música de vocês. E como você jogou fora todos os seus cds que te lembravam dele, mas todo porteiro com rádio de pilha fazia o favor de sintonizar exatamente onde tocaria aquela música.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Tudo pára. O som da festa desaparece. Você se vê sozinho, num quarto escuro, com flashes passando bem diante de você. Imagens, quase pequenos vídeos de vocês e dos momentos que viveram juntos. Aqueles momentos dos quais ninguém sabe da existência, exceto vocês dois. Você vê aquele olhar brilhando, o sorriso e a felicidade inocentes que pincelavam suas feições enquanto ele te olhava. Você lembra daquele perfume... o mesmo que está ali, neste exato momento, a metros de onde você está. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;A esta hora, a razão já se foi. Aí você baixa a cabeça, respira fundo, luta contra, implora pra conseguir sair dali, mas acaba sendo derrotado. Abre os olhos e vê ele bem diante de você, ali. No meio da festa. Olhando com toda a profundidade do mundo. E você baixa a guarda. A falta de defesas em ambos os lados afeta igualmente aos dois. Você olha tão profundamente que chega a ver aquela pessoa perdida, que você sempre soube que não existiu para mais ninguém, exceto para você, e dentro da sua cabeça. E ele vê você, pura e simplesmente, o que depois dele ninguém mais viu inteiramente. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Quando você se dá conta, já estão conversando. Ele fala tudo aquilo que você queria ouvir, e você fala de volta tudo aquilo o que não queria falar. Sente os olhos se encherem de lágrimas. Abraça, sente aquele cheiro familiar. O coração fica quentinho, feliz, sorrindo. Você vai às nuvens e congela aquele minuto. Torna a memória inesquecível, indelével. Ele diz que você não esqueça do que conversaram. Você vai para casa feliz.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Aí a realidade bate e junta aquele pedacinho de céu com tudo o que já aconteceu. O filme colorido fica preto-e-branco. Você não sabe o que pensar... e começa a se perguntar se tudo realmente aconteceu como você lembra ou se foi fantasia da sua cabeça. E começa a pensar que talvez você tenha criado toda a situação, e ele tenha meramente participado como figurante. Você espera que ele apareça na sua vida se jogando do topo de um prédio pra te fazer acreditar no quanto ele gosta de você, mas isto não acontece. Nem você vai atrás.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Aí você se convence de que aquilo tudo foi um sonho que só aconteceu pra você. Chora. E quem está à sua volta percebe que no fundo você não é de ferro, não é frio, não é insensível. Apenas já sofreu demais. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Você dorme, acorda e finge que nada aconteceu. A barreira já está lá novamente e você tem aquele ar inabalável de volta.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Até encontrá-lo novamente e tudo se repetir.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14424928-113389271567319240?l=cardioscope.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cardioscope.blogspot.com/feeds/113389271567319240/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14424928&amp;postID=113389271567319240&amp;isPopup=true' title='4 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14424928/posts/default/113389271567319240'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14424928/posts/default/113389271567319240'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cardioscope.blogspot.com/2005/12/all-about-loving-you.html' title='All about loving you.'/><author><name>Rafa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02709244780673161364</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_KSHhnirFOPQ/SX5_gg_OUWI/AAAAAAAAAKE/Tt2uBMLzfWE/S220/orkut.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14424928.post-113192296784242603</id><published>2005-11-13T19:35:00.000-03:00</published><updated>2005-11-14T16:39:54.970-03:00</updated><title type='text'>Back from ashes...</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Bom... passei um bom tempo sem escrever aqui. Puro hiato criativo, havia assuntos. Havia coisas que poderia ter comentado rapidamente, histórias engraçadas, grandes dilemas, dias depressivos... Foi pura preguiça de escrever. Puro bloqueio. I was just fed up. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Hoje, por algum motivo desconhecido, me deu vontade de voltar a escrever no blog.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ando estudando demais, trabalhando demais, dormindo de menos e fazendo todo-o-resto de muito menos. Queria namorar, mas este fim de mundo não tem ninguém que me agrade o suficiente para me fazer pular do precipício, para abrir mão da minha eterna estabilidade emocional. Queria viajar, mas estudante de medicina é peão e não pode se ausentar por muito tempo por causa dos plantões - de graça, eu gostaria de acrescentar - nos quais fazemos todo o trabalho pra tocar pra frente os serviços de emergência públicos daqui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ontem um amigo me chamou para assistir a "Minha vida sem mim". Sarah Polley é Ann, que descobre que tem câncer metastático e está prestes a morrer num período de 2 a 3 meses. Ela começa a fazer uma lista chamada "things I want to do before I die", e o desenrolar do filme é basicamente ela cumprindo os itens da lista. Depressing, I know. Eu tentei pensar hoje na minha "to do list"...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu acho que iria querer arrumar um namorado, pra pelo menos ter alguém pra chorar por mim passionalmente. Viajar pra bem longe daqui, conhecer Londres, ver neve. Seríamos tão mais felizes se vivêssemos com um pouquinho desse ar de "carpe diem"...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não que eu ache que todos nós deveríamos sair fumando, bebendo e nos drogando até dizer basta, como se o mundo fosse acabar em 24 horas. Apenas acho que todo mundo vive num eterno estado de inércia. Eu pelo menos vivo. Todos os meus dias são previsíveis, minha rotina é desenhada na madrugada da segunda, estipulando todos os prováveis acontecimentos e mínimas variações até a sexta. Maybe my life is just passing by.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acabei de lembrar que Rilke tinha um quote fantástico falando sobre a inércia dos relacionamentos, mas não se aplica aqui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Queria ir a Londres amanhã. Queria estar me formando hoje, ser aprovada no IELTs e no PLAB, pegar o primeiro avião e sair pela Kensington High Street e pela Oxford Street com uma placa de papelão no pescoço dizendo "Physician Looking for Work".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acho que este seria mais um item na minha to do list. Talvez o primeiro. Tá, enjoei de escrever. E são 8h, tenho que ir no hospital. Sim, hoje é domingo.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14424928-113192296784242603?l=cardioscope.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cardioscope.blogspot.com/feeds/113192296784242603/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14424928&amp;postID=113192296784242603&amp;isPopup=true' title='8 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14424928/posts/default/113192296784242603'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14424928/posts/default/113192296784242603'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cardioscope.blogspot.com/2005/11/back-from-ashes.html' title='Back from ashes...'/><author><name>Rafa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02709244780673161364</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_KSHhnirFOPQ/SX5_gg_OUWI/AAAAAAAAAKE/Tt2uBMLzfWE/S220/orkut.jpg'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14424928.post-112597573307640409</id><published>2005-09-06T00:02:00.000-03:00</published><updated>2005-09-06T00:05:09.773-03:00</updated><title type='text'>Prelude to a kiss</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/img/208/6861/640/prelude.jpg"&gt;&lt;img style="BORDER-RIGHT: #000000 1px solid; BORDER-TOP: #000000 1px solid; MARGIN: 2px; BORDER-LEFT: #000000 1px solid; BORDER-BOTTOM: #000000 1px solid" src="http://photos1.blogger.com/img/208/6861/320/prelude.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Todos dormiam e aquele ar intenso tomava conta do quarto. Estava nervosa, à flor da pele. Fixava-me no espelho, através do qual via o reflexo do chão diante da cama. Tentava ocupar minha mente com qualquer pensamento que me fizesse esquecer, ainda que por um breve instante, que era você o corpo quente que eu sentia atrás de mim. Deitava apoiada em você, com um ar de casualidade na expressão, como se não soubesse que aquele momento fazia parte de algo que logo seria indelével de minha memória.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Você tocou meus cabelos e disse que me daria colo, como havia prometido. Lembro de ter me virado devagar, sem me afastar muito de teu corpo. Não queria arriscar olhar nos teus olhos. Não sabia se resistiria àquela cor inebriante. Encostei meu rosto em tua barriga. Senti o quanto você era real e abandonei a imagem intangível que tinhas até então. Fechei os olhos e te envolvi com meus braços, fazendo minhas mãos se encontrarem por trás de você. Me senti tremer por alguns instantes, você também o percebeu. Suspendeu-me pelo queixo, levantou meu rosto. Olhou-me nos olhos por um segundo eterno e deitou-me contra seu coração. Pude ouvir as batidas acelerarem enquanto você me tocava o rosto de leve e afagava-me os cabelos. Não sei quantas horas se passaram enquanto você me envolvia e me fazia esquecer do resto do mundo. Contudo, parecia que aquele momento seria eterno. Me senti protegida, a salvo. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Estávamos na nossa quarta dimensão, no éter de George Fitzgerald e Hendrik Lorentz, onde os corpos se contraem e relógios se retardam. Assim como em "C'est La Vie", que te escrevi há algum tempo. Sonhava que talvez aquilo pudesse ser para você um ínfimo do que estava sendo para mim. Compreendi a profunda ligação entre nós que se formava naquele momento dentro de mim. Atrelava-se essencialmente ao fato de você ser, antes de tudo, a pessoa mais fantástica que já conheci.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Tenho esperanças de acordar desde então... &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Tão longe que estamos um do outro, e no entanto tão juntos, que nossa respiração se confunde, nossas mãos se tocam no ar e há um resto de doçura no olhar de cada um, que é a lembrança do outro.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Je t'adore, mon doux ami avec beau yeux verts&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Tô ouvindo Ella Fitzgerald, vide título.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14424928-112597573307640409?l=cardioscope.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cardioscope.blogspot.com/feeds/112597573307640409/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14424928&amp;postID=112597573307640409&amp;isPopup=true' title='13 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14424928/posts/default/112597573307640409'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14424928/posts/default/112597573307640409'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cardioscope.blogspot.com/2005/09/prelude-to-kiss.html' title='Prelude to a kiss'/><author><name>Rafa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02709244780673161364</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_KSHhnirFOPQ/SX5_gg_OUWI/AAAAAAAAAKE/Tt2uBMLzfWE/S220/orkut.jpg'/></author><thr:total>13</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14424928.post-112585125870460923</id><published>2005-09-04T13:27:00.000-03:00</published><updated>2005-09-04T16:06:51.236-03:00</updated><title type='text'>The balcony scene</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/img/208/6861/640/balcony.jpg"&gt;&lt;img style="BORDER-RIGHT: #000000 1px solid; BORDER-TOP: #000000 1px solid; MARGIN: 2px; BORDER-LEFT: #000000 1px solid; BORDER-BOTTOM: #000000 1px solid" src="http://photos1.blogger.com/img/208/6861/320/balcony.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;JULIET&lt;br /&gt;Well, do not swear: although I joy in thee,&lt;br /&gt;I have no joy of this contract tonight:&lt;br /&gt;It is too rash, too unadvised, too sudden;&lt;br /&gt;Too like the lightning, which doth cease to be&lt;br /&gt;Ere one can say 'It lightens.' Sweet, good night!&lt;br /&gt;This bud of love, by summer's ripening breath,&lt;br /&gt;May prove a beauteous flower when next we meet.&lt;br /&gt;Good night, good night! As sweet repose and rest&lt;br /&gt;Come to thy heart as that within my breast!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ROMEO&lt;br /&gt;O, wilt thou leave me so unsatisfied?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;JULIET&lt;br /&gt;What satisfaction canst thou have tonight?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ROMEO&lt;br /&gt;The exchange of thy love's faithful vow for mine.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;JULIET&lt;br /&gt;I gave thee mine before thou didst request it:&lt;br /&gt;And yet I would it were to give again.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(William Shakespeare, Romeo and Juliet, Act II)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14424928-112585125870460923?l=cardioscope.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cardioscope.blogspot.com/feeds/112585125870460923/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14424928&amp;postID=112585125870460923&amp;isPopup=true' title='6 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14424928/posts/default/112585125870460923'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14424928/posts/default/112585125870460923'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cardioscope.blogspot.com/2005/09/balcony-scene.html' title='The balcony scene'/><author><name>Rafa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02709244780673161364</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_KSHhnirFOPQ/SX5_gg_OUWI/AAAAAAAAAKE/Tt2uBMLzfWE/S220/orkut.jpg'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14424928.post-112543765002884281</id><published>2005-08-30T18:34:00.000-03:00</published><updated>2005-08-30T18:42:49.216-03:00</updated><title type='text'>Blue moon</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/img/208/6861/640/bluemoon1.jpg"&gt;&lt;img style="BORDER-RIGHT: #000000 1px solid; BORDER-TOP: #000000 1px solid; MARGIN: 2px; BORDER-LEFT: #000000 1px solid; BORDER-BOTTOM: #000000 1px solid" src="http://photos1.blogger.com/img/208/6861/320/bluemoon1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Blue Moon&lt;br /&gt;You saw me standing alone&lt;br /&gt;Without a dream in my heart&lt;br /&gt;Without a love of my own&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Blue Moon&lt;br /&gt;You know just what I was there for&lt;br /&gt;You heard me saying a prayer for&lt;br /&gt;Someone I really could care for&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;And then there suddenly appeared before me&lt;br /&gt;The only one my arms will hold&lt;br /&gt;I heard somebody whisper please adore me&lt;br /&gt;And when I looked to the Moon it turned to gold"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Billie Holiday)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14424928-112543765002884281?l=cardioscope.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cardioscope.blogspot.com/feeds/112543765002884281/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14424928&amp;postID=112543765002884281&amp;isPopup=true' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14424928/posts/default/112543765002884281'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14424928/posts/default/112543765002884281'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cardioscope.blogspot.com/2005/08/blue-moon_30.html' title='Blue moon'/><author><name>Rafa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02709244780673161364</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_KSHhnirFOPQ/SX5_gg_OUWI/AAAAAAAAAKE/Tt2uBMLzfWE/S220/orkut.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14424928.post-112543114813448226</id><published>2005-08-30T16:45:00.000-03:00</published><updated>2005-09-04T16:06:18.466-03:00</updated><title type='text'>The world as will and idea</title><content type='html'>&lt;p align="left"&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/img/208/6861/640/bluemoon.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;div align="justify"&gt;Não sei se Schopenhauer me deixa melhor por conseguir ser mais pessimista do que eu ou se me deixa pior, por me deixar com mais tendências psicopatas do que já estou.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;A filosofia dele afirma, em seu conteúdo, que na vida humana as dores superam os prazeres e a felicidade é inalcançável. A vida humana é má (grande novidade). O mundo em sua totalidade é uma manifestação de força irracional conhecida como “vontade de vida”. Sim, vontade de uma coisa efêmera e passageira, que todos sabem que vai se esvaindo progressivamente de nossos corpos. Não é à toa que a mãe de Schopenhauer o expulsou de casa quando parou de receber visitas, todas as pessoas que entravam em sua casa ouviam 30 minutos de discurso dele e saiam deprimidas e com tendências suicidas, hehehe.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ele foi o primeiro europeu a falar do mundo como um lugar de sofrimento, chamando o que nos cerca visivelmente de "confusão, paixão e mal". &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Achei este trecho perfeito: &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;“Todo querer se origina da necessidade, portanto, da carência, do sofrimento. A satisfação lhe põe um termo; mas para cada desejo satisfeito, dez permanecem irrealizados” (O Mundo como Vontade e Representação - Livro III). &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Os seres humanos são as criaturas ativas que se encontram compelidos a amar, a odiar, a desejar e a rejeitar. Os homens possuem o conhecimento de que a natureza é irredutivelmente deste modo. Nem mesmo o suicídio limita a ação da vontade, pois ele é simplesmente uma afirmação da mesma. Do ponto de vista positivo (sim, positivo), é própria dor que é a essência do mundo. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Encontramos a idéia de que não há nenhum ‘local’ de escape da vontade na natureza, as expressões dela são vistas em todo o mundo. Assim, os movimentos animais, o desabrochar de uma semente, a força invisível do ímã, todos refletem aquele mesmo impulso fundamental que rege tudo e a todos. É onde ele difere de Kant, da escola idealista que o inspirou (se bem que de Kant eu não sei nada, apenas a diferença no conceito das vontades). &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Voltando... a única finalidade da vida é justamente escapar da vontade, partindo do apaziguamento de todas as paixões, evitando assim a percepção dos impulsos dolorosos que impedem o alcance do que os hindus chamam de Nirvana, o extremo estado de tranqüilidade espiritual. Queria que isso se vendesse...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Ah, segundo ele, as artes, especialmente a música - a mais elevada delas - têm uma função importante neste aspecto. Elas podem fornecer um "céu provisório" no qual se verifica um aspecto da contemplação verdadeiramente positiva. Ok, a arte pode sim diminuir o sofrimento. Se bem que a música não tem tido nada de positivo pra mim estes dias. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;No entanto, a única saída possível para o verdadeiro término do sofrimento está na extinção completa da vontade. &gt;:/&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;* &lt;a name="rfn4"&gt;Schopenhauer was "a lonely, violent and unbefriended man, who shared his bachelor's existence with a poodle." (estou começando a me identificar cada vez mais) ... [He was of the view that the world was simply an idea in his head] a mere phantasmagoria of my brain, that therefore in itself is nothing&lt;/a&gt; - eu juro que pensava exatamente isso quando era criança. Que tudo no final não passaria de um sonho, de um fruto da minha imaginação, uma espécie de realidade virtual criada por mim, hehe.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;* &lt;a name="rfn3"&gt;To Schopenhauer life was a painful process, relief for which, might to achieved through art or through denial. "The good man will practise complete chastity, voluntary poverty, fasting, and self-torture." (Russell.) It was Schopenhauer's view that through the contemplation of art, one "might lose contact with the turbulent stream of detailed existence around us"; and that permanent relief came through "the denial of the will to live, by the eradication of our desires, of our instincts, by the renunciation of all we consider worth while in practical life."&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Presumably any little bits of happiness we might snatch would only make us that more miserable, such real and full happiness was not possible, "a Utopian Ideal which we must not entertain even in our dreams." &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Tá, chega. &gt;:/&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Vou pro plantão. Hoje as pessoas podem morrer, não vai me afetar.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14424928-112543114813448226?l=cardioscope.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cardioscope.blogspot.com/feeds/112543114813448226/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14424928&amp;postID=112543114813448226&amp;isPopup=true' title='4 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14424928/posts/default/112543114813448226'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14424928/posts/default/112543114813448226'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cardioscope.blogspot.com/2005/08/world-as-will-and-idea.html' title='The world as will and idea'/><author><name>Rafa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02709244780673161364</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_KSHhnirFOPQ/SX5_gg_OUWI/AAAAAAAAAKE/Tt2uBMLzfWE/S220/orkut.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14424928.post-112464842822646745</id><published>2005-08-21T15:20:00.000-03:00</published><updated>2005-08-21T15:45:04.913-03:00</updated><title type='text'>La grosse mademoiselle</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/img/208/6861/640/fat.jpg"&gt;&lt;img style="BORDER-RIGHT: #000000 1px solid; BORDER-TOP: #000000 1px solid; MARGIN: 2px; BORDER-LEFT: #000000 1px solid; BORDER-BOTTOM: #000000 1px solid" src="http://photos1.blogger.com/img/208/6861/320/fat.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Eu estou oficialmente gorda, é fato. Acabei de provar quatro calças e nenhuma delas coube sem me deixar bizarramente reta e com protuberâncias laterais, vulgo toiças. Eu não passava por isto há 1 ano e meio e havia esquecido o quanto é revoltante estar acima do peso. É frustrante perceber o quanto eu fui por água abaixo nessa historinha de "dieta hiperprotéica e hipercalórica" pra ganhar massa muscular nas férias. Nunca mais engulo essa. Claro, acabaram as férias e eu estava com braços lindos, pernas iguais às de antes - não tem jeito, elas não passam disto - e uma barriguinha não tão alarmante. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O problema é que o schedule da faculdade este período, as usual, tá me maltratando horrores no primeiro mês e eu não consegui me adaptar ainda. Continuo com este espírito de pseudo-vadia, resquício das férias bem aproveitadas. Graças ao maldito horário, não malhei direito este mês. Aliás, malhei pouquíssimo, nada perto das 3 horas bem malhadas por dia que eu sempre dediquei ao meu corpo. Bom, hoje eu me vi aqui, neste quarto, diante do espelho, com uma barriga que pula quando ando. Estou frustrada, irritada, abusada. Desolada, maltratada, acabada. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Chega de tours gastronômicos pela cidade, chega de bruschettas, de queijos e vinhos, de sushis - que sempre são rodízio e acabam engordando horrores, sem falar naquele molho shoyo, que é violentamente calórico -, de empadinhas de frango ao catupiry e ricota com tomate seco no intervalo da faculdade. Chega de pipoca azul-escura da blockbuster. Chega de fastfood (ARGHS!). Chega de açaí. Chega destes almoços fantásticos de Adriana. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A partir de hoje, comerei 3 ovos cozidos sem gema pela manhã, pão de centeio, carne e salada no almoço, clara de ovo antes da academia e whey protein quando chegar em casa. E barrinhas de cereal quando a fome bater desesperadamente. Dieta hipocalórica e hiperprotéica extremamente radical.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;E se alguém souber onde vende efedrina, favor me dizer. Não vou mais sair de casa até me sentir magra novamente. &gt;:/&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14424928-112464842822646745?l=cardioscope.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cardioscope.blogspot.com/feeds/112464842822646745/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14424928&amp;postID=112464842822646745&amp;isPopup=true' title='5 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14424928/posts/default/112464842822646745'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14424928/posts/default/112464842822646745'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cardioscope.blogspot.com/2005/08/la-grosse-mademoiselle.html' title='La grosse mademoiselle'/><author><name>Rafa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02709244780673161364</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_KSHhnirFOPQ/SX5_gg_OUWI/AAAAAAAAAKE/Tt2uBMLzfWE/S220/orkut.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14424928.post-112422506659912687</id><published>2005-08-16T17:34:00.000-03:00</published><updated>2005-08-16T17:59:57.186-03:00</updated><title type='text'>When Nietzsche Wept</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Descobri hoje, durante uma aula, que há uma grande chance de eu sofrer de algum distúrbio de conduta causado pela incapacidade de estabelecimento de hierarquia de autoridade dentro de casa. Mamãe me criou sozinha e sempre fez todas as minhas vontades. Não fui repreendida (não que eu lembre), não fiquei de castigo e nunca tive um pai que me desse umas tapas de vez em quando. Reconheci prontamente vários sintomas da criança afetada na Rafaela inquieta, mimada e chorona de 10-15 anos atrás. Aliás, esta é a parte ruim de se estudar medicina, principalmente psiquiatria: você sempre acaba achando que sofre de tudo. Já me mandaram fazer testes terapêuticos com remédios para transtorno de hiperatividade, tenho colegas que me asseguram que tenho este diagnóstico. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Bom, semestre passado eu quase enlouqueci achando que tinha um linfoma quando descobri dois gânglios palpáveis na cadeia cervical (pequenos linfonodos), e pirei legal mesmo. Chorei, esperneei, fiz ultrassom, fui a uns 4 ou 5 médicos, quis fazer biópsia e só acreditei que não ia morrer de câncer em poucos meses quando, além dos respectivos médicos que me atenderam - os quais jurei serem incompetentes à época - uns três professores de gastro me falaram que também tinham a cadeia cervical palpável, coisa relativamente comum entre os médicos e estudantes de medicina, que ficam constantemente expostos a doenças, principalmente no meu caso, que à época pagava pneumologia e vivia examinando gente com tuberculose, pneumonia e tudo de "mais moderno". Os gânglios aumentavam pura e simplesmente pra aumentar as defesas do organismo contra os agentes externos (como ninguém nunca me avisou disto?!), ou poderiam ter aumentado durante algum quadro viral e simplesmente não terem retornado ao tamanho normal depois do quadro. Bom, eu ainda tenho pequenos surtos achando que meu caso é exceção, de tempos em tempos. Com freqüência, eu palpo os gânglios do pescoço e entro em desespero, deitando e palpando meu baço em seguida, só pra ter certeza de que não estou com esplenomegalia, típica dos linfomas. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Quando paguei gastro, imaginei que sofria de síndrome do intestino irritável, quando tive dor de barriga por uma semana. Já achei que sofria de câncer de tireóide, hipotireoidismo causado por doença de hashimoto quando meus anticorpos antimicrossomais vieram excessivamente elevados num exame de rotina, além de uma série de outras doenças. Claro, quando malhei demais e fiquei muito magra, achei que podia ter câncer. Ou aids, mesmo com resultados de exames negativos... vai que eu estivesse na janela imunológica? Bom, aí me ocorreu que eu nunca, de fato, me expus. De nenhuma forma. Então tá. Já tive nóias com doenças infecciosas e fiz teste de toxoplasmose, citomegalovírus, herpes... e ainda doei sangue. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Ah, certa vez achei que tivesse linite plástica, quadro de solidificação que acontece no câncer de estômago em estágio avançado, quando tive disfagia (dor ao deglutir) enquanto comia uma pamonha que vovó trouxe do bompreço pra mim. Entrei em desespero, havia apresentado um seminário no mesmo dia sobre câncer de estômago, e todo o quadro da paciente começou com uma disfagia exatamente igual àquela. É uma bosta estudar medicina, se vcs querem mesmo saber. Toda cefaléia é um futuro AVC. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Geralmente eu entro em crises existenciais e passo a pensar a respeito da efemeridade da vida, tenho vontade de largar o curso e ir fazer backpacking na europa, trabalhar de voluntária na somália, ir pra universidade de capeside na áfrica do sul e conhecer dr. miracle. Paro pra pensar na vida cheia de obrigações que levo e vejo o quão inútil tudo isto é, e o quanto eu deixo de viver. Ultimamente eu tenho pensado em cruzar a inglaterra de bicicleta. Uma amiga cruzou os EUA na década de 80. Malhamos juntas... ela tem a idade de mamãe e me derruba no rpm, coisa que nenhum homem consegue. Enfim, eu tô abusada e prolixa, as usual. Fato é que eu não quero mais fazer concursos. Não quero mais ir pra essa faculdade uó. Eu já não tenho tempo pra porra nenhuma entre aulas, academia e plantões... e agora até meu fim de semana está ocupado pelo francês (se bem que dele eu gosto). Queria passar o dia de amanhã sentada numa mesinha daquele café são braz do shopping plaza, lendo algum livro maravilhoso no palm e tomando chocolate quente com chantilly. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Não sei que nome darei a este post. É somente uma reflexão mal-humorada, coisas que eu falaria pro espelho caso não tivesse um blog. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Estou indo pro plantão &gt;:/&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Tomara que, pelo menos hoje, ninguém morra na minha frente.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14424928-112422506659912687?l=cardioscope.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cardioscope.blogspot.com/feeds/112422506659912687/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14424928&amp;postID=112422506659912687&amp;isPopup=true' title='16 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14424928/posts/default/112422506659912687'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14424928/posts/default/112422506659912687'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cardioscope.blogspot.com/2005/08/when-nietzsche-wept.html' title='When Nietzsche Wept'/><author><name>Rafa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02709244780673161364</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_KSHhnirFOPQ/SX5_gg_OUWI/AAAAAAAAAKE/Tt2uBMLzfWE/S220/orkut.jpg'/></author><thr:total>16</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14424928.post-112404413435025256</id><published>2005-08-14T15:27:00.000-03:00</published><updated>2005-08-14T22:47:38.213-03:00</updated><title type='text'>Glory Box</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;"I'm so tired, of playing&lt;br /&gt;Playing with this bow and arrow&lt;br /&gt;Gonna give my heart away&lt;br /&gt;Leave it to the other girls to play&lt;br /&gt;For I've been a temptress too long"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(portishead)&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;:: &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Cansei desta vida de solteira. Cansei de baladas, de ficadinhas insignificantes, de affairs, rolos, pseudo-infatuations por gente surtada e crushes por gente comprometida. Resolvi que quero namorar. Quero ir de mãos dadas pro cinema, quero jantar no É e tomar um cosmopolitan, quero comer sushi no Famiglia Giuliano, ver DVD no sábado à noite, comer pipoca e deixar de sair com meus amigos por estar com alguém mais interessante, fazendo algo mais proveitoso. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Quero que esqueçam meu nome, tirem da boca e lembrem de mim como um mero déjà vu, que um dia foi assunto de alguma conversa cujo tema falhe à mente. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Não aguento mais sair à noite e encontrar o mesmo povinho de sempre. Também não aguento mais conhecer gente bonita, burra e vazia. Sinto que desperdiço saliva conhecendo gente que não me acrescenta nada. Aprendo gírias estúpidas, tiro o espaço mental de algum remédio ou prescrição. Meu internato começa em 6 meses e eu levo a mesma vida irresponsável que levava no primeiro período, com 17 anos. Sinto que não evoluí nada, conheço os mesmos homens patéticos, previsíveis e transparentes, que me irritam só com o timbre agravado da voz. Faz pelo menos uns 7 meses que eu não saio pra jantar com um pretê em quem eu tenha interesse. Meus jantares se resumem a amigos e boa conversa.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Geralmente, uma vez perdida, aparece alguém que eu ache levemente interessante. Pelo menos pra amizade, que seja. Neste caso, ou eles são comprometidos ou surtam e desaparecem da noite pro dia. No último caso, é provavelmente o que os torna interessantes. Caso estivessem disponíveis, não haveria graça. Só atraio gente fútil, só tenho shallow affairs, e nem isto me diverte mais. Cansei de carinhas bonitas, de modelos lindos, de gente fofa e burra. É a gota d'água.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Eu quero alguém feio, chato e inteligente, que diga que leu o universo numa casca de noz e adorou as definições da teoria da relatividade. Que ame Freud. Que saiba quem foi Platão, Hipócrates e Aristóteles. Que fale três idiomas. Que saiba história da arte e física quântica. Que fale de arte com paixão, que mande poesias e que entenda de vinhos. Quero alguém que jogue rpg comigo pelo computador. Que conheça bons filmes, que saia quando eu quiser. Que beije e faça fantasticamente bem e não veja em mim um troféu, porta-estandarte ou ídolo de nenhum tipo. Quero alguém que seja meu e que ninguém mais queira. Aliás, que ninguém mais olhe. Quero alguém que só eu ache lindo, que me mate de tesão e que me faça sentir burra quando estiver ao meu lado. E acima de tudo, que seja um abuso e blasè até a alma.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Uma amiga ontem me perguntou se já me apaixonei alguma vez na vida, sob o argumento de me achar muito fria. Eu refleti muito a respeito disso. Me senti um cubinho de gelo superficial e sem sentimentos, dentro de um congelador, esperando Deus-sabe-o-quê.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ah... só pra constar, eu conheço alguém fantástico atualmente, que por motivos obscuros e irrelevantes tirou minha paz de uns dias pra cá. Pra variar, se encaixa na classe dos impossíveis, improváveis e, infelizmente, indeléveis. Eu só quero o que não posso ter. Freud devia me analisar. Pessoalmente.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;[dream mode on]&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14424928-112404413435025256?l=cardioscope.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cardioscope.blogspot.com/feeds/112404413435025256/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14424928&amp;postID=112404413435025256&amp;isPopup=true' title='17 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14424928/posts/default/112404413435025256'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14424928/posts/default/112404413435025256'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cardioscope.blogspot.com/2005/08/glory-box.html' title='Glory Box'/><author><name>Rafa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02709244780673161364</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_KSHhnirFOPQ/SX5_gg_OUWI/AAAAAAAAAKE/Tt2uBMLzfWE/S220/orkut.jpg'/></author><thr:total>17</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14424928.post-112375755491396242</id><published>2005-08-11T07:52:00.000-03:00</published><updated>2005-08-11T07:55:04.303-03:00</updated><title type='text'>The chaotic chronicle</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/img/208/6861/640/sshotElf03.jpg"&gt;&lt;img style="BORDER-RIGHT: #000000 1px solid; BORDER-TOP: #000000 1px solid; MARGIN: 2px; BORDER-LEFT: #000000 1px solid; BORDER-BOTTOM: #000000 1px solid" src="http://photos1.blogger.com/img/208/6861/320/sshotElf03.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;"The world of Lineage II is established with three kingdoms at its center which encompass the two large continents. Aden, the new kingdom was established after Raoul, the young king successfully quenched a civil war. Elmore, the military superpower, is located in the northern part of the continent. It boasts that it is a direct descendent of ancient Elmore Aden kingdom. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Gracia is located across the ocean on the west. It is currently embroiled in a chaotic battle among blood relatives trying to take over the throne. While these kingdoms buffer each other's power, within each kingdom since each manor has strong desire for self-rule. Therefore the kingdoms are vulnerable to the potential of internal strife as well."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saí da Elven Village quando ganhei de Rosella o Eternal Diamond, simbolizando os 4 elementos (depois de uma quest de pelo menos 12 horas). Viajei para a cidade dos humanos para falar com o High Priest e me especializar em Elven Wizard. Estou no castelo de Gludio. Level 24 =)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Arghs... me façam parar de jogar isto. Tá atrapalhando minha vida &gt;:/&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Preciso arrumar um namorado.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14424928-112375755491396242?l=cardioscope.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cardioscope.blogspot.com/feeds/112375755491396242/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14424928&amp;postID=112375755491396242&amp;isPopup=true' title='7 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14424928/posts/default/112375755491396242'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14424928/posts/default/112375755491396242'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cardioscope.blogspot.com/2005/08/chaotic-chronicle.html' title='The chaotic chronicle'/><author><name>Rafa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02709244780673161364</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_KSHhnirFOPQ/SX5_gg_OUWI/AAAAAAAAAKE/Tt2uBMLzfWE/S220/orkut.jpg'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14424928.post-112312320050499954</id><published>2005-08-03T23:20:00.000-03:00</published><updated>2005-08-03T23:51:30.596-03:00</updated><title type='text'>Lost somewhere in the middle of nowhere.</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Ontem à noite o médico chefe do plantão, Dr. Costa, achou que seria uma boa idéia falar sobre histórias bizarras de plantões nos hospitais da vida. Começou a narrar vários episódios de médicos amigos dele que viram pessoas segurando velas e desaparecendo subitamente (e afins) em meio aos corredores escuros da emergência cardiológica. Eu lembrei logo da última vez em que fiquei só na emergência e fui pra sala dos médicos ler Dorian Gray e as luzes começaram, subitamente, a desligar e ligar sozinhas, como se a lâmpada estivesse querendo queimar. Deu um medo... &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;À meia-noite, fizemos o sorteio para dividir os horários da madrugada e eu - novamente - fiquei com o pior: 4 às 7 da manhã. Tá, dormi de 1 às 4 e levantei morrendo de sono, blasfemando aos quatro ventos, desejando cometer uma chacina ali. Estava tudo escuro, como sempre. Eles desligam as luzes pros pacientes conseguirem dormir. Eu, sozinha, comecei logo a pensar nas histórias de Dr. Costa, claro. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Começaram a chegar pacientes. A esta hora? Caralho, espera amanhecer, porra! &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Crises hipertensivas, dores no peito, distúrbios neuro-vegetativos (leia-se 'pitis'), nada demais. Eu iria sobreviver caso tivesse ficado só nisso. A enfermeira me trouxe um prontuário e disse que a paciente da semi-intensiva 2 estava com dores de cabeça. Fui lá. Aferi a pressão - levemente elevada - e vi as prescrições anteriores. Resolvi que ia dar 40 gotas de dipirona pra fazer um teste terapêutico, afinal de contas podia ser só uma dor de cabeça ordinária e eu não vou sair por aí entupindo o povo de captopril, achando que todas as cefaléias são hipertensivas. Enfim, mais uma vez eu estou sendo prolixa. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Aí foi que aconteceu. Uma vovó atrás de mim começou a gritar. Ela falava "ai meu deus (alguma coisa que eu não entendi)" e repetia... e falava "nããããoooo! aaaaaaah!". Eu fui falar com a neta dela, a acompanhante, que me falou que há 2 dias ela não comia. Tadinha. Eu tenho uma coisa por vovós, todo mundo sabe. Tentei falar com ela "Vovó? A senhora está bem? Tá sentindo dor?", mas ela estava com aquele olhar distante, os olhos trêmulos... parecia estar morrendo de medo. Eu fiquei com um nó na garganta. Fui no posto da enfermagem, entreguei a prescrição da outra paciente e perguntei a respeito da vovó. Internada por infarto. Tadinha.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Estava a caminho da sala dos médicos pra ver o prontuário dela, quando chegou um paciente e eu tive que ir atender. Ninguém merece ficar só no plantão &gt;:/ vc tem que fazer tudo. Enfim, atendi o paciente, mediquei e fui passando pelo corredor pra ver o prontuário da vovozinha. Quando passei pelo leito, vi a neta dela toda vermelha, chorando, encostadinha na parede. O chefe do plantão vem correndo do quarto. A vovó parou. "Paradaaaaaa!!!!" (gritou-se). Massagem de ressuscitação, atropina, ambu, ventilação. E a neta vendo tudo, desesperada. Enxuguei o suor da testa. "Querida, vc não tá acostumada a ver isto. Venha comigo, venha". Deixei ela no consultório (ainda chorando) e voltei. Nada nesse mundo é mais cansativo e mais desesperador do que tentar ressuscitar uma pessoa. Não teve jeito, ela não voltou. É frustrante não poder fazer nada. Ela simplesmente ia morrer, independente do que fizéssemos. Talvez ela própria já soubesse. Segurei as mãos geladas dela enquanto a enfermeira fazia o último eletro. Apertei. "Volta, por favor"... Rezei pra que tivesse qualquer complexo QRS, qualquer atividade elétrica. Nada. Uma linha horizontal. Não dá pra descrever o que vc sente vendo isso. Ela estava com uma expressão de medo. Morreu com esta cara. Tadinha, tava tão magrinha, os bracinhos com manchas roxas de tanta venóclise e injeção. Fui voltando pro consultório arrasada enquanto o chefe do plantão preenchia o atestado de óbito friamente. Cheguei lá e vi a neta, ainda chorando. Esta hora é a pior de todas. Tentei fazer um discurso bonito... mas sempre em que chegamos na parte do "...infelizmente, ela veio a falecer...", é desesperador. Ela gritava e chorava, chorava, chorava. E eu ali, parada, com aquela cara de imbecil, sem saber o que fazer. Pus minhas mãos em seus ombros, mandei ser forte. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Nesse meio-tempo já haviam 2 novas fichas de pacientes que estavam chegando. Como assim? Tempo, tempo! Eu preciso sentar um pouco e curtir a deprê, dá licensa? - Sim... e o resto do povo? Morre também, é? &gt;:/ - Meus egos pararam de brigar. Respirei fundo e fui atender. E continuou o inferninho até as 7, quando eu saí correndo pra comer alguma coisa bem rápido, pra chegar na aula às 7:30 e passar o resto do dia com sono, feito passei ontem e certamente passarei amanhã.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Hunf.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14424928-112312320050499954?l=cardioscope.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cardioscope.blogspot.com/feeds/112312320050499954/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14424928&amp;postID=112312320050499954&amp;isPopup=true' title='16 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14424928/posts/default/112312320050499954'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14424928/posts/default/112312320050499954'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cardioscope.blogspot.com/2005/08/lost-somewhere-in-middle-of-nowhere.html' title='Lost somewhere in the middle of nowhere.'/><author><name>Rafa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02709244780673161364</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_KSHhnirFOPQ/SX5_gg_OUWI/AAAAAAAAAKE/Tt2uBMLzfWE/S220/orkut.jpg'/></author><thr:total>16</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14424928.post-112280924921428759</id><published>2005-07-31T08:27:00.000-03:00</published><updated>2005-08-15T06:53:37.390-03:00</updated><title type='text'>"I'm a trisexual. I'll try anything once."</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/img/208/6861/640/samantha-foda.jpg"&gt;&lt;img style="BORDER-RIGHT: rgb(0,0,0) 1px solid; BORDER-TOP: rgb(0,0,0) 1px solid; MARGIN: 2px; BORDER-LEFT: rgb(0,0,0) 1px solid; BORDER-BOTTOM: rgb(0,0,0) 1px solid" src="http://photos1.blogger.com/img/208/6861/320/samantha-foda.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Já que eu falei no Cosmopolitan Cocktail ontem, preciso fazer um post sobre ela. Samantha Jones (Sex and The City)... absurda, absurda, absurda! RP de sucesso em NY que sabe exatamente o que quer - e na maioria dos casos, ela consegue. Tá, ela tem muitos affairs, mas ela apenas gosta de homens excessivamente. Certamente mon amie Jones faria parte do MCCA.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Fashion sense: &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Samantha's high-power lifestyle demands a wardrobe ready to make a statement at every occasion. For work, she gravitates towards body-accentuating suits in bold colors and at night she turns up the volume with racy ensembles that show off her bombshell figure and personality.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Famous Quotes:&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;"Sex with an ex can be depressing. If it's good, you don't have it anymore; if it's bad, you just had sex with an ex."&lt;br /&gt;"You dated Mr. Big. I'm dating Mr. Too Big."&lt;br /&gt;"I'm a "trisexual". I'll try anything once."&lt;br /&gt;"[to her male intern] The bad news is you're fired. The good news is now I can fuck you."&lt;br /&gt;"I'll admit I have had to polish myself off once or twice, but yes, when I RSVP to a party, I make it my business to come."&lt;br /&gt;"Last night I could not stop thinking about a Big Mac. I finally had to get dressed, go out and pick up a guy."&lt;br /&gt;"Well, I don't know how you people do it. All that emotional chow-chow. It's exhausting."&lt;br /&gt;"What am I supposed to say? - Hi, this is my lesbian lover. And p.s.: I'm done with dick?"&lt;br /&gt;"Yes ladies. I am a lesbian."&lt;br /&gt;"I will wear whatever and blow whomever I want as long as I can breathe and kneel."&lt;br /&gt;"A guy can just as easily dump you if you fuck him on the first date as he can if you wait until the tenth."&lt;br /&gt;"Come and get me sailors."&lt;br /&gt;"Money is power, sex is power, therefore, getting money for sex is simply an exchange of power."&lt;br /&gt;"The country runs better with a good looking man in the White House. I mean, look what happened with Nixon; no one wanted to fuck him, so he fucked everyone."&lt;br /&gt;"[to the girls] I think I have monogamy. I caught it from you. / Carrie: Yes, it's airborne."&lt;br /&gt;"Ladies! Seamen, twelve o'clock!"&lt;br /&gt;"That's why I stopped wearing underwear on dates."&lt;br /&gt;"Practically all the relationships I know are based on a foundation of lies and mutually accepted delusion."&lt;br /&gt;"Men, they may have you on your knees, but you've got them by the balls."&lt;br /&gt;"I don't believe in the Republican party or the Democratic party. I just believe in parties."&lt;br /&gt;"Oh please! There's always a contest with an ex. It's called "who will die miserable."&lt;br /&gt;"Men cheat for the same reason dogs lick their balls: because they can."&lt;br /&gt;"Relationships have been on the decline ever since women came out of the cave, looked around and said: - this isn't so bad."&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14424928-112280924921428759?l=cardioscope.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cardioscope.blogspot.com/feeds/112280924921428759/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14424928&amp;postID=112280924921428759&amp;isPopup=true' title='12 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14424928/posts/default/112280924921428759'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14424928/posts/default/112280924921428759'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cardioscope.blogspot.com/2005/07/im-trisexual-ill-try-anything-once.html' title='&quot;I&apos;m a trisexual. I&apos;ll try anything once.&quot;'/><author><name>Rafa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02709244780673161364</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_KSHhnirFOPQ/SX5_gg_OUWI/AAAAAAAAAKE/Tt2uBMLzfWE/S220/orkut.jpg'/></author><thr:total>12</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14424928.post-112261339148317776</id><published>2005-07-29T02:03:00.000-03:00</published><updated>2005-08-02T18:54:58.296-03:00</updated><title type='text'>Turkish delight disguised as a drink</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/img/208/6861/640/cosmopolitan11.jpg"&gt;&lt;img style="BORDER-RIGHT: rgb(0,0,0) 1px solid; BORDER-TOP: rgb(0,0,0) 1px solid; MARGIN: 2px; BORDER-LEFT: rgb(0,0,0) 1px solid; BORDER-BOTTOM: rgb(0,0,0) 1px solid" src="http://photos1.blogger.com/img/208/6861/320/cosmopolitan11.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Hoje saí pra comer sushi no Famiglia Giuliano com amigos. Cheguei em casa morrendo de vontade de tomar um Cosmopolitan. De fato, estou doente só de pensar em um agora. Já fiz pedidos pra trazerem aqui em casa, mas ninguém se dispôs a tal. Hehehe&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Nos últimos anos, NY foi literalmente invadida pelo Cosmopolitan Cocktail. Pink, chique, fino, delicioso. Em qualquer bar da cidade, a bebida virou moda e tornou-se o cocktail mais popular entre os early 30's, junto com os Martinis, Manhattans e Bellinis. Dizem as más línguas que o sucesso do drink se deve à minha eterna musa Carrie Bradshaw (Sarah Jessica Parker), de Sex and The City (amo), que saía nas baladas sempre com um Cosmopolitan em mãos, vestindo Chanel e calçando Manolo Blahnik. Absurdaaaaa!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É claro que Samantha Jones tomava também.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Madonna uma vez disse ser o Cosmopolitan sua bebida preferida. Não demorou muito até o Cosmo ser a palavra mais ouvida nos bares de NY. Até mamãe tomou vários quando viajou!&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;É uma delícia. Os ingredientes encontram-se em perfeito equilíbrio. Não é nem muito doce, nem muito seco. E o limão dá um sabor cítrico muuuuuito gostoso. A cor rosa é excêntrica, convidativa, sensual...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Pra quem for fazer festinha no apê este fim de semana, eu deixo a receita da drinksmixer. Me convidem, por favor.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;1 oz vodka&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;1/2 oz triple sec&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;1/2 oz Rose's® lime juice&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;1/2 oz cranberry juice&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Shake vodka, triple sec, lime and cranberry juice vigorously in a shaker with ice. Strain into a martini glass, garnish with a lime wedge on the rim, and serve.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Ain... &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14424928-112261339148317776?l=cardioscope.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cardioscope.blogspot.com/feeds/112261339148317776/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14424928&amp;postID=112261339148317776&amp;isPopup=true' title='8 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14424928/posts/default/112261339148317776'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14424928/posts/default/112261339148317776'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cardioscope.blogspot.com/2005/07/turkish-delight-disguised-as-drink.html' title='Turkish delight disguised as a drink'/><author><name>Rafa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02709244780673161364</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_KSHhnirFOPQ/SX5_gg_OUWI/AAAAAAAAAKE/Tt2uBMLzfWE/S220/orkut.jpg'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14424928.post-112243303378748241</id><published>2005-07-26T23:45:00.000-03:00</published><updated>2005-07-28T03:11:58.156-03:00</updated><title type='text'>Dame der Amsterdam</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;To my dear friend from the Netherlands. =*&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;-----------------------------------------------------&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 255, 153);"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 255, 153);"&gt;1- Qual o seu filme favorito?&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Não tenho nenhum que ocupe o primeiro lugar do pódio. Sou apaixonada por vários filmes. Um dos meus preferidos é Vanilla Sky.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 255, 153);"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 255, 153);"&gt;2- Qual o último DVD que você comprou?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Bom, que eu "comprei" mesmo, acho que foi o Lord of the Rings ou o Vanilla Sky. =) Na verdade, compro muito poucos, prefiro baixar na net e gravar em cd.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 255, 153);"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 255, 153);"&gt;3- Quais os 5 últimos filmes que você viu?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Closer, Code 46, Sideways, The Life of David Gale, Batman Begins &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 255, 153);"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 255, 153);"&gt;4- Qual o melhor filme brasileiro de todos os tempos?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Acho que Central do Brasil foi o que eu mais gostei. Na verdade, não gosto de cinema nacional. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 255, 153);"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 255, 153);"&gt;5- Qual o seu diretor/ator/atriz e seu gênero favoritos?&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Diretor: Steven Spielberg&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ator: Christian Bale &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Atriz: Sarah Jessica Parker&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Gênero: Eu gosto de muitos... varia. Mas adoro ficção, confesso.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 255, 153);"&gt;6- Qual filme que você tem a impressão de ter sido o(a) único(a) a ver?&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Equilibrium, de Kurt Wimmer&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 255, 153);"&gt;7- Melhor música ou trilha sonora:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Vanilla Sky, Lord of the Rings, Sweet November, City of Angels.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 255, 153);"&gt;8- Maior expectativa cinematográfica:&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;The Chronicles of Narnia, sem dúvida. Ah, os Harry Potters que faltam. Amo :~&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 255, 153);"&gt;9- Melhor frase cinematográfica: &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- O quote de Rainer Maria Rilke em Kissing Jessica Stein: &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;"It is not inertia alone that is responsible for human relationships repeating themselves from case to case, indescribably monotonous and unrenewed. It is shyness before any sort of new and unforseeable experience with which one does not think oneself able to cope, but only someone who is ready for everything, who excludes nothing, not even the most enigmatical, will live the relation to another as something alive." &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Vanilla Sky: &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Sofia - "I think she's the saddest girl to ever to hold a martini."&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Sofia - "I'll tell you in another life, when we are both cats."&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Brian - "And I know sour, which allows me to appreciate the sweet"&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Sofia - "Every passing minute is another chance to turn it all around."&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Julie - "Don't you know that when you sleep with someone, your body makes a promise whether you do or not." &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Rebecca Dearborn - "What is any life without the pursuit of a dream?" &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;David - "Well, you know, I'm a pleasure delayer." &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Equilibrium: &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;John Preston - "What's the point of your existence?" &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Mary O'Brien - "To feel. 'Cause you've never done it, you can never know it. But it's as vital as breath. And without it, without love, without anger, without sorrow, breath is just a clock... ticking."&lt;br /&gt;Partridge - "But I, being poor, have only my dreams. I have spread my dreams under your feet. Tread softly because you tread on my dreams. I assume you dream, Preston."&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 255, 153);"&gt;10- 5 pessoas pra quem vc vai passar o questionário: &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Renatinha, Karol, Merê (Michelângelo), Thaysa, Maíra. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14424928-112243303378748241?l=cardioscope.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cardioscope.blogspot.com/feeds/112243303378748241/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14424928&amp;postID=112243303378748241&amp;isPopup=true' title='8 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14424928/posts/default/112243303378748241'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14424928/posts/default/112243303378748241'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cardioscope.blogspot.com/2005/07/dame-der-amsterdam.html' title='Dame der Amsterdam'/><author><name>Rafa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02709244780673161364</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_KSHhnirFOPQ/SX5_gg_OUWI/AAAAAAAAAKE/Tt2uBMLzfWE/S220/orkut.jpg'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14424928.post-112192228567596025</id><published>2005-07-21T02:02:00.000-03:00</published><updated>2005-07-21T02:04:45.680-03:00</updated><title type='text'>Carpe Diem</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;"Sim, Sr. Gray, os deuses foram-lhe propícios. Mas o que eles dão, também estão prontos a reaver. Restam-lhe bem poucos anos para gozar verdadeiramente, perfeitamente, plenamente a vida. Sua juventude desaparecerá e com ela a sua beleza e, de repente, o senhor descobrirá que nada restam dos seus triunfos, ou então terá de contentar-se com triunfos medíocres, que tornarão mais amarga a recordação do passado. Cada mês que se escoa, torna mais próximo o drama terrível. O tempo tem inveja do senhor e faz guerra aos seus lírios e às suas rosas. Um dia, sua tez se tornará descorada, suas faces parecerão lívidas, seus olhos ficarão sem brilho. E sofrerá de maneira abominável. Ah, enquanto dura a mocidade, trate de pedir-lhe tudo quanto ela é capaz de dar. Não dissipe o ouro de seus dias. Não dê ouvidos a tolices, nao sonhe aliviar infortúnios irremediáveis, não pense dedicar-se ao serviço de seres vis, ignorantes e vulgares. É esse o sonho doentio, o falso ideal do nosso tempo. Viva! Viva a vida maravilhosa que possui. nao perca nada! Busque constantemente sensações novas. Não recue diante de coisa alguma!... Um novo hedonismo, eis do que o nosso século está à espera. Por que não será o senhor o seu símbolo visível? Como a riqueza de tais dons pessoais, nada lhe será impossível. Durante um lapso de tempo, o mundo será seu!" &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Lord Harry Wotton, (O Retrato de Dorian Gray - Oscar Wilde)&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14424928-112192228567596025?l=cardioscope.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cardioscope.blogspot.com/feeds/112192228567596025/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14424928&amp;postID=112192228567596025&amp;isPopup=true' title='7 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14424928/posts/default/112192228567596025'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14424928/posts/default/112192228567596025'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cardioscope.blogspot.com/2005/07/carpe-diem.html' title='Carpe Diem'/><author><name>Rafa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02709244780673161364</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_KSHhnirFOPQ/SX5_gg_OUWI/AAAAAAAAAKE/Tt2uBMLzfWE/S220/orkut.jpg'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14424928.post-112171715307306205</id><published>2005-07-18T16:59:00.000-03:00</published><updated>2005-07-18T20:31:29.323-03:00</updated><title type='text'>Psychedelic fever</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Esse sábado eu não sabia se queria ir pra Full Control (pseudo-rave que teve aqui no shopping). Tava abusada, com saudades e morrendo de preguiça de sair de casa. Fui com uns amigos pra uns bares e acabei resolvendo que ia passar na rave às 4 da manhã, já que meu celular no carro tinha horrores de ligações e mensagens de amigos meus que estavam lá dizendo pra eu ir, que a festa estava ótima.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Raves são perfeitas, não adianta. Eu sou fresca pra todo tipo de festa, mas aprendi a gostar das raves. Tenho amigos que odeiam, amigos que adoram e amigos que não sabem a diferença entre as mesmas e uma micareta. Fato é que entrar num lugar cheio de verde com decoração psicodélica é inesquecível. As tendas eletrônicas, estrelas gigantes, balões, luzes coloridas e globos por todo lugar, aquele widescreen passando videos incompreensíveis, dos quais só as mentes mais 'abertas' conseguem captar algo... ain, é tudo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O chill out com os sofás, puffs, tapetes e o pessoal que está juntando forças pra voltar pra tenda. A praia e o nascer do sol por trás do DJ (ai, liquid sky...). A habilidade de quem faz malabares coloridos... os malabares com fogo à noite (né, Merê?)... o amanhecer do sol, as pessoas sentadas na grama conversando, comendo, descansando. As histórias sobre o céu roxo, gnomos, fadas, meninas e árvores inexistentes de quem tomou o que não devia... kkkkkkkk&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas a graça não é essa. O que faz das Raves festas totalmente diferentes das demais é aquele feeling de que todos se conhecem ou são estranhamente familiares de alguma forma. Estranhos falando com você com simpatia em excesso, a forma como a música parece se dissolver no meio da multidão, como todos parecem dançar em sintonia, com uma energia sem fim. Como quando o som abaixa todos gritam freneticamente pedindo mais... como a nuca de TODO MUNDO se arrepia quando toca aquele remix de fatboy slim. É um sentimento de união indescritível, dá um arrepio só de lembrar. Essas festas deixam lembranças indeléveis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem falar que sempre tem as pérolas, piadas internas, brincadeiras, baixarias, "faróis de olinda"... haha!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As pessoas podem falar o que quiserem. Só sabe o que é uma RAVE quem já fritou do lado da caixa de som, derreteu em frente ao palco e tomou banho de água mineral gelada quando sentiu o sangue ferver.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jip:&lt;br /&gt;"We wanna go somewhere else. We're not threatened by people anymore. All our insecurities have evaporated. We're in the clouds now. We're wide open. We're spacemen orbiting the earth. The world looks beautiful from here, man. We're nympholeptics, desiring for the unobtainable. We risk sanity for moments of temporary enlightenment. So many ideas. So little memory. The last thought killed by anticipation of the next. We embrace an overwhelming feeling of love. We flow in unison. We're together. I wish this was real. We want a universal level of togetherness, where we're comfortable with everyone. We're in rhythm. Part of a movement. A movement to escape. We wave goodbye. Ultimately, we just want to be happy. Heh, yeah... Hang on, what the fuck was I just talking about?"&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;(Human Traffic - 1999) &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14424928-112171715307306205?l=cardioscope.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cardioscope.blogspot.com/feeds/112171715307306205/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14424928&amp;postID=112171715307306205&amp;isPopup=true' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14424928/posts/default/112171715307306205'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14424928/posts/default/112171715307306205'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cardioscope.blogspot.com/2005/07/psychedelic-fever.html' title='Psychedelic fever'/><author><name>Rafa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02709244780673161364</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_KSHhnirFOPQ/SX5_gg_OUWI/AAAAAAAAAKE/Tt2uBMLzfWE/S220/orkut.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14424928.post-112153240059182298</id><published>2005-07-16T13:46:00.000-03:00</published><updated>2005-09-12T00:42:50.006-03:00</updated><title type='text'>Wine sweet wine</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/img/208/6861/640/rosetasting.jpg"&gt;&lt;img style="BORDER-RIGHT: #000000 1px solid; BORDER-TOP: #000000 1px solid; MARGIN: 2px; BORDER-LEFT: #000000 1px solid; BORDER-BOTTOM: #000000 1px solid" src="http://photos1.blogger.com/img/208/6861/320/rosetasting.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu adoro beber vinhos. Todo mundo tem uma fase inicial de não gostar de beber vinhos, até refinar o paladar e aprender a apreciar uma boa prova. Um dia desses andei lendo uma página sobre características sensoriais dos vinhos - que ensinava a beber vinho, pasmem - e isto mudou a minha vida. Em nossa última reunião @ friend's, resolvemos beber vinho e compramos um Casillero del Diablo (claro), um Periquita e mais dois vinhos que não lembro o nome (não se pode esperar tanto de uma pessoa que toma quatro garrafas de vinho numa noite).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois bem. Clima de meia-luz... O tapete no centro da sala reunia as tacinhas de vidro mesclado organizadas circularmente. O abajur verde-azulado aceso no canto da sala era a única fonte de luz, e fazia com que as tacinhas projetassem aquela sombra charmosa no tapete. A sala estava todo um basfond, e a varanda aberta fazia entrar aquele ventinho gostoso da noite.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abrimos o Casillero antes. Uva cabernet sauvignon primeiro em homenagem a renatinha, que adora. Vinhos chilenos são sempre bons, mas este é memorável em todos os aspectos. A uva cabernet sauvignon chilena é tida como a melhor do mundo. Ain, aquela corzinha vermelha endiabrada é quase hipnotizante. Todos ficam "endiablados". Os reflexos violáceos aumentavam quando a taça ficava contra a luz, coisa que acontecia exatamente no lugar onde eu estava sentada. Aquele cheirinho vegetal, herbáceo... gostinho adstringente. É um puta vinho. Super marcante... ferve o sangue.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tomamos casillero ouvindo portishead. Alguém tem a mínima noção do que é essa combinação?!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lembrei de quando fomos ao "Especialista", loja de vinhos super-tudo aqui de Recife (que toca o MCCD Tangerine de Jazz - que Renatinha fez - nas provas que acontecem nas quintas-feiras à noite) e a vendedora começou a nos contar a história do Casillero del Diablo... segundo ela, Don Melchor de Concha y Toro tinha uma terra imensa, onde resolveu plantar uvas e criou a famosa vinícola Concha y Toro. Ao estocar as uvas, ele queria evitar que os empregados roubassem seu vinho (o que já estava acontecendo). Resolveu então espalhar o boato de que havia um diabo escondido na adega, e desenhou sombras nos barris, que quando eram iluminados pelas tochas, matavam os ladrões de medo. Atualmente, na adega da Concha y Toro tem, inclusive, uma frase que diz "No hay diablo, leso".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voltando à reunião de vinhos...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Partimos pro Periquita, português mais tradicional... aliás, o vinho tinto de mesa mais antigo do país. Um vinho "coupage" com casta de castelão dominante e um toquezinho de espadeiro. Tudo bem, já que ele é coupage, feito com duas uvas diferentes, deveríamos ter provado ele primeiro pro casillero não mascarar o gosto. Mas com portishead não teve jeito, foi o casillero mesmo, hehe. Mas o Periquita é um vinho pra se tomar antes dos outros, seco, cor vermelhinha jovem... ain, uma delícia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;À altura da terceira garrafa, creio que escutávamos Jazz... Já estava todo mundo ficando bêbado, a voz da ella fitzgerald parecia ser música em câmera lenta. Jazz foi feito pra se ouvir tomando vinhos, não adianta. Ouvimos cartola também. Sim, pq somos finas, claro. Na metade da terceira garrafa, já havia baixa de 2 pessoas, que apagaram. Restaram apenas três. A próxima baixa foi intencional. Renatinha se retirou e foi dormir. Restamos apenas nós, as últimas guerreiras, que por razões obscuras permanecemos bebendo a quarta garrafa bravamente, escutando cartola e falando sobre o palácio das amoras (piada interna).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ô quero mais vinho. kissó. =)&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14424928-112153240059182298?l=cardioscope.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cardioscope.blogspot.com/feeds/112153240059182298/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14424928&amp;postID=112153240059182298&amp;isPopup=true' title='6 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14424928/posts/default/112153240059182298'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14424928/posts/default/112153240059182298'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cardioscope.blogspot.com/2005/07/wine-sweet-wine.html' title='Wine sweet wine'/><author><name>Rafa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02709244780673161364</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_KSHhnirFOPQ/SX5_gg_OUWI/AAAAAAAAAKE/Tt2uBMLzfWE/S220/orkut.jpg'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14424928.post-112130840858421612</id><published>2005-07-13T23:02:00.000-03:00</published><updated>2005-07-16T14:06:13.610-03:00</updated><title type='text'>Clearing things up</title><content type='html'>&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;Só pra fins de esclarecimento, este blog não será sobre medicina. Meu primeiro post foi um relato de plantão única e exclusivamente por eu ter criado o blog num dia de plantão. Isso era o que se passava na minha cabeça na hora em que atualizei aqui pela primeira vez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O nome "cardioscope" ou cardioscópio é uma metáfora, faz referência a um instrumento utilizado para olhar dentro do coração. É como aquela expressão em latim que eu usei por muito tempo no fotolog, "Ab imo pectore", que quer dizer "do fundo do peito (do coração)". No fundo, é tudo a mesma coisa. Mas o jargão no título deixou o blog com um ar mais refinado. =)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje descobri que tenho "pretês" (tenho uma amiga que usa esse termo, achei fofo) secretos na academia. Aparentemente, foram até procurar meu telefone no computador da recepção. Deve existir alguma lei de privacidade que proíba isso, não? Tô passada, o pouco de simpatia que eu tinha na academia vai embora. Vou virar um "pocinho de abuso". Hahaha. Falando em pocinho de abuso, me chamaram assim hoje, achei tão fofo. kkkkkkkkkkk queria dizer que, neste caso, não sou. Aliás, já liguei pra esclarecer que é você quem é, meu bem. Not moi.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda sobre a academia, fui arrastada por 4 amigas da Formatto (minha antiga academia) pro Fiteiro hoje depois de malhar. Sim, me fizeram ir ao fiteiro com roupa de academia. Aliás, todo mundo foi, era uma mesa enorme com umas 7 pessoas, todas trajando shorts, tops, camisetas e afins. E eu, suadíssima, de cabelo preso, nem aí. Só tinha aquela velharia de sempre mesmo... mas quem me conhece ficou chocado só de imaginar a cena.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minha melhor amiga (Renatinha) é um mofo. Nem pro show de blues no Musique ela conseguiu se arrastar hoje. Ga dood.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quero viajar amanhã. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14424928-112130840858421612?l=cardioscope.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cardioscope.blogspot.com/feeds/112130840858421612/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14424928&amp;postID=112130840858421612&amp;isPopup=true' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14424928/posts/default/112130840858421612'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14424928/posts/default/112130840858421612'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cardioscope.blogspot.com/2005/07/clearing-things-up.html' title='Clearing things up'/><author><name>Rafa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02709244780673161364</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_KSHhnirFOPQ/SX5_gg_OUWI/AAAAAAAAAKE/Tt2uBMLzfWE/S220/orkut.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14424928.post-112125864815845126</id><published>2005-07-13T09:38:00.000-03:00</published><updated>2005-07-16T14:06:28.276-03:00</updated><title type='text'>My sweet grandma</title><content type='html'>&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;Olhei ao redor daquela emergência... azulejos bege-claros emoldurados em cimento escuro, janelas rosas com cupins comendo-lhes as pontas, pequenas mesas de fórmica branca e madeira escura onde realizávamos, naquele momento, os atendimentos. cadeiras de plástico em ambos os lados, esfignomanômetros anexados às paredes ao lado das respectivas mesas. Uma pequena sala ao lado da portaria permanecia sempre cheia de olhares carentes e desesperados, rostos pálidos e suados, e a cada cinco minutos eu era tomada pelo desespero de alguém gritando por socorro. A sala de parada permanecia vazia, isto era um bom sinal. Pelo menos naquele momento não havia ninguém à iminência da morte. Suspirei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ouvi gritos na entrada... arrepiaram-me a espinha. Ela chegou emitindo sons ininteligíveis. Sentada numa cadeira de rodas com um olhar carente desesperador, respirando com toda a musculatura acessória. Podia ver, por trás dos olhos lacrimejantes do rosto abaixado, os ombros se contorcendo no esforço para respirar. As pernas eram molhadas e inchadas até a altura da coxa. As veias do pescoço saltadas pela alta pressão venosa de uma circulação deficiente retornando sangue a um coração doente. Ela era fofa, linda. Uma vovó. Meu coração apertou. Conversando com a acompanhante que me explicava o caso, o diagnóstico era fácil. ICC descompensada. Ao exame físico, notei que ela tinha uma deformidade no tórax, que causava uma restrição pulmonar, além de ter muitos roncos no pulmão. Como devia estar sendo penoso pra ela respirar! Uma coisa tão simples pra maioria dos outros 6 bilhões de habitantes do mundo. Infelizmente, não era um quadro passageiro. Ela já dormia sentada por não conseguir deitar-se, como todos os doentes graves do coração. Em decorrência de anos a fio dormindo sentada, desenvolveu uma deformidade na coluna e não conseguia mais estabelecer noventa graus entre o tronco e membros inferiores. Tadinha. Queria levar ela pra minha casa pra cuidar. Infelizmente esta medicina de emergência é uma merda, e nós nunca podemos fazer nada por ninguém. O problema reside nesses ambulatórios de merda superlotados e com atendimento deficiente, no transporte deficiente dos pacientes, no fornecimento deficiente de remédios e por aí vai. Vovós como essa, que estava diante de mim, não tinham muita chance. Não compensavam o quadro porque não tinham acesso a atendimento ambulatorial decente, e ficavam sempre chegando à emergência com aquela carinha carente de "me ajuda, por favor, faz passar".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ajoelhei-me ao lado dela. Alisei o rosto, os cabelos. Era linda, muito fofa. Comecei a perguntar-lhe o que sentia. Ela falava devagarzinho, penosamente, como se cada palavra pesasse quilos em suas costas. Os olhinhos saltados pra fora, aquela carinha assustada... queria pra mim. Eu ia cuidar direitinho dela. Conversei com o chefe do plantão, expliquei-lhe o caso. Esperei a enfermeira trazer da farmácia da emergência os dois remédios que havia lhe passado, um diurético para diminuir o edema dos membros inferiores e um digital para melhorar o funcionamento do coraçãozinho velhinho dela. Enquanto aguardava, examinei o edema nas pernas... totalmente inchadas. Fiquei pensando quantos anos ela viveria caso tivesse um atendimento médico de qualidade, um cardiologista, um angiologista, um ortopedista, um pneumologista... e quanto tempo ela, de fato, iria viver, submedicada em constantes crises de dispnéia chegando às emergências e sendo atendida por estudantes que, por mais que a achassem fofa, não podiam fazer nada além de compensar o quadro agudo pelo qual ela passava naquele momento e mandá-la para casa, que foi exatamente o que eu fiz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Medicina de hospital público é cruel. Pra todo mundo.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14424928-112125864815845126?l=cardioscope.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cardioscope.blogspot.com/feeds/112125864815845126/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14424928&amp;postID=112125864815845126&amp;isPopup=true' title='3 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14424928/posts/default/112125864815845126'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14424928/posts/default/112125864815845126'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cardioscope.blogspot.com/2005/07/my-sweet-grandma.html' title='My sweet grandma'/><author><name>Rafa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02709244780673161364</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_KSHhnirFOPQ/SX5_gg_OUWI/AAAAAAAAAKE/Tt2uBMLzfWE/S220/orkut.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14424928.post-112119077223094640</id><published>2005-07-12T14:52:00.000-03:00</published><updated>2005-07-16T14:05:38.500-03:00</updated><title type='text'>Myself</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/img/208/6861/640/p&amp;b3.jpg"&gt;&lt;img style="BORDER-RIGHT: rgb(0,0,0) 1px solid; BORDER-TOP: rgb(0,0,0) 1px solid; MARGIN: 2px; BORDER-LEFT: rgb(0,0,0) 1px solid; BORDER-BOTTOM: rgb(0,0,0) 1px solid" src="http://photos1.blogger.com/img/208/6861/320/p%26b3.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14424928-112119077223094640?l=cardioscope.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cardioscope.blogspot.com/feeds/112119077223094640/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14424928&amp;postID=112119077223094640&amp;isPopup=true' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14424928/posts/default/112119077223094640'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14424928/posts/default/112119077223094640'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cardioscope.blogspot.com/2005/07/myself.html' title='Myself'/><author><name>Rafa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02709244780673161364</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_KSHhnirFOPQ/SX5_gg_OUWI/AAAAAAAAAKE/Tt2uBMLzfWE/S220/orkut.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14424928.post-112118856770467602</id><published>2005-07-12T14:09:00.000-03:00</published><updated>2005-07-16T14:05:27.950-03:00</updated><title type='text'>Cardioscope</title><content type='html'>&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;Cardioscópio, s.m. (gr. kardia, coração; skopein, examinar) [ingl. cardioscope]. - 1o instrumento que permite iluminar e inspecionar as cavidades cardíacas nas quais é introduzido. - 2o abreviatura de eletrocardioscópio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Dicionário Andrei de Termos Médicos - Garnier Delamare)&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14424928-112118856770467602?l=cardioscope.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cardioscope.blogspot.com/feeds/112118856770467602/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14424928&amp;postID=112118856770467602&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14424928/posts/default/112118856770467602'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14424928/posts/default/112118856770467602'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cardioscope.blogspot.com/2005/07/cardioscope.html' title='Cardioscope'/><author><name>Rafa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02709244780673161364</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_KSHhnirFOPQ/SX5_gg_OUWI/AAAAAAAAAKE/Tt2uBMLzfWE/S220/orkut.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
